segunda-feira, 6 de julho de 2009

EZEQUIEL, LIVRO, ESTUDO BIBLICO, TEOLOGIA, 37Tema Bíblico: Unidos na adoração sob o nosso Pastor-Rei

Texto Temático do Estudo de Ezequiel: “Assim disse o Soberano Senhor Yehowah: ‘Eis que tomo os filhos de Israel . . . , e um só rei é o que todos eles virão a ter como rei.’” — Ezequiel 37:21, 22.

Ao povo de Deus pertence a unidade do Reino. E isto está em plena harmonia com a última parte do capítulo 37 da profecia do livro de Ezequiel. Ali, no versículo 16, Deus mandou que Ezequiel tomasse duas varetas. Numa devia escrever: “Para Judá e para os filhos de Israel, seus associados.” Na outra tinha de escrever: “Para José, a vareta de Efraim, e para toda a casa de Israel, seus associados.” O que representavam essas duas varetas?

Representavam as duas partes do Reino de Israel, que ficou dividido em Judá, no Sul, e Efraim, no norte. Cada parte, por sua vez, foi ao cativeiro — o reino setentrional em 740 AEC e o reino meridional em 607 AEC. Mas em 537 AEC, um restante de todas as 12 tribos de Israel voltou a Jerusalém, restabelecendo ali a adoração unida de Yehowah. Como se mostra isso na profecia de Ezequiel?

Escute as palavras de Deus a Ezequiel, no versículo 19:

“Fala-lhes: ‘Assim disse o Soberano Senhor Yehowah: “Eis que tomo a vareta de José, que está na mão de Efraim, e as tribos de Israel, seus associados, e vou pô-las sobre ela, isto é, sobre a vareta de Judá, e realmente farei delas uma só vareta e terão de tornar-se uma só na minha mão.”’”

Sim, tinha de prevalecer a unidade entre o povo restaurado de Deus!

I. UNIDOS NA ADORAÇÃO

O povo de Deus não mais ficaria dividido em duas nações, com lealdades divididas entre os reinos setentrional e meridional, mas ele seria realmente “uma só nação no país”. Ezequiel lhes fala palavras de conforto, às ordens de Deus:

“E fala-lhes: ‘Assim disse o Soberano Senhor Yehowah: ‘Eis que tomo os filhos de Israel dentre as nações às quais foram e vou reuni-los de todo o redor e trazê-los ao seu solo . . . e um só rei é o que todos eles virão a ter como rei.”’” (Ezequiel 37:21, 22)

Assim como essas palavras se cumpriram com respeito ao restante unificado de Israel ao retornar do cativeiro, em 537 AEC, também o restante restaurado do povo de Deus dos tempos modernos sente a alegria de ser unificado em sua terra paradísica de prosperidade espiritual. — Veja também Ezequiel 36:33-36.

Ao mesmo tempo, o povo de Deus foi purificado de todo aviltamento espiritual causado por “Babilônia, a Grande”, o Império Religioso com origens práticas e doutrinárias de Babilônia. (Apocalipse 17:5; 18:2, 4) O livramento do povo de Deus das falsas doutrinas e práticas religiosas é o cumprimento hodierno maior da profecia que se aplicou em miniatura ao Israel da antiguidade por ocasião de sua restauração do cativeiro na Babilônia literal:

“E eles não mais se aviltarão com os seus ídolos sórdidos, e com as suas coisas repugnantes, e com todas as suas transgressões; e eu hei de salvá-los de todos os seus lugares de morada em que pecaram e vou purificá-los, e terão de tornar-se meu povo e eu mesmo me tornarei seu Deus.” — Ezequiel 37:23.

A repugnante idolatria das religiões da cristandade e do paganismo foi deixada de lado pelo povo restaurado de Deus, pelo verdadeiros cristianismo moderno. Não mais idolatram criaturas ou seguem os costumes da religião do mundo, tais como guardar “dias santos” que desonram a Deus. Em uníssono louvam o Soberano Senhor do universo, e isto os une numa unidade desconhecida a qualquer outro povo na terra! (Isaías 52:8) Mesmo se algum companheiro cristão desenvolve em uma má consciência, desviando-se do conjunto de verdades provido por Deus, nós permanecemos unidos com Seu povo na execução de sua obra e em preciosa intimidade com o nosso Deus — Provérbios 3:32; Hebreus 10:22, 23.

