Significado de Isaías 22

Significado de Isaías 22

Significado de Isaías 22


Isaías 22

22.1-25 — Após a introdução (v. 1), o oráculo contra Jerusalém consiste de cinco partes: 

(1) contraste entre a rebeldia cega de Jerusalém e a assombrosa visão de Isaías de seus governantes egoístas fugindo da cidade e abandonando-a ao saque (v. 1-4);
(2) visão detalhada de Isaías da derrocada da cidade (v. 5-8);
(3) Isaías indicia Jerusalém por confiar nas próprias defesas, em vez de no Senhor (v. 8-11);
(4) Isaías condena o comportamento da cidade, que festeja, em vez de arrepender-se (v. 12,13);
(5) visão final que confirma ser essa última apostasia a causa da destruição de Jerusalém (v. 14).

A visão, segue-se um exemplo da cegueira de Jerusalém em Sebna,  tesoureiro da cidade (v. 15-19), cuja fraqueza contrasta com a capacidade de seu sucessor, Eliaquim (v. 20-25).

22.1 — Peso. Veja um termo semelhante em Isaías 13.1. O vale da Visão é uma designação irônica de Jerusalém. O monte Sião é personificado sarcasticamente por seus vales, onde a visibilidade é nula. Em vez de festejar nos telhados, a cidade atribulada deveria ter ido ao templo orar.

22.2,3 — Na visão do profeta, os reis não são mortos à espada na defesa heróica da cidade, e sim depois de amarrados depois de tentarem fugir para salvar a própria pele (2 Rs 25.4-6).

22.4,5 — Filha do meu povo. Veja uma referência semelhante em Isaías 1.8.

22.6, 7 — Quir é Elão. Os elamitas podem ter participado do exército assírio (Is 5.26). Portas. O mesmo exército que saqueou a Babilônia (Is 21.2) chegará às portas de Jerusalém.

22.8 — A casa do bosque é o arsenal da nação (39.2).

22.9-11 — A defesa das cidades dependia da disponibilidade de águas dentro de seus muros. Ezequias resolveu esse problema cavando um túnel sob a cidade, conectando o viveiro inferior do vale a sudoeste de Jerusalém com o viveiro velho, a fonte de água a leste do vale.

22.12,13 — Vos convidará naquele dia ao choro, e ao pranto [...] mas eis aqui gozo e alegria. Deus exige arrependimento e renovação, mas o povo prefere farrear e divertir-se.

E come-se [...] e bebe-se. As vezes, essa reação é adequada à adversidade (Ec 2.24; 3.13), mas usar a comida, a bebida e os prazeres mundanos para esquivar-se da justiça diante do Senhor é uma atitude desastrosa (Lc 17.26-29).

22.14 — Não será expiada. Quando a pessoa rejeita a salvação que vem do Deus vivo, não lhe resta outra forma de salvar-se.

22.15-19 — A mensagem de Isaías contra Sebna, representante da liderança cega e egoísta, divide-se em quatro partes:
(1) fórmula profética de apresentação (v. 15a);
(2) acusação contra Sebna por tentar celebrizar-se na morte (v. 15,16), seguida pela sentença de morrer na penúria (v. 18,19);
(3) descrição do tesoureiro ideal, exemplificado por Eliaquim (v. 20-24), seguida pelo anúncio de que ele também deve perecer (v. 25a);
(4) fórmula profética de encerramento (v. 25b).

22.15 — Mordomo e tesoureiro era o oficial de alto escalão responsável por cuidar do rei e de seus domínios.

22.16 — Aqui é Siloé, no lado leste do vale de Cedrom, com vista para a cidade de Davi. Cavando para si uma sepultura em lugar alto, Sebna rivaliza com o rei (2 Cr 16.14), para quem ele deveria ter sido como um pai (v. 21).

22.17 — Te arrojará. Um túmulo não defende ninguém da ira de Deus.

22.18,19 — A terra larga é a Assíria. Te arrancarei. Sebna foi rebaixado a secretário na época do cerco assírio (Is 36.3,22).

22.20 — Eliaquim é o oficial que Deus honrará no lugar do arrogante Sebna (v. 15).

22.21 — O pronome tua refere-se a Sebna (v. 15). A palavra pai sugere o amor altruísta de Eliaquim pelos cidadãos de Jerusalém.

22.22 — Um prego evoca a ideia de alguém que está firme no lugar, uma pessoa de confiança (mas leia Is 22.25). O trono de honra sugere que Eliaquim honrará a memória da casa de seu pai, contrastando-se com a vergonha que Sebna fez seu amo passar (v. 18).

22.24 — Todos os vasos é metáfora para todos os habitantes, tantos os influentes quanto os mais humildes.