quarta-feira, 22 de julho de 2009

Estudo Bíblico sobre o Profeta Jonas

Biblioteca Bíblica

PROFETA JONAS, ESTUDOS BIBLICOS, TEOLOGIA

Profeta Jonas

[Pomba].

“Filho de Amitai”; profeta de Yehowah, oriundo de Gate-Héfer (2Rs 14:25), cidade fronteiriça situada no território de Zebulão. (Jos 19:10, 13) Em cumprimento da palavra de Deus, proferida por meio de Jonas, o Rei Jeroboão II, de Israel, teve êxito em restaurar “o termo de Israel desde a entrada de Hamate até o mar do Arabá [o mar Salgado]”. (2Rs 14:23-25; compare isso com De 3:17.) Assim, parece que Jonas serviu como profeta para o reino de dez tribos em algum período durante o reinado de Jeroboão II. Trata-se, evidentemente, da mesma pessoa que Yehowah comissionou para proclamar o julgamento contra Nínive (Jon 1:1, 2), e, por conseguinte, também do escritor do livro que leva o seu nome.

Em vez de cumprir sua designação de pregar aos ninivitas, Jonas decidiu fugir. No porto marítimo de Jope, conseguiu passagem num navio que ia para Társis (geralmente associada com a Espanha), a mais de 3.500 km ao O de Nínive. — Jon 1:1-3; 4:2.

Depois de embarcar no navio provido de convés, Jonas adormeceu profundamente nas “partes mais recônditas”. No ínterim, os marujos, confrontados com um vento tempestuoso, divinamente enviado, que ameaçava destroçar o navio, clamaram por socorro a seus deuses, e, para aliviar o navio, arremessaram objetos ao mar. O capitão do navio acordou Jonas, instando com ele para que também invocasse seu “deus”. Por fim, os marujos lançaram sortes para determinar quem era o culpado pela borrasca. É evidente que Yehowah então fez que a sorte caísse em Jonas. Ao ser interrogado, Jonas confessou ter sido infiel à sua comissão. Não desejando que outros perecessem por sua culpa, pediu que o atirassem ao mar. Quando fracassaram todos os esforços de alcançar terra firme, os marujos fizeram a Jonas o que lhes pedira, e o mar cessou a sua fúria. — Jon 1:4-15.

À medida que Jonas afundava nas águas, algas se enrolaram em sua cabeça. Por fim, a sensação de afogamento passou, e ele se viu nas entranhas dum grande peixe. Jonas orou a Deus, glorificando-o como Salvador, e prometendo pagar o que votara. No terceiro dia, o profeta foi vomitado em terra seca. — Jon 1:17-2:10.

É razoável acreditar que os ninivitas se arrependessem em serapilheira diante do aviso de Jonas? Comissionado pela segunda vez para se dirigir a Nínive, ele empreendeu a longa viagem até lá. “Por fim, Jonas principiou a entrar na cidade numa caminhada de um dia, e continuava proclamando e dizendo: ‘Apenas mais quarenta dias e Nínive será subvertida.’” (Jon 3:1-4) Não se revela na Bíblia se Jonas sabia falar assírio, ou se foi milagrosamente dotado da habilidade de falar naquela língua. Pode até mesmo ter falado em hebraico, sendo sua proclamação interpretada mais tarde por pessoa(s) que conhecia(m) este idioma. Se ele falou em hebraico, as palavras de Jonas devem ter suscitado muita curiosidade, muitos se perguntando o que era que este estrangeiro estava falando.

Alguns críticos acham inacreditável que os ninivitas, inclusive o rei, tenham acatado a pregação de Jonas. (Jon 3:5-9) Neste respeito, são interessantes as observações do comentador C. F. Keil: “A profunda impressão que a pregação de Jonas causou nos ninivitas, de modo que toda a cidade se arrependeu e se vestiu de saco e de cinzas, é bem inteligível, se simplesmente tivermos presente a grande suscetibilidade das raças orientais ao emocionalismo, o temor de um único Ser Supremo, que é peculiar a todas as religiões pagãs da Ásia, e a grande estima em que eram tidos a adivinhação e os oráculos na Assíria, desde os tempos mais antigos . . . ; e, se também levarmos em conta a circunstância de que o aparecimento dum estrangeiro, que, sem ter qualquer interesse pessoal concebível, e com o maior destemor, expôs à grande cidade real os modos ímpios dela e anunciou a sua destruição dentro de um curtíssimo período de tempo, com a confiança que era tão característica dos profetas enviados por Deus, não poderia deixar de causar profunda impressão na mente do povo, que seria ainda mais profunda se a notícia das obras miraculosas dos profetas de Israel tivesse penetrado até Nínive.” — Commentary on the Old Testament (Comentário Sobre o Velho Testamento), 1973, Vol. X, Jonas 3:9, pp. 407, 408.

Depois de se passarem 40 dias e nada ter acontecido a Nínive, Jonas ficou muito aborrecido por Deus não ter trazido a calamidade sobre aquela cidade. Até mesmo chegou a orar a Deus para que lhe tirasse a vida. Mas Yehowah respondeu a Jonas com a pergunta: “É de direito que se acendeu a tua ira?” (Jon 3:10-4:4) O profeta, depois disso, deixou a cidade, e, mais tarde, erigiu uma barraca para si. Ali, ao L de Nínive, Jonas ficou observando para ver o que sobreviria à cidade. — Jon 4:5.

O profeta ficou muito contente quando um cabaceiro cresceu milagrosamente para lhe fornecer sombra. Mas a sua alegria foi de pouca duração. No dia seguinte, bem cedo de manhã, um verme causou danos à planta, fazendo com que se secasse. Privado da sombra, Jonas ficou exposto a um causticante vento oriental, e ao sol abrasador sobre sua cabeça. De novo, pediu para morrer. — Jon 4:6-8.

Por meio deste cabaceiro, ensinou-se a Jonas uma lição de misericórdia. Ele sentiu pena do cabaceiro, provavelmente imaginando por que esta planta teve de morrer. Todavia, Jonas nem a plantara, nem cuidara dela. Por outro lado, Yehowah, sendo o Criador e Sustentador da vida, tinha muito mais motivos para condoer-se de Nínive. O valor dos seus habitantes e do gado ultrapassava em muito o daquele cabaceiro. Por conseguinte, Deus perguntou a Jonas: “Eu, da minha parte, não devia ter pena de Nínive, a grande cidade, em que há mais de cento e vinte mil homens que absolutamente não sabem a diferença entre a sua direita e a sua esquerda, além de haver muitos animais domésticos?” (Jon 4:9-11) Que Jonas deve ter compreendido o ponto é indicado pela sua narração cândida do que se deu com ele.

Pode ser que, algum tempo depois, Jonas tenha encontrado pelo menos uma das pessoas que haviam estado a bordo do navio que partiu de Jope, possivelmente no templo de Jerusalém, e tenha ficado sabendo dela dos votos feitos pelos marujos, depois que a tempestade amainou. — Jon 1:16; compare isso com Jon 2:4, 9.

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