Gênesis 37 — Comentário Devocional

Gênesis 37

Gênesis 37 apresenta a história de José e seus irmãos, que gira em torno de temas de ciúme, traição e, por fim, reconciliação. 

1. Gerenciando o ciúme e a rivalidade entre irmãos: O ciúme que os irmãos de José sentem por ele serve como um lembrete da natureza destrutiva do ciúme e da rivalidade entre irmãos. Incentiva-nos a abordar e gerir tais emoções de forma construtiva e a procurar a reconciliação com os nossos familiares quando surgem conflitos.

2. O poder do favoritismo: O favoritismo de Jacó para com José desempenha um papel significativo no conflito dentro da família. Esta história destaca os efeitos prejudiciais do favoritismo parental nas relações entre irmãos e a necessidade de os pais tratarem os seus filhos de forma justa e igualitária.

3. Superando as Adversidades: A jornada de José, desde a venda como escravo até se tornar uma figura poderosa no Egito, demonstra a capacidade de superar as adversidades através da resiliência, da fé e da confiança em Deus. Incentiva-nos a perseverar em circunstâncias desafiadoras e a confiar que Deus pode tirar o bem de situações difíceis.

4. Perdão e Reconciliação: A eventual reconciliação entre José e os seus irmãos ilustra o poder do perdão e da reconciliação na cura de relacionamentos fraturados. Ensina-nos que o perdão pode levar à restauração e à paz.

5. Honestidade e Comunicação Aberta: A história destaca a importância da comunicação honesta e aberta dentro das famílias. A falta de comunicação e o sigilo podem levar a mal-entendidos e conflitos. Isso nos incentiva a promover uma comunicação transparente com nossos entes queridos.

6. Compreendendo as Consequências das Ações: Os irmãos de José inicialmente enganam o pai sobre o seu destino, levando-o ao profundo pesar. Esta história lembra-nos que as nossas ações têm consequências e que o engano pode causar dor e sofrimento aos outros.

7. O Papel dos Sonhos e Visões: Os sonhos de José desempenham um papel significativo na narrativa. Embora os sonhos e as visões possam ser fontes de inspiração e orientação, devem ser partilhados com sabedoria e discernimento para evitar causar ciúmes ou conflitos.

8. Protegendo-se contra o ressentimento: O ressentimento dos irmãos de José em relação a ele acaba por levá-los à decisão de vendê-lo como escravo. Esta história serve como um alerta sobre os perigos de nutrir ressentimento e amargura, que podem levar a ações prejudiciais.

9. Reconhecendo a Providência de Deus: Ao longo da jornada de José, a providência de Deus é evidente de várias maneiras, mesmo em meio às provações. Lembra-nos de reconhecer a orientação e a presença de Deus nas nossas vidas, confiando que Ele está a trabalhar para o nosso bem final.

10. Vínculo entre irmãos e reconciliação: A reconciliação entre José e os seus irmãos destaca o vínculo duradouro entre irmãos e o potencial de cura e restauração, mesmo após conflitos significativos. Isso nos incentiva a priorizar nossos relacionamentos com os irmãos e a trabalhar pela reconciliação quando necessário.

Gênesis 37 oferece valiosas lições de vida sobre como lidar com o ciúme e a rivalidade entre irmãos, lidar com o favoritismo, superar a adversidade, praticar o perdão e a reconciliação, promover a comunicação honesta, compreender as consequências das ações, lidar com sonhos e visões com sabedoria, proteger-se contra o ressentimento, reconhecer a vontade de Deus. providência e valorizando os laços entre irmãos. Essas lições podem nos guiar em nossos relacionamentos familiares, crescimento pessoal e respostas a situações desafiadoras.

