quinta-feira, 2 de julho de 2009

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GÊNESIS abrange 2.369 anos da história da humanidade, desde a criação do primeiro homem, Adão, até a morte de José, filho de Jacó. Os primeiros 10 capítulos, bem como os nove versículos iniciais do capítulo 11 de Gênesis, que abrangem o período desde a criação até a torre de Babel, foram analisados no número anterior desta revista. Este artigo analisará destaques do restante de Gênesis, relativos aos tratos de Deus com Abraão, Isaque, Jacó e José.


                         (Gênesis 11:10-23:20)
ABRAÃO TORNA-SE AMIGO DE DEUS


Uns 350 anos depois do Dilúvio, nasce na linhagem de Sem, filho de Noé, um homem que se torna muito especial para Deus. Seu nome é Abrão, mais tarde mudado para Abraão. Obedecendo a Deus, Abrão deixa a cidade caldéia de Ur e passa a morar em tendas numa terra que Yehowah promete dar a ele e a seus descendentes. Em resultado de sua fé e obediência, Abraão vem a ser chamado de “amigo de Yehowah”. — Tiago 2:23.

Deus age contra os depravados habitantes de Sodoma e das cidades vizinhas, ao passo que Ló e suas filhas são preservados. Com o nascimento de Isaque, filho de Abraão, cumpre-se uma promessa de Deus. Anos depois, Abraão passa por um teste de fé quando Deus o instrui a oferecer esse filho em sacrifício. Abraão obedece prontamente, mas um anjo o impede de fazer o sacrifício. Não há dúvidas de que Abraão é um homem de muita fé, e recebe a garantia de que por meio de seu descendente todas as nações abençoarão a si mesmas. A morte de sua amada esposa, Sara, o deixa profundamente triste.

Auxílio na compreensão bíblica:

12:1-3 — Quando o pacto abraâmico entrou em vigor e por quanto tempo vigorou? Pelo visto, o pacto de Yehowah com Abraão, de que ‘todas as famílias do solo certamente abençoariam a si mesmas por meio dele’, entrou em vigor quando Abraão cruzou o rio Eufrates a caminho de Canaã. Isso deve ter acontecido em 14 de nisã de 1943 AEC — 430 anos antes de o povo de Israel ser libertado do Egito. (Êxodo 12:2, 6, 7, 40, 41) O pacto abraâmico é um “pacto por tempo indefinido”. E continuará em vigor até que as famílias da Terra sejam abençoadas e todos os inimigos de Deus sejam destruídos. — Gênesis 17:7; 1 Coríntios 15:23-26.

15:13 — Quando se cumpriu o predito período de 400 anos de sofrimento da descendência de Abraão? Esse período de sofrimento começou em 1913 AEC quando Isaque, filho de Abraão, foi desmamado. Nessa ocasião, Isaque tinha cerca de 5 anos de idade e seu meio-irmão, Ismael, de 19 anos, ‘caçoava’ dele. (Gênesis 21:8-14; Gálatas 4:29) Terminou com a libertação dos israelitas do cativeiro egípcio em 1513 AEC.

16:2 — Foi correto Sarai oferecer sua serva, Agar, como esposa a Abraão? Sarai agiu em harmonia com o costume daqueles dias. Uma esposa estéril era obrigada a providenciar uma concubina para seu marido a fim de gerar um herdeiro. A prática da poligamia apareceu primeiramente na linhagem de Caim. Com o tempo, tornou-se costume e foi adotada por alguns adoradores de Deus. (Gênesis 4:17-19; 16:1-3; 29:21-28) Mas Deus nunca abandonou seu padrão original da monogamia. (Gênesis 2:21, 22) Tanto Noé como seus filhos, a quem foi repetida a ordem para ‘tornarem-se muitos e encher a Terra’, eram monógamos. (Gênesis 7:7; 9:1; 2 Pedro 2:5) E esse padrão de monogamia foi reafirmado por Jesus Cristo. — Mateus 19:4-8; 1 Timóteo 3:2, 12.

19:8 — Não foi errado Ló oferecer suas filhas aos sodomitas? De acordo com o código de ética oriental, o anfitrião tinha a responsabilidade de proteger os hóspedes em sua casa, defendendo-os com a própria vida, se necessário. Ló estava preparado para isso. Ele corajosamente saiu da casa, fechou a porta atrás de si e enfrentou a turba sozinho. No momento em que ofereceu suas filhas, ele provavelmente já havia percebido que seus hóspedes eram mensageiros de Deus e pode ter concluído que Deus poderia proteger suas filhas assim como havia feito com sua tia Sara no Egito. (Gênesis 12:17-20) De fato, o desfecho do assunto foi que Ló e suas filhas não sofreram nenhum dano.

