2009/08/07

Comentário de John Gill: João 1:19

comentário do evangelho de joão 1:19 - E esse é o relato de João,... O evangelista prossegue a dar um registro largo e pleno do testemunho de João Batista sobre Cristo, que tinha feito alusão antes, e que era seu trabalho, ofício, e a finalidade dele ser enviado.

Quando os Judeus enviaram sacerdotes e Levitas de Jerusalém, para perguntar-lhe, “quem és?” Os judeus que os enviaram eram o grande Sinédrio que estava em Jerusalém, cujo negócio era inquirir, examinar, e provar os profetas, quer verdadeiros ou falsos;[1] e João aparecendo como um profeta, e sendo estimado pelo povo, assim eles enviaram seus mensageiros para interrogá-lo e saber quem ele era. As pessoas enviadas eram muito provavelmente dos seus, visto que sacerdotes e levitas eram do conselho. Porque é dito:[2]

“Eles não constituíam, ou designavam no Sinédrio, a não ser os sacerdotes, Levitas, e Israelitas, que tinham as suas genealogias --- e é ordenado que deveria haver no grande Sinédrio sacerdotes e levitas, como é dito, Deut 17:9 “deverá haver os sacerdotes, e os Levitas”, etc, e se eles não forem achados, embora sejam todos Israelitas, (não da tribo de Levi), está correto.”

Tal Sinédrio é um legal; mas os sacerdotes e Levitas, se tais pudessem ser achados, deviam ter suas próprias qualificações, que seria admitido em primeiro lugar. Uma mensagem de tão respeitável assembléia, a tão grande distância, (para o Jordão a viagem era de um dia de distante de Jerusalém;[3] de acordo com Josefo,[4] era 210 quilômetros, ou 26 milhas e um quarto) e pelas mãos de pessoas de tal caráter e figura, estavam dando a João muito honra, e servindo para fazer o testemunho dele e de Cristo o mais público e notável possível; e também mostra o barulho que ministério de João e o batismo fizeram entre os judeus, aponto de chegar até mesmo a Jerusalém, e ao grande Conselho da nação; e igualmente, a forma de pergunta posta a ele, o qual pela resposta de João parece intimar como se fosse pensado entre eles que ele era o Messias, e mostra a opinião que foi entretida sobre ele, que até mesmo o Sinédrio já tinha seus pensamentos sobre o assunto e sabia o que estava acontecendo na nação: e a pergunta que eles puseram pelos seus mensageiros, que não deve ser pensado, como alguns pensam, para enlaçar João, nem de desrespeito para com Jesus, visto que ele ainda não tinha sido feito manifesto; mas poderia ser em séria opinião, enquanto tendo, de muitas circunstâncias, razões para pensar que poderia haver algo na opinião do seu povo; visto que então, embora o governo não fosse partido completamente de Judá, contudo eles não puderam fazer nada a não ser observar. Idumean que tinha estado no trono durante alguns anos, e que tinha sido colocado lá pelo senado romano; e agora o governo estando dividido entre os filhos dele pela mesma ordem; as semanas de Daniel poderiam ser apenas observadas terem seu cumprimento; e, além disso, do aparecimento incomum que fez João, a severidade da sua vida; a doutrina de perdão de pecados que ele pregou, e a ordenação nova de batismo que ele administrou, eles poderiam estar prontos para concluir que ele era a pessoa...


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Notas
[1] Misn. Sanhedrin, c. 1. sect. 5
[2] Maimon. Hilch. Sanhedrin, c. 2. sec. 1, 2.
[3] Misna Maaser Sheni, c. 5. sec. 2. Juchasin, fol. 65. 2. Jarchi em Isa. xxiv. 16.
[4] De Bello Jud. l. 5. c. 4.

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