2015/08/28

Significado de Daniel 1

Significado de Daniel 1
Significado de Daniel 1


Daniel 1

1.1 — Jeoaquim, rei de Judá reinou de 608 até 598 a.C. O ano terceiro era 605 a.C., de acordo com o sistema cronológico utilizado por Daniel, no qual apenas anos inteiros eram contabilizados. Jeremias, em contrapartida, seguia um sistema no qual qualquer porção do ano era contada como um ano inteiro. Portanto, ele designou 605 a.C. como sendo o quarto ano de Jeoaquim (Jr 25.1; 36.1; 46.2). Jeoaquim era um rei ímpio que primeiramente se aliou aos egípcios e depois aos babilônios até 602 a.C., quando se rebelou. Sua independência durou pouco tempo, e permaneceu sob domínio babilônico até sua morte. O filho de Nabopolassar, fundador do império neo-babilônico (caldeu), era Nabucodonosor, que reinou de 605 a 562 a.C. No verão de 605 a.C., quando seu pai morreu, Nabucodonosor já liderava o exército babilônico. Ele retornou ao reino para garantir seu lugar no trono, mas não antes de derrotar Jerusalém e tomar despojos e prisioneiros, entre eles Daniel. Nabucodonosor expandiu grandemente o império iniciado por seu pai e estimulou a adoração dos antigos deuses babilônicos, principalmente Marduque.

1.2 — O Senhor entregou. O livro de Daniel enfatiza a soberania de Deus em Seu trato com as nações. Jerusalém não sucumbiu simplesmente porque Nabucodonosor era poderoso, mas porque Deus havia julgado o povo de Judá por sua desobediência e idolatria. Uma parte dos utensílios. O restante dos utensílios foram removidos mais tarde quando Jeoaquim se rendeu (2 Rs 24.13; 2 Cr 36.18). Sinar — ou seja, a Babilônia — ficava localizada às margens do rio Eufrates, 80 km ao sul da atual Bagdá, no Iraque. Na casa do tesouro do seu deus. Os utensílios retirados da casa de Deus aparecem mais tarde, na noite do banquete de Belsazar (cap. 5). Eventualmente foram devolvidos por Zorobabel, que os levou de volta a Israel (Ed 1.7).

1.3 — Eunucos. Nas monarquias do Oriente Médio antigo, os haréns reais geralmente eram supervisionados por homens castrados, considerados confiáveis para desempenhar tal tarefa. Um eunuco geralmente era tido como um oficial privilegiado. Ele desfrutava de relacionamento pessoal com o rei, e o monarca geralmente buscava seus conselhos. Alguns especulam que Daniel e seus amigos se tornaram eunucos ou que pelo menos foram separados para aconselhar o rei (v. 9), mas não há nenhuma declaração específica no livro a esse respeito. A expressão filhos de Israel refere-se à população em geral da nação de Israel.

1.4, 5 — A informação entendidos no conhecimento diz respeito à educação prévia dos jovens. Nas letras e na língua dos caldeus. O idioma da maior parte da Mesopotâmia era o acadiano, um tipo de escrita cuneiforme, geralmente registrada em tabletes de argila. Ao longo dos séculos, os babilônicos e assírios produziram grande quantidade de literatura de todos os tipos. E, embora o aramaico já houvesse começado a substituir o acadiano por volta de 600 a.C., os estudiosos babilônios continuavam estudando e até mesmo registrando sua literatura no idioma clássico. Para Daniel e seus amigos serem considerados realmente letrados, tinham de estar familiarizados com essas tradições literárias. O termo caldeus era comumente aplicado aos babilônios como um todo, e também usado para designar o grupo de astrólogos, adivinhadores e outros ao qual Daniel foi incorporado (Dn 1.17; 2.2,4,5,10;3.8).

1.6 — De acordo com o historiador judeu do primeiro século, Josefo, os quatro jovens eram membros da família real de Zedequias.