II. RECONHECER O REI

Quando o antigo Israel foi restaurado na sua “terra”, a adoração verdadeira tornou-se uma força unificadora entre eles. Mas o reino não foi restaurado. Por que, então, em Ezequiel, capítulo 37, versículos 22 e 24, Yehowah fala de um “rei” sobre eles? Os versículos 24 e 25 dizem:

“E meu servo Davi será rei sobre eles e todos eles virão a ter um só pastor; e andarão nas minhas decisões judiciais e guardarão os meus estatutos, e certamente os cumprirão. E realmente hão de morar na terra que dei ao meu servo, a Jacó, na qual moravam os vossos antepassados, e realmente hão de morar nela, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, por tempo indefinido, e Davi, meu servo, será seu maioral por tempo indefinido.”

Esta parte da profecia nunca se cumpriu no Israel carnal, nem jamais se cumprirá nele. Portanto, deve ter aplicação ao Israel espiritual. Mas quando? Ora, quando veio um rei com o “direito legal”, para se sentar novamente no trono de Davi? Isto aconteceu no fim dos “tempos designados das nações”, nos nossos últimos dias em que vivemos. Quando se esgotaram os Tempos dos Gentios, “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor” Deus, que “reinará para todo o sempre” e também “do seu Cristo”, Aquele que foi tipificado por Davi. — Ezequiel 21:26, 27; Lucas 21:24; Apocalipse 11:15.

De modo que hoje, nós, cristãos verdadeiros, não somente fomos unificados pela adoração verdadeira — importante como esta adoração seja — mas somos unificados também por ser ajuntados sob o nosso Rei “Maioral”! Tanto a nossa adoração como o Reino são realidades para nós. E ambos servem para unir-nos na nossa fraternidade mundial.

Quanto nós amamos o nosso Rei! Para todos nós ele é “um só pastor” — um Pastor bondoso, que nos guia a águas de vida eterna. Ele conhece cada um de nós por nome e está interessado em chamar-nos e guiar-nos a verdejantes pastos espirituais. Mas, iguais às ovelhas dum rebanho, temos de ficar unidos, ‘andando nas decisões judiciais de Deus’. Temos de nos manter separados dos seguintes três segmentos da organização de Satanás: sua política corrupta, seu comercialismo ganancioso e sua religião idólatra. Em unidade igual à que existia entre Jesus e seus primitivos discípulos, mostramos que ‘não fazemos parte do mundo’. E isto inclui, também, evitar a imoralidade do mundo. (João 17:14, 16, 20, 21; 18:36) Não deve haver divisões entre nós, ao guardarmos os estatutos de Deus e ‘certamente os cumprirmos’.

Quão diferente é este modo de vida daquele dos religiosos do mundo! Para estes, em geral, qualquer coisa vale. Toleram a sociedade permissiva com a sua imundície moral. Muitas vezes têm normas diferentes em partes diferentes do mundo. Por exemplo, nos países ricos eles se apegam mais ou menos ao arranjo de um marido, uma esposa; em outro hemisfério, admitem como membros os acostumados a ter, e que ainda têm, muitas esposas. (Veja Mateus 19:4-6; 1 Timóteo 3:2, 12.) Mas nós, que estamos unidos sob Cristo, o Rei-Pastor, seguimos os estatutos e princípios da Bíblia em todas as partes do mundo. E quando as nações vão à guerra, negamo-nos a matar nossos irmãos de outra nação, pois as palavras de Isaías dizem a nosso respeito: “Nem aprenderão mais a guerra.” — Isaías 2:3, 4.

Esta unidade do restante dos israelitas espirituais é também belamente ilustrada pelo texto de Miquéias 2:12, onde Yehowah diz: “Pô-los-ei em união, como o rebanho no redil, como a grei no meio do seu prado; serão barulhentos com homens.” Isto é algo que observamos nas assembléias do povo de Deus: Milhares de pessoas escutando atentamente, quietas, ávidas de captar toda palavra ao sermos apascentados sob o pastoreio de Deus e seu Rei-Pastor, Jesus Cristo. Orientais, negros e brancos todos estão em unidade nesta grei.