19:30-38 — Deus fez vista grossa ao fato de Ló ficar embriagado e gerar filhos com suas duas filhas? Yehowah condena o incesto e a embriaguez. (Levítico 18:6, 7, 29; 1 Coríntios 6:9, 10) Na verdade, Ló deplorava as ‘ações contra a lei’ dos habitantes de Sodoma. (2 Pedro 2:6-8) O simples fato de suas filhas o embriagarem sugere que elas sabiam que, enquanto sóbrio, ele jamais consentiria em ter relações sexuais com elas. Mas por serem estrangeiras no país, elas entenderam que aquela era a única maneira de evitar a extinção da descendência de Ló. Esse relato se encontra na Bíblia para mostrar a ligação dos moabitas (por meio de Moabe) e dos amonitas (por meio de Ben-Ami) com os israelitas, descendentes de Abraão.

Lições para nós:

13:8, 9. Abraão deu um belíssimo exemplo na questão de lidar com diferenças. Jamais devemos sacrificar a paz com outros por causa de vantagem financeira, preferências pessoais ou orgulho.

15:5, 6.
Ao notar que estava envelhecendo e ainda não tinha um filho, Abraão falou com Deus sobre o assunto. Deus o tranquilizou. O resultado foi que Abraão “depositou fé em Yehowah”. Se abrirmos o coração a Deus em oração, aceitarmos as garantias que ele nos dá por meio da Bíblia e o obedecermos, nossa fé será fortalecida.

15:16. Deus esperou quatro gerações para executar seu julgamento sobre os amorreus (ou cananeus). Por quê? Porque ele é um Deus paciente. Esperou até que se esgotassem todas as esperanças de melhora. Assim como Deus, temos de ser pacientes.

18:23-33. Yehowah não destrói as pessoas indiscriminadamente. Ele protege os justos.

19:16. Ló ficou “demorando” para sair de Sodoma e os anjos quase tiveram de arrastar a ele e sua família para fora da cidade. É demonstração de sabedoria não perdermos o senso de urgência à medida que aguardamos o fim deste sistema iníquo.



19:26. É pura tolice desejarmos as coisas que deixamos para trás no mundo ou permitir que elas nos façam ficar divididos.

JACÓ TEM 12 FILHOS
(Gênesis 24:1-36:43)

Abraão arranja o casamento de seu filho Isaque com Rebeca, uma mulher fiel a Yehowah. Ela dá à luz os gêmeos Esaú e Jacó. Esaú despreza seu direito de primogenitura e o vende a Jacó, que mais tarde recebe as bênçãos de seu pai. Jacó foge para Padã-Arã, onde se casa com Léia e Raquel, e cuida dos rebanhos do pai delas por uns 20 anos antes de partir dali com sua família. Por meio de Léia, de Raquel e de duas servas delas, Jacó tem 12 filhos e uma filha. Jacó luta com um anjo, é abençoado e seu nome é mudado para Israel.

Auxílio na compreensão bíblica:

28:12, 13 — Qual é o significado do sonho de Jacó com uma “escada”? Essa “escada”, que talvez se parecesse com um lance de degraus de pedra, indicava que há comunicação entre a Terra e o céu. O fato de haver anjos de Deus subindo e descendo por ela mostra que os anjos desempenham um papel importante em ministrar entre Deus e os humanos que têm sua aprovação. — João 1:51.

30:14, 15 — Por que Raquel abriu mão da oportunidade de conceber em troca de algumas mandrágoras? Nos tempos antigos, o fruto da mandrágora era usado na medicina como narcótico e para evitar ou aliviar espasmos. Acreditava-se também que era afrodisíaco e que aumentava a fertilidade ou ajudava a mulher a engravidar. (O Cântico de Salomão 7:13) Apesar de a Bíblia não revelar por que Raquel fez a troca, ela pode ter achado que as mandrágoras a ajudariam a engravidar e a pôr fim à desonra de ser estéril. No entanto, alguns anos se passaram antes de Yehowah ‘abrir-lhe a madre’. — Gênesis 30:22-24.

