2014/10/14

Comentário de Apocalipse 15:1-8 (J. W. Scott)

Comentário de Apocalipse 15

APOCALIPSE 15, COMENTÁRIO, ESTUDO, LIVRODiz-se que as taças iniciam "pragas", que são as últimas, porque nelas é consumada a ira de Deus (1). Isto se relaciona, muitas vezes, com o fato que nenhuma descrição foi dada da sétima trombeta, ainda que trouxe o fim (Ap 11.15); então, sugere-se que o conteúdo das taças consiste de eventos que se seguem ao soar da última trombeta. Isto é possível. Deve-se notar, contudo, que o conteúdo das sete taças é muito semelhante ao das sete trombetas; na maioria dos casos, a diferença parece estar na amplificação das pragas anteriores, nas sete trombetas. A segunda e terceira taças, por exemplo, parecem simplesmente revelar que têm aumentado em extensão as pragas da segunda e terceira trombetas. A quarta trombeta afeta o sol, de uma certa maneira, a quarta taça, em uma outra (Ap 8.12; Ap 16.8). A quinta e a sexta trombetas têm uma correspondência extraordinária com a quinta e a sexta taças (Ap 9.1-21; Ap 16.10-16). O terremoto, depois da sétima trombeta, parece ser o mesmo que se segue à sétima taça, somente que se descreve em mais detalhe (Ap 11.19; Ap 16.17). Desta maneira, as taças dão uma mais plena revelação do que já, se tinha revelado sob os juízos das trombetas, junto com certas novas características. Quanto aos vitoriosos junto ao mar de vidro (2), o seu cântico celebra a iminente conversão das nações que se segue à consumação dos "atos de justiça" de Deus (4); a visão, portanto, exulta nos efeitos das últimas pragas antes de anunciar a sua vinda; isto é proléptico e serve para sublinhar a afirmação do vers. 1, "nelas se cumpre a ira de Deus".

Este capítulo consiste em duas visões separadas, aquela, retratando os confessores cristãos que emergiram triunfantemente da grande tribulação (2-4); esta, relatando o aparecimento, no templo celestial, de sete anjos trazendo as sete taças de pragas (5-8), O vers. 1 serve como título aos capítulos 15-16. Supre um equivalente pictórico da. declaração profética mais formal, "A visão (ou peso) das últimas pragas". Os juízos são os últimos, em que eles culminam o que precedeu e incluem os últimos golpes contra a impiedade da geração inspirada pelo diabo.

1. A PRIMEIRA VISÃO (Ap 15.2-4) -O mar de vidro é misturado com fogo, por causa do juízo iminente. Os confessores têm desafiado a besta, recusando-se a adorar a sua imagem e abjurando a marca que é o número do seu nome (2). O cântico de Moisés... e o cântico do Cordeiro são um, recordando o cântico triunfante dos israelitas nas praias do Mar Vermelho (Êx 15). O nome de Moisés é ligado com o de Cristo porque um livramento semelhante, ainda que muito maior, tem sido conseguido de um inimigo semelhante, se bem que muito maior. É comum nos profetas a comparação de redenção final com o êxodo (cfr. Is 51.9-11). Cada linha do cântico é reminescente dos profetas e salmistas: Grandes e maravilhosas são as tuas obras (cfr. Sl 111.2; Sl 98.1; Sl 139.14); justos e verdadeiros são os teus caminhos (cfr. Sl 145.17; Dt 32.4); Rei dos Santos (das nações ARA). Quem te não temerá...? (3-4; cfr. Jr 10.7); todas as nações virão (4; cfr. Sl 86.9); os teus atos de justiça se fizeram manifestos (cfr. Is 26.9; Sl 98.2). A aproximação e o culto das nações parecem antecipar a sua conversão no milênio.

2. A SEGUNDA VISÃO (Ap 16.5-8) -O tabernáculo se chamava "a tenda do testemunho" (Nm 9.15), desde que a arca, contendo as tábuas da aliança, nele se guardavam. Uma vez que a arca mais tarde ficava no templo, o próprio templo às vezes se chamava o tabernáculo (Sl 84.1-2; Ez 41.1). Aqui, por conseguinte, a segunda cláusula deve ser traduzida "o templo, a saber, o tabernáculo do testemunho no céu, foi aberto". Ressalta que os juízos que estão para se executar são a expressão da justiça de Deus. Uma versão diz que os anjos estavam "vestidos de pedras preciosas, puras e resplandecentes", em vez de linho puro e resplandecente, como na Almeida. Porém as palavras gregas para "pedras" (lithon) e "linho" (linon) são muito semelhantes, de maneira que é difícil dizer qual é certa. Ver, contudo, Ez 28.13. As taças de ouro, como os recipientes da ira de Deus, podem ter sido sugeridas pelo freqüente uso, no Velho Testamento, de "cálices", para denotar a medida de Deus de juízo sobre os pecadores (cfr. Ap 14.9-10) . O templo encheu-se com o fumo da glória de Deus (8). Para semelhantes ocasiões deste fenômeno no Velho Testamento, ver Êx 40.35; 2Cr 7.2-3; Is 6.4; Ez 10.4; Ez 44.4.




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