Mas, que dizer das palavras de Miquéias: “Serão barulhentos com homens”? O que acontece antes e após as nossas reuniões cristãos e ajuntamentos maiores? Ora, ouve-se o barulho do companheirismo alegre, quando em conversações agradáveis partilhamos a alegria de nossa associação cristã e falamos sobre o serviço que prestamos ao nosso Deus. E a congregação mundial torna-se “barulhenta”, também, no sentido de que aumenta constantemente; à medida que novas congregações cristãs continuam a ser formadas, o harmonioso cântico de louvor a Deus aumenta em volume em toda a terra. — Salmo 96:1-3.

III. O “PACTO DE PAZ” DE YEHOWAH

A verdadeira paz pertence àqueles que o nosso Pastor-Rei, Cristo Jesus, guia a pastos. É uma paz que resulta da unidade, e esta unidade é deveras uma realidade do Reino entre o povo de Deus, em toda a terra, hoje em dia. O próprio Deus descreve isso maravilhosamente nas palavras a Ezequiel, no capítulo 37, versículo 26:

“E vou concluir com eles um pacto de paz; um pacto de duração indefinida é que virá a haver com eles. E vou estabelecê-los e multiplicá-los, e vou pôr meu santuário no seu meio por tempo indefinido.”

Paz com Deus! Paz que pode ser eterna, graças ao sacrifício amoroso que nosso Pastor-Rei, Jesus Cristo, fez quando esteve aqui na terra!

Agora que o Israel espiritual se tem multiplicado, muitos outros têm aceitado o cristianismo verdadeiro, e estão aceitando nesse exato momento, aceitando Jesus Cristo como único caminho, verdade e vida, para a glória de Deus, o Pai. Quanto nos alegramos de participar neste pacto de paz!

Lemos em Ezequiel 37, versículos 27 e 28, as palavras finais de encorajamento que Yehowah dá ao seu rebanho unido:

“E meu tabernáculo virá realmente a estar sobre eles, e hei de tornar-me seu Deus e eles mesmos se tornarão meu povo. E as nações terão de saber que eu, Yehowah, estou santificando Israel, quando meu santuário vier a estar no seu meio por tempo indefinido.”

Quanto nos alegra que a proteção de Deus se estende sobre seu povo como uma tenda! Tampouco este amoroso cuidado vigilante se limita ao Israel espiritual, pois lemos a respeito dos sobreviventes da grande tribulação, que “O que está sentado no trono estenderá sobre eles a sua tenda”. Não mais são atingidos pelo calor do desagrado de Yehowah. — Apocalipse 7:9-17.

Quanto nos alegra, também, que Yehowah mora no meio do Israel espiritual, estabelecendo seu santuário no meio deles “por tempo indefinido”! Assim como este centro de Sua adoração é santo, do mesmo modo também aqueles que vêm adorar ali precisam ser santos, santificados, reservados para o serviço de seu Deus. Fala-se dos cristãos gerados por espírito como tendo sido “lavados, . . . santificados, . . . declarados justos no nome de nosso Senhor Jesus Cristo e com o espírito de nosso Deus”. (1 Coríntios 6:11) E, como mostra o acima citado texto de Apocalipse 7:9-17, os da “grande multidão”, também “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”, para que possam prestar a Deus “serviço sagrado, dia e noite, no seu templo”. Que tremendo testemunho resulta deste unificado serviço evangelístico global!

No entanto, nossa maior alegria, ao avançarmos na unidade do Reino de Deus, será chegar ao dia da vindicação do Nome de Deus. Seu glorioso nome será então santificado — livre de todo o vitupério lançado sobre ele. As nações se verão obrigadas a presenciar a libertação do povo que leva o nome de Deus. Mais importante, porém, conforme declara o nosso próprio Soberano Senhor: “Terão de saber que eu sou Yehowah” (Ezequiel 38:23) Apeguemo-nos à nossa unidade do Reino, que agora é realidade, até que o glorioso nome de Yehowah seja deveras santificado em todo o universo!

Um comentário:

  1. - nús ajuda a ministrar diante de Deus e certeza diante dos homens que muitas das vezes esperam em nós entendimento do que pregamos e vamos pregar

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