2010/01/14

Logos Divino

Logos Divino

Logos Divino


João a usa como um nome para nosso Senhor (1:1). Existem três palavras na língua grega para “Palavra”, uma se refere ao mero som articulado da voz, a outra falando desse som como o estado da manifestação mental, e ainda outra, a usada por João, e cujo significado será considerado.

A palavra é Logos. Ela vem de um verbo que significa literalmente “escolher ou selecionar,” portanto, “selecionar palavras a fim de expressa os pensamentos de alguém,” portanto, “falar”. Ela se refere a uma palavra pronunciada pela voz humana que incorpora a concepção ou ideia. Ela não se refere apenas a uma parte da fala, mas a um conceito, ou ideia. Os filósofos gregos, ao tentarem entender a relação entre Deus e o universo, falavam de um mediador desconhecido entre Deus e o universo, dando nome a esse mediador de “Logos”. João lhes diz que esse mediador desconhecido a eles é nosso Senhor, e ele usa o mesmo nome, “Logos”. Nosso Senhor é o Logos de Deus no sentido que Ele é o conceito total de Deus, a Deidade falando através do Filho de Deus, não em partes da fala como em uma sentença composta de palavras, mas na vida humana de uma Pessoa divina. Nosso Senhor disse, “Quem me tem visto, tem visto também o Pai,” Paulo diz que (Heb. 1:1-2) onde em tempos passado Deus falou a Israel usando os profetas como porta-vozes, Ele agora tem falado na Pessoa de Seu Filho. Nosso Senhor é, portanto, a Palavra de Deus no qual Ele é a Deidade expressa.

O artigo definido aparece antes de “Palavra”. Ele não é meramente um conceito de Deus entre muitos outros, pois os gentios tinham muitos conceitos de Deus. Ele é O conceito de Deus, o único e verdadeiro. Ele estava em existência quando as coisas começaram a vir a existência através do ato criativo de Deus. Ele existiu antes de todas as coisas criadas. Portanto, Ele não foi criado, e, portanto, eterno em Seu ser, e, portanto, Deus.

A Palavra estava com Deus. A palavra “com” é de uma preposição significando literalmente “de frente”. Assim, a Palavra é uma Pessoa de frente a Deus, o Pai. O artigo aparece diante da palavra “Deus” no grego, que indica a primeira Pessoa da Trindade, o que indica que a Primeira Pessoa da Trindade é mencionada. Portanto, João está falando de comunhão entre a Palavra, Jesus Cristo, e o Pai, uma comunhão que existia desde toda a eternidade e existirá por toda a eternidade e que nunca foi quebrada, exceto naquele escuro momento misterioso no Calvário, quando o Filho clamou, “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?”

A Palavra era Deus. Aqui a palavra “Deus” está sem o artigo no original. Quando é usado nessa maneira, ela se refere a essencia divina. A ênfase é sobre a qualidade e caráter. Portanto, João ensina-nos aqui que nosso Senhor é essencialmente Divino. Ele possui a mesma essência com Deus, o Pai, é um com ele em natureza e atributos. Jesus de Nazaré, o carpinteiro, o instrutor, é o Próprio Deus.

“No princípio era a Palavra (o conceito total de Deus), e a Palavra estava em constante comunhão com Deus (o Pai), e a Palavra era (quanto a Sua essência, ou natureza) Deus.”

[Outros estudos sobre esse assunto estão nos links abaixo:]


Fonte: Wuest's Word Studies, de Kenneth S. Wuest, editado por Wm. B. Eerdmans Publishing Company; primeira edição (Junho de 1980)

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