Lições para nós:

25:23. Deus tem a capacidade de detectar a predisposição genética do feto e de exercer sua presciência a fim de escolher antecipadamente quem ele quiser para cumprir seus propósitos. Apesar disso, ele não predetermina o destino final das pessoas. — Oséias 12:3; Romanos 9:10-12.

25:32, 33; 32:24-29. A preocupação de Jacó em obter o direito de primogenitura e o fato de ter lutado a noite inteira com um anjo para receber uma bênção mostra que ele realmente apreciava as coisas sagradas. Deus nos confiou muitas coisas sagradas, como, por exemplo, nosso relacionamento com ele e com sua organização, o resgate, a Bíblia e a esperança do Reino. Imitemos o exemplo de apreço de Jacó!

34:1, 30. O problema que ‘trouxe banimento’ a Jacó começou porque Diná fez amizade com pessoas que não amavam a Deus. Devemos ter sabedoria na escolha de amizades.


DEUS ABENÇOA JOSÉ NO EGITO
(Gênesis 37:1-50:26)

O ciúme leva os filhos de Jacó a vender seu irmão José como escravo. No Egito, José é preso por seguir de maneira fiel e corajosa os padrões de moral de Deus. Com o tempo, ele é levado da prisão para interpretar os sonhos de Faraó, que prediziam sete anos de fartura seguidos de sete anos de fome. Com isso, José é nomeado administrador da distribuição de alimentos do Egito. Seus irmãos vão ao Egito em busca de alimentos por causa da fome. A família é reunida e estabelecida na região fértil de Gósen. No leito de morte, Jacó abençoa seus filhos e profere uma profecia que assegura grandes bênçãos nos séculos à frente. Os restos mortais de Jacó são levados a Canaã para serem enterrados. Quando José morre aos 110 anos, seu corpo é embalsamado para mais tarde ser transportado para a Terra Prometida. — Êxodo 13:19.

Auxílio na compreensão bíblica:

43:32 — Por que os egípcios consideravam detestável tomar uma refeição com os hebreus? O motivo principal pode ter sido preconceito religioso ou orgulho racial. Os egípcios também detestavam pastores. (Gênesis 46:34) Por quê? Talvez apenas porque, socialmente falando, os pastores estivessem próximos à classe mais baixa do sistema de castas egípcio. Ou pode ser que, pelo fato de as terras disponíveis para cultivo serem limitadas, os egípcios desprezavam os que procurassem pastagens para seus rebanhos.

44:5 — José realmente usava uma taça para interpretar presságios? A taça de prata e o que se disse a respeito dela eram evidentemente parte de um subterfúgio ou de um estratagema. José era um adorador fiel de Yehowah. Na realidade, ele não usava a taça para interpretar presságios, assim como Benjamim, de fato, não a roubou.

49:10 — Qual é o significado do “cetro” e do “bastão de comandante”? O cetro é usado por um governante como símbolo de autoridade real. O bastão de comandante é comprido e indica poder de comando. O fato de Jacó se referir a esses objetos indicava que a tribo de Judá exerceria poder e autoridade significativos até o aparecimento de Siló. Esse descendente de Judá é Jesus Cristo, a quem Yehowah concedeu domínio celestial. Cristo tem autoridade real e poder para comandar. — Salmo 2:8, 9; Isaías 55:4; Daniel 7:13, 14.

Lições para nós:

38:26. Judá não agiu de forma correta com Tamar, sua nora que havia ficado viúva. Mas ao ser confrontado com a responsabilidade de tê-la engravidado, ele humildemente admitiu seu erro. Nós também devemos admitir prontamente nossos erros.

39:9. A maneira de José reagir às investidas da esposa de Potifar mostra que seu modo de pensar estava em harmonia com o de Deus sobre questões de moral, e que sua consciência era orientada por princípios piedosos. Não devemos nos esforçar para também ser assim à medida que adquirimos mais conhecimento exato da verdade?

41:14-16, 39, 40. Deus pode mudar as circunstâncias em favor daqueles que o servem. Quando ocorrem adversidades, é sábio confiarmos em Deus e permanecer fiéis a ele.

Eles tinham fé inabalável:

Abraão, Isaque, Jacó e José eram homens de fé, tementes a Deus. O relato de sua vida, registrado no livro de Gênesis, realmente fortalece nossa fé e nos ensina muitas lições valiosas.

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