2009/07/21

Estupro — Estudo Bíblico

Estupro — Estudo BíblicoESTUPRO

O estupro, ou violação, é definido como relações sexuais ilícitas sem o consentimento da mulher de qualquer idade ou condição, por força, violência, intimidação ou decepção quanto à natureza do ato.

Yahweh advertiu a respeito das consequências que sobreviriam a Israel se o povo desobedecesse à Sua lei. Ele predisse que, além de padecerem doenças e calamidades, cairiam nas mãos dos seus inimigos, e disse: “Ficarás noivo duma mulher, mas outro homem a violentará [forma de shaghál].” (De 28:30) Isto se deu quando Yahweh, por causa da desobediência deles, removeu sua proteção da nação e as nações pagãs invadiram as cidades dela. (Veja Za 14:2.) Também se predisse que Babilônia sofreria tal tratamento, o que ocorreu quando ela caiu diante dos medos e dos persas. (Is 13:1, 16) Segundo a Lei, isso não aconteceria a nações subjugadas por Israel, porque se proibia aos soldados ter relações sexuais durante uma campanha militar. — 1Sa 21:5; 2Sa 11:6-11.

Um caso de estupro múltiplo na cidade de Gibeá, de Benjamim, nos dias dos juízes, deu início a uma série de eventos em retribuição, que quase resultou na exterminação da tribo de Benjamim. Homens imprestáveis da cidade, de desejos sexuais pervertidos, exigiam ter relações sexuais com um visitante levita. Em vez de se submeter a isso, ele lhes deu a sua concubina, a qual anteriormente havia cometido fornicação contra ele. Os homens abusaram dela a noite inteira, até ela morrer. O termo hebraico ‛anáh, traduzido por “violentar” neste relato, também tem os sentidos de “atribular”, “humilhar” e “oprimir”. — Jz caps. 19, 20.

Amnom, filho do Rei Davi, violentou sua meia-irmã Tamar, o que fez com que Absalão, irmão de Tamar, mandasse matá-lo. (2Sa 13:1-18) Quando o ardiloso Hamã, o agagita, foi exposto diante do rei persa Assuero por sua traição contra os judeus, e especialmente contra a rainha de Assuero, Ester, o rei ficou enfurecido. Hamã, sabendo que não podia esperar nenhuma misericórdia do rei, em desespero, lançou-se sobre o leito em que Ester se achava, suplicando. Quando o rei entrou de novo na sala, viu Hamã ali e clamou: “Há de se violar também a rainha, estando eu na casa?” Imediatamente, sentenciou Hamã à morte. A sentença foi executada, e Hamã evidentemente foi depois pendurado no madeiro que erigira para pendurar nele o primo de Ester, Mordecai. (Est 7:1-10) No registro da declaração do rei (Est 7:8) usa-se a palavra hebraica kavásh; ela significa “sujeitar” (Gên 1:28; Je 34:16), mas pode também significar “violar”.

Sob a Lei, se uma moça noiva cometesse fornicação com outro homem, tanto ela como o homem deviam ser mortos. Mas, se a moça gritasse por socorro, tomava-se isto como prova da sua inocência. O homem era morto pelo seu pecado de a ter violentado, e a moça ficava inocentada. — De 22:23-27.

4 comentários:

  1. Respostas
    1. Para quem aprova práticas espúrias como o estupro "talvez a Bíblia seja ridicula"!

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    2. Para que aprova a prática espúria do estupro talvez a "bíbia seja ridicula"!

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  2. No texto voce comenta sobre o estupro de uma mulher casada, mas o que você acha sobre o estupro de uma menina que não é noiva/casada com nenhum homem? Segundo a bíblia nesses casos a pena do homem era casar e nunca pode se divorciar e a pena da mulher era viver com seu violentador. Existe algo de bom nisto?
    Dt 22:28-29

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