quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ESTUDOS BIBLICOS, TEOLOGIA, MANUSCRITOS
Embora os manuscritos de papiros constituam as cópias mais antigas do Novo Testamento, existem também cópias antigas escritas em pergaminhos, feitos de pele de gado, ovelhas, cabras e antílopes.

— Temos os chamados manuscritos unciais, escritos inteiramente em letras gregas maiúsculas — Metzger explicou. — Temos hoje 306 exemplares, muitos dos quais remontam ao início do século III. Os mais importantes são o Códice sinaítico, que é o único com o Novo Testamento completo em letras unciais, e o Códice Vaticano, bastante incompleto. Ambos são de cerca de 350 d.C. Um novo estilo de escritura, de natureza mais cursiva, emergiu por volta de 800 d.C. É chamado de minúscula, e há cerca de 2 856 manuscritos desse tipo. Há também os lecionários, que contêm as Escrituras do Novo Testamento na seqüência de leitura prescrita pela igreja primitiva em determinadas épocas do ano. Um total de 2 403 desses manuscritos já foram catalogados. Com isso, o total geral de manuscritos gregos chega a 5. 664.

De acordo com Metzger, além dos documentos gregos existem milhares de outros manuscritos antigos do Novo Testamento em outras línguas. Existem entre 8 e 10 mil manuscritos da Vulgata latina, mais um total de 8 mil em etíope, eslavo antigo e armênio. No total, há cerca de 24 mil manuscritos.

— Qual a sua opinião diante disso? — perguntei-lhe, buscando confirmar claramente o que julgava ter ouvido. — No que se refere à multiplicidade de manuscritos e ao intervalo de tempo entre os originais e nossos primeiros exemplares, qual a situação do Novo Testamento perante outras obras bem conhecidas da Antigüidade?

— Muito boa — respondeu ele. — Podemos confiar imensamente na fidelidade do material que chegou até nós, principalmente se o compararmos a qualquer outra obra literária antiga.

Essa conclusão é compartilhada por estudiosos eminentes de todo o mundo. De acordo com o falecido F. F. Bruce, autor de Merece confiança o Novo Testamento?, “no mundo não há qualquer corpo de literatura antiga que, à semelhança do Novo Testamento, desfrute uma tão grande riqueza de confirmação textual”. (F. F. BRUCE, The books and the parchments, Old Tappan, Revell, 1963, p. 178, ap. JoMCDOWELL, Evidência que exige um veredito, 2. ed., São Paulo, Candeia, p. 53.)

Metzger já mencionara o nome de sir Frederic Kenyon, ex-diretor do Museu Britânico e autor de The paleography of Greek papyrí [A paleografia dos papiros gregos]. Segundo Kenyon, “em nenhum outro caso o intervalo de tempo entre a composição do livro e a data dos manuscritos mais antigos são tão próximos como no caso do Novo Testamento”. (Frederic KENYON, Handbook to the textual criticism of the New Testament, New York, Macmillan, 1912, p. 5,ap. Ross CLIFFORD, The case for the empty tomb, Claremont, Albatross, 1991, p. 33.)

Sua conclusão: “Não resta agora mais nenhuma dúvida de que as Escrituras chegaram até nós praticamente com o mesmo conteúdo dos escritos originais”. (Frederic KENYON, The Bible And Archaeology, New York, Harper, 1940, p. 288.)

Mas, e as discrepâncias entre os vários manuscritos? No tempo em que não havia ainda as velozes máquinas fotocopiadoras, os manuscritos eram laboriosamente copiados à mão por escribas, letra por letra, palavra por palavra, linha por linha, num processo muito propício a erros. Queria muito saber agora se esses erros dos copistas tinham introduzido imprecisões irremediáveis nas Bíblias de hoje.


Fonte: Em defesa de Cristo.

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