Devocional

37.3 Nos dias de José, todos possuíam uma túnica ou manto. As túnicas eram usadas para aquecer a pessoa, carregar pertences durante uma viagem, enrolar bebês, servir de assento ou até mesmo servir como seguro de um empréstimo. A maioria das túnicas ia até os joelhos, possuía mangas curtas e era apenas de uma cor. Em contraste, a túnica de José era provavelmente do tipo utilizado pela realeza — mangas longas, medindo até a altura dos tornozelos e colorida. A túnica tornara-se símbolo do favoritismo de Jacó por José, o que agravou as relações já estremecidas entre José e seus irmãos. O favoritismo em família pode ser inevitável, mas seus efeitos divisores tem de ser minimizados. Os pais podem não conseguir mudar o sentimento para com o filho favorito, mas podem mudar suas atitudes para com os outros filhos.

37.6-11 Os irmãos de José já estavam bravos com a possibilidade de serem governados pelo irmão menor. José então aumentou o fogo com sua atitude imatura. Ninguém aprecia um modo arrogante e orgulhoso. José aprendeu a lição de maneira mais difícil; seus irmãos o venderam como escravo para livrar-se dele. Após vários anos de sofrimento. José aprendeu que nossos talentos e conhecimento vêm de Deus. e por isso é mais apropriado agradecer-lhe do que alardear sobre nós mesmos. José, quando mais velho, dá crédito a Deus (41.16).

37.19, 20 Poderia o ciúme fazer você sentir vontade de matar alguém? Antes de responder: “Claro que não”. veia o que aconteceu nesta história. Dez homens estavam dispostos a matar o irmão mais jovem por causa de uma túnica e alguns sonhos divulgados. Seu profundo ciúme havia se transformado em ira, cegando-os completamente para o que era certo. Pode ser difícil reconhecer o ciúme quando nossas razões parecem ter sentido, mas quando não o fazemos, o ciúme cresce rapidamente e leva a sérios pecados. Quanto mais o sentimento de inveja é cultivado, mais difícil se torna livrar-se dele. O momento certo para lidar com o ciúme é quando você se apanha comparando-se com outros.

37.26, 27 Os irmãos estavam preocupados de serem acusados pela morte de José. Então Judá sugeriu uma opção nada correta, mas que os livraria de cometer assassinato. As vezes, escolhemos uma solução por ser a mais branda entre dois males, mas esta não é a atitude certa a tomar. Quando alguém oro- puser uma solução que pareça funcionar, primeiro pergunte: “Isto é correto?”

37.28 Os irmãos de José não mataram, mas também não esperavam que ele sobrevivesse muito tempo como escravo. Na verdade, estavam dispostos a permitir que cruéis mercadores de escravos fizessem o trabalho suje por eles. José enfrentou uma jornada de 30 dias pelo deserto, provavelmente acorrentado pelos pés, e no Egito seria vendido como uma mercadoria. Seus irmãos pensaram que nunca mais o veriam. Porém Deus estava no controle da vida de José.

37.29, 30 Rúben retornou à cova para achar José, mas seu pequeno irmão se fora. Em seguida, seu primeiro pensamento foi: “O que acontecerá a mim?”, e não “O que acontecerá a José?” Em situação difícil, você costuma preocupar-se primeiro consigo mesmo? Considere a pessoa mais afetada pelo problema, e é provável que assim você conseguirá encontrar uma solução para o caso.

37.31-35 Para encobrir sua ação maligna, os filhos de Jacó enganaram o pai. fazendo-o pensar que José estava morto. O próprio Jacó havia enganado outras pessoas (inclusive seu pai; 27.35). Agora, mesmo após ter sido abençoado por Deus. ele ainda precisava enfrentar as consequências do seu pecado. Deus podo não ter punido Jacó imediatamente, mas as consequências do seu erro permaneceram com ele para o resto da vida.

37.34 Tirar as vestes o cobrir se com sacos era um sinal de lamento. semelhante ao uso do preto, hoje em dia.

37.36 Imagine o choque cultural enfrentado por José quando chegou ao Egito. José tinha vivido como nômade, viajando pele interior com sua família e cuidando de ovelhas. De repente foi introduzido na civilização mais avançada do mundo, com grandes pirâmides, belas casas, pessoas sofisticadas e uma nova língua. Enquanto José viu o melhor das habilidades e inteligência do Egito, também contemplou a sua cegueira espiritual. Eles adoravam a incontáveis deuses relacionados a cada aspecto da vida.

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