1.7 — O nome Daniel significa Deus é meu juiz. O nome babilônico de Daniel, Beltessazar, significa a senhora protege o rei, uma referência à deusa Sarpanitu, esposa de Marduque. O nome Hananias significa o Senhor é gracioso. O nome babilônico de Hananias, Sadraque, significa Eu tenho medo do deus. O nome Misael significa Quem é o que Deus é? O nome babilônico de Misael, Mesaque, significa Eu sou de pouca expressão. O nome Azarias significa O Senhor me ajudou. O nome babilônico de Azarias, Abede-Nego, significa Servo de (deus) Nebo.

1.8 — Não se contaminar. A recusa de Daniel em comer da porção do manjar do rei não estava relacionada com o consumo de comidas gordas ou vinho. Havia dois problemas com o cardápio real: (1) certamente ele incluía alimentos proibidos pela lei judaica e alimentos que não eram preparados de acordo com as estipulações mosaicas (Lv 11); (2) Provavelmente a carne era dedicada a ídolos, como era costume na Babilônia. Participar da mesa real seria como reconhecer os ídolos como divindades.

1.9 — Ora, deu Deus a Daniel graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos. Esse relato indica que o chefe dos eunucos tinha autoridade sobre Daniel, levando alguns teólogos a concluir que o próprio Daniel fizesse parte do grupo dos eunucos.

1.10,11 — Os amigos de Daniel se uniram a ele na recusa de comer do cardápio real (v. 7,17, 19). A declaração arriscareis a minha cabeça sugere que o rei poderia ordenar a execução do chefe dos eunucos caso ele aceitasse as exigências de Daniel e seus amigos.

1.12,13 — O termo legumes representa tudo que cresce a partir de uma semente e inclui vegetais e grãos. O pedido por água indica que Daniel e seus amigos não desejavam beber o vinho, provavelmente porque, como a comida, era dedicado aos ídolos (v. 8).

1.14-16 — A descrição semblantes melhores [...] mais gordos indica que Daniel e seus amigos estavam mais saudáveis do que todos os jovens que comiam porção do manjar do rei.

1.17 — Deus deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras. Assim como Moisés fora educado no conhecimento egípcio, Daniel e seus amigos também foram instruídos na educação dos caldeus. A sabedoria dos caldeus consistia de ciências existentes na época, incluindo a interpretação de agouros transmitidos por meio da astrologia, do exame de fígados, rins e entranhas de animais, e do exame de órgãos e do voo dos pássaros. Daniel tinha a vantagem adicional de compreender toda visão e sonhos. No antigo Oriente, os sonhos eram considerados fonte de revelação divina, e, portanto, sua interpretação era extremamente valorizada. O dom de Daniel, recebido de Deus, colocava-o muito além das habilidades dos intérpretes caldeus (Dn 4.5-9).

1.18 — A expressão fim dos dias refere-se ao final de três anos (v. 5). O chefe dos eunucos era Aspenaz (v. 3).

1.19-21 — Daniel serviu como conselheiro do rei durante o término de seu treinamento no reinado de Nabucodonosor (cerca 603 a.C., v. 5) até ao primeiro ano do rei Ciro (539 a.C.). O que significa que Daniel manteve seu cargo até o fim do império babilônico.


5 comentários:

  1. boa tarde tudo bem eu gostei muito desse estudo queria saber se tem como vocês mandar pra por meu email henrique.stiluhc@gmail.com

    ResponderExcluir
  2. Mándeme para Meu e-mail, esse estudo do livro de Daniel

    ResponderExcluir
  3. Boa tarde, sou Daiana e amei esse estudo, teria como me mandar por e-mail?

    ResponderExcluir
  4. boa tarde,sou carlos e gostei muito esse estudo,teria como me mandar por e-mail

    ResponderExcluir
  5. Amei esse estudo muito importante pra nossa edificação

    ResponderExcluir