2009/06/13

Comentário de João 7:40-42

7:40 - Muitos da multidão, portanto,… Do povo comum, e pode ser principalmente daqueles que saíam do país:comentario do evangelho de João, comentario biblico

Quando eles ouviram essa declaração;… Ou o discurso de Cristo, no último e grande dia da festividade, relacionado com a grande medida da graça e efusão do Espírito naquele que crê:

Disseram: certamente este é o profeta;… Mencionado em Deut. 18:15, que alguns entendem não do Messias, mas de algum profeta extraordinário distinto dele, que haveria de vir antes dele, ou cerca do mesmo tempo; ou eles imaginavam que ele era um dos profetas antigos que tinha sido levantado dentre os mortos, a quem eles também esperavam por volta desse tempo do Messias: ou o sentido deles pode ser apenas que ele era um profeta, o que era verdade, embora não toda a verdade; eles tinham algum conhecimento, embora pouco; e eles falavam dele, embora como crianças em entendimento.

7:41 - Outros diziam, esse é o Cristo,… O verdadeiro Messias, que eles concluíram, não apenas dos milagres, João 7:31, mas por ter falado dos rios de água viva que flui daquele que crê nele; pois a mesma profecia que fala de milagres a serem realizados nos tempos do Messias, fala também de águas jorrando no deserto, e correntes no deserto, e o solo seco se tornando uma piscina, e da terra sedenta fontes de água, Isa. 35:5.

Mas alguns diziam: virá o Cristo da Galiléia? Como eles supunham que Jesus era; e porque ele foi educado em Nazaré, e Cafarnaum era sua cidade, e ele conversava, pregava e operava milagres principalmente nessa partes, e eles concluíram que ele tinha nascido lá; e, portanto, usam isso como objeção de ser ele o verdadeiro Messias. Pois, se eles não queriam dizer isso, de acordo com os seus próprios relatos, o Messias devia ser da Galiléia, e devia ser primeiro revelado lá; pois eles afirmam[1] isso em tantas palavras, que יתגלי מלכא משיחא בארעא דגליל, “o Rei Messias deveria ser revelado na terra da Galiléia”; concordemente Jesus, o verdadeiro Messias, como ele foi criado na Galiléia, embora não nascido lá, então ele pregou primeiro lá, e lá operou milagres; eles ficavam principalmente nessa região, a menos que houvesse uma festividade pública; e lá se manifestou aos seus discípulos depois de sua ressurreição.

7:42 - Não diz a Escritura,…
Esses objetores eram aqueles que eram considerados os mais sábios e entendidos; que eram versados nas Escrituras; e achavam que tinham um mais conhecimento do que eles.

Que Cristo vem da semente de Davi;… Que ele deveria ser alguém que vem da linhagem de Jessé, um ramo das raízes; que eles devessem ser um dos lombos de Davi, e dos frutos do seu corpo, se referindo a Isa. 11:1, que era verdade, e que era comumente conhecido e esperavam entre os judeus, que o Messias devia ser filho de Davi, como Jesus de Nazaré era, Atos 13:32.

E da cidade de Belém onde Davi era? Onde seus pais moravam e onde ele nasceu; e, de acordo com Jerom,[2] que foi enterrado lá. O relato que ele dá dessa cidade, onde ele mesmo, por algum tempo viveu.

“É Belém, a cidade de Davi, no lote da tribo de Judá, na qual nosso Senhor e Salvador nasceu, que é seis milhas de Aelia, (i.e Jerusalém) ao Sul, pela qual dá em hébrom, onde também jaz o sepulcro de Jessé e Davi.”

Em qual pode ser observado a distância exata deste lugar igualmente de Jerusalém; o qual, de acordo com Josefo,[3] pelo menos como ele é geralmente compreendido, era mas vinte milhas: e, de acordo com Justin,[4] trinta cinco: mas que esta é a verdadeira distância, está claro do Itinerário da antiga Jerusalém,[5] e que concorda com Jerom. sobre o sepulcro de Davi; para não longe disto é o monumento de Ezequiel, Asafe, Jó, Jessé, Davi, e Solomão: porém, é certo que David nasceu aqui, e então é chamado a sua cidade; e de onde, consequentemente, o Messias haveria de vir; e aqui Jesus, o verdadeiro Messias, nasceu, e o qual os judeus pensavam; veja notas de Gill em Mat. 2:1, Luc. 2:4; e em vão é para eles esperavam de lá, onde nenhum da nação deles vive, nem viveu, para muitas centenas de anos; sendo proibido particularmente por Adriano, depois que ele tinha os subjugado, enquanto vivendo dentro ou perto de Jerusalém, e também em Belém. Tertuliano[6] recorre a isto quando ele discute assim com eles, e muito justa e fortemente:

“Se ele ainda não nasceu, que é dito, que virá como governante de Belém, ou da tribo de Judá, ele deve vir (diz ele) da tribo de Judá e de Belém; mas nós agora observamos, que nenhum do rebanho de Israel permanece em Belém, pois está proibido que qualquer um dos Judeus devesse continuar nos limites desse país – como nascerá o governador na Judéia, e virá de Belém, como os livros divinos e dos Profetas declaram, quando não há ninguém de Israel lá nesse dia, de cuja linhagem Cristo pode nascer? Como ele virá de Belém, quando não há ninguém em Belém do rebanho de Israel?”

E a passagem que eles tinham em vista está em Mic. 5:2. Agora, essas mesmas coisas que eles objetavam de Jesus em ser o Messias, foi o que se cumpriu nele e provou ser ele a pessoa; pois seu suposto pai, e verdadeira mãe, eram da linhagem e casa de Davi; e embora ele tivesse sido concebido em Nazaré, e criado lá, ainda assim, por providência notável, José e Maria foram trazidos para Belém, ele foi nascido lá, Luc. 2:4.



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Notas
[1] Zohar em Gen. fol. 74. 3. & em Exod. fol. 3. 3. & 4. 1.
[2] De locis Hebraicis, fol. 89. E.
[3] Antiqu. l. 7. c. 12. seç. 4.
[4] Apolog. 2. p. 75.
[5] In Reland. Palestina illustrata, l. 2. c. 4. p. 416. Vid. c. 9. p. 445. & l. 3. p. 645.
[6] Adv. Judaeos, c. 13. p. 224, 225.

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