Significado de Isaías 26

Significado de Isaías 26

Significado de Isaías 26


Isaías 26

26.1 — Esse poema consiste de três partes: 

(1) um cântico de peregrinação que celebra a cidade de Deus (Is 26.1-6); 
(2) um cântico que expressa fé em Deus (Is 26.7-19); 
(3) a promessa animadora de que Deus castigará o mal (Is 26.20—27.1).

26.1-6 — O cântico contém uma breve introdução (v. la), e no mais consiste de uma celebração dos peregrinos fiéis por terem uma forte cidade (v. 1-3), de uma ordem para confiar no Senhor (v. 4) e da afirmação de que a cidade exaltada da terra será destruída.

26.1 — Naquele dia. Veja uma expressão semelhante em Isaías 2.12. A forte cidade dos peregrinos é, presumivelmente, o monte Sião (Is 2.2; 60.14).

26.2 — Abri as portas é uma expressão comum aos cânticos de peregrinação (SI 118.19,20).

26.3 — A expressão hebraica traduzida por paz é, literalmente, paz, paz; compare com palavra santo, em Isaías 6.3. O Emanuel inaugurará essa era de paz inigualável (Is 9.6; 11.6-9).

26.4 — Confiai significa comprometei-vos completamente com. 

26.5,6 — Versículo após versículo, reafirma-se a destruição, pelo poder de Deus, da cidade exaltada (v. 1).

26.7-19 — O cântico de fé contrasta  (1) a fé atual dos justos (v. 7-9a) com a necessidade dos ímpios de aprenderem o que é justiça por meio do juízo futuro (v. 9b-11); (2) a atual opressão aos fiéis (v. 12,13) com o juízo de Deus sobre os tiranos (v. 14); (3) as bênçãos futuras que serão dadas à Sua nação (v. 15) com o trabalho infrutífero no presente (v. 16-18) e com a futura ressurreição dos mortos (v. 19).

26.7 — E todo plano; tu retamente. A retidão imperfeita do justo é contraposta à retidão absoluta do Santo.

26.8 — Te esperamos. Veja uma ideia semelhante em Isaías 40.31 (compare com SI 40.1). 

26.9 — De noite [...] madrugarei. O profeta fala de sua busca incansável por Deus.

26.10 — O ímpio demonstra desprezo pelo favor de Deus (Rm 2.4). Majestade é traduzido por coisas grandiosas em Isaías 12.5.

26.11 — A tua mão. As obras de Deus são ignoradas pelos ímpios (Is 5.12). O fogo consumirá também pode ser traduzido por o fogo sobre.

26.12 — A verdadeira paz provém apenas do Senhor (Is 26.3; Jo 14.27).

26.13 — Os outros senhores são os reis egípcios do passado, os reis assírios do presente e os reis babilônicos do futuro. Nos lembramos do teu nome, isto é, do caráter de Deus conhecido pela experiência.

26.14 — Morrendo eles. O profeta contempla a derrota dos inimigos do povo de Deus. Diferentemente dos fiéis (v. 19), os inimigos não ressuscitarão.

26.15 — Tu, Senhor, aumentaste esta gente. A repetição dessa expressão no original ressalta tanto sua certeza quanto sua magnitude.

26.16 — O pronome te refere-se à nação fiel.

26.17,18 — A mulher grávida suporta as dores do parto, pensando na alegria que há de se seguir. O remanescente fiel da época de Isaías suportava a opressão, mas tudo o que isso lhes rendeu foi o vento, uma metáfora para o trabalho inútil.

26.19 — Isaías, falando aos companheiros de fé, garante-lhes que os mortos ressuscitarão (Jó 19.26; Dn 12.2). O orvalho ilustra uma vida nova e abençoada (SI 133.3; Os 14.5). Costuma-se alegar que os crentes da época do Antigo Testamento não tinham verdadeiras chances de ressuscitar, que o máximo que podiam esperar era morar na Terra Prometida durante toda a sua vida terrena. Mas aí está um versículo que contradiz essa ideia (SI 23.6).

26.20—27.1 — A animadora promessa anunciada pelo profeta contrasta com a angústia que sente o povo de Deus (v. 20) e promete castigo aos tiranos (v. 21). O emprego de metáforas poéticas realça a gravidade do castigo (27.1).

26.20 — Povo meu é o remanescente fiel e justo. Suas aflições sob o jugo dos tiranos assírios não durarão mais que um momento, e nem vale a pena compará-lo com a alegria permanente que haverá depois (Is 26.19; 54.7; SI 30.5; 2 Co 4.17).

26.21 — Sairá pode ser traduzido por está prestes a sair. Quando a terra expelir o sangue dos pobres e oprimidos que engoliu por ação de tantos tiranos impiedosos, ela prestará testemunho contra esses homens malignos, e o Senhor os castigará (Gn 4.10).

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