Significado de Isaías 28

Significado de Isaías 28

Significado de Isaías 28


Isaías 28

28.1 — Essa seção consiste de seis ais (28.1; 29.1,15; 30.1; 31.1; 33.1): ais dirigidos a reis futuros (28.1—29.24); ais contra quem aceitou maus conselhos (30.1—31.9), com um apêndice prometendo a salvação pelo Rei, isto é, Deus (32.1-20); ais contra a Assíria, permitindo um vislumbre da promessa da futura glória de Sião (33.1-35.10).

28.1-29 — O ai contra os reis do Reino do Norte (v. 1-13) deve servir de exemplo para os reis de Judá (v. 14-29). Observe a conjunção pois no v. 14-

28.1-13 — O ai consiste de uma acusação contra os líderes bêbados do Reino do Norte (v. 1 -4), contrapostos ao futuro Rei ideal (v. 5,6); de uma acusação contra os líderes religiosos, por abusarem do álcool (v. 7,8) e aviltarem os verdadeiros profetas de Deus (v. 9,10); do anúncio do envio de um mensageiro (v. 11,12) com a proclamação da sentença (v. 13).

28.1 — Coroa de soberba é uma referência a Samaria. Bêbados. Os autores bíblicos condenam o excesso de vinho, a ebriedade e a devassidão (Is 5.11,12).

Efraim é um nome que, às vezes, representa todo o Israel (Is 7.2-9). 

28.2 — O homem valente é a Assíria, comparada com a saraiva, que arranca as folhas das plantas e com as impetuosas águas que arrastam os caules (Is 8.7,8; 17.12,13).

28.3,4 — Coroa de soberba. Repete-se aqui a expressão do versículo 1. A repetição de expressões costuma ser uma forma de enfatizar a mensagem, porém existe aqui uma conotação triste. O povo de Samaria e de Efraim será privado de seu ornamento e do fértil vale. Eles perderão tudo por causa da insistência na idolatria, ou seja, por se recusarem a reconhecer apenas o Senhor como o Deus vivo.

28.5 — Naquele dia. Veja uma expressão semelhante em Isaías 2.12. A verdadeira coroa gloriosa (Is 29.17-24; 30.18-33; 32.1—33.24) contrapõe-se à coroa falsa (v. 1-4). Os restantes. Veja referências similares em Isaías 1.9; 10.19-23.

28.6 — O espírito de juízo dominará na era messiânica (Is 11.1-5; 42.1-4).

28.7 — Mas também estes são os líderes religiosos, o sacerdote e o profeta.

28.8 — Há uma limitação natural para o teor alcoólico que pode ser obtido sem destilação, um processo desconhecido em tempos bíblicos. A cerveja era fabricada com grandes quantidades de cereal, e era mais parecida com um mingau ralo o que com nossa cerveja atual. Diversos alertas na Escritura demonstram que o alcoolismo é um problema.

28.9, 10— A quem, pois, se ensinaria? Era o que os líderes de coração endurecido perguntavam a Isaías. 

28.9 — O filho era desmamado entre 3 e 5 anos de idade, época ideal para educá-lo nos princípios básicos da moral, que se descrevem no versículo 10.

28.10,11 — Os lábios estranhos eram os dos assírios, que se tornarão professores de Israel por causa da liderança ineficiente da nação (Is 33.19).

28.12 — Em vez do descanso que vem com a fé, os opressores de Israel ensinarão por meio da vara.

28.13 — A palavra do Senhor tomará a forma da disciplina aplicada por estrangeiros de fala estranha. Eles ensinarão sua moral a Israel, que deveria tê-la aprendido de Deus.

28.14-29 — A profecia de Isaías contra os reis debochados de Judá consiste de duas partes, iniciadas pelo imperativo ouvi (v. 14-22): (1) ameaça de juízo (v. 14-22); (2) instrução moral que demonstra que Deus concedeu mais consciência moral ao simples camponês que aos reis debochados (v. 23-29).

Os dois sermões encerram com uma referência ao Senhor dos Exércitos, primeiro como autor da destruição (v. 22), depois como maravilhoso em conselho (v. 29).

28.14-22 A ameaça de juízo consiste de uma acusação contra os reis ímpios de Judá por zombarem das ameaças de Isaías (v. 14,15). Eles também fizeram pouco caso de uma nova ameaça (v. 16-21) e de um novo apelo a que cessassem com o escárnio (v. 22).

28.14 — Homens escarnecedores são piores que os tolos; em vez de escolher o mau, desprezam o que é bom (SI 1.1).

28.15Concerto com a morte [...] a mentira [...] falsidade. Essas expressões talvez sejam a maneira de Isaías descrever o pacto do povo com o Egito. O dilúvio do açoite parece ser a forma de o profeta caracterizar as retaliações da Assíria (Is 10.26; 28.2). Os escarnecedores ridicularizaram os alertas de Isaías.

28.16-22 — A ameaça de juízo está dividida em duas partes: o exército assírio será a causa imediata (v. 16-19); o Senhor dos Exércitos será a Causa Principal (v. 20-22).

28.16,17 — Portanto. Em resposta ao deboche do povo, o Senhor promete estabelecer Seu futuro reino sobre a pedra bem firme e fundada da justiça e da fé. Eu assentei se refere ao futuro, assentarei.

Os apóstolos entendiam que a pedra preciosa de esquina era Jesus Cristo (1 Pe 2.4-6). Saraiva [...] águas. Veja descrições semelhantes no versículo 2.

28.18 ,19 — Desde que. O exército assírio oprimiu Israel diversas vezes. 

28.20 — A cama curta demais e o cobertor estreito representam uma falsa promessa de segurança e conforto, uma imagem fidedigna para a malfadada e teimosa aliança do povo com o Egito.

28.21 — No monte de Perazim, Deus provocou uma forte inundação (2 Sm 5.20; 1 Cr 14-11; compare com os v. 2,15,17,18). No vale de Gibeão, Ele fez cair a saraiva (Js 10.10,11; compare aos v. 2, 17). O juízo de Deus sobre Israel era estranho, isto é, incomum, pois Ele raramente age assim contra Seu povo. A Escritura hebraica não é um registro da ira de Deus, e sim da grande paciência que demonstra para com esse povo desencaminhado que Ele, apesar de tudo, ainda deseja chamar Meu povo (Ex 6.2-8).

28.22 — Escarneçais provém da mesma raiz hebraica que homens escarnecedores, no versículo 14.

Senhor Jeová dos Exércitos. Veja uma ocorrência semelhante em Isaías 1.9. Sobre toda a terra. Veja uma ideia similar em Isaías 24.1-23.

28.23-29 O sermão que elogia a sabedoria do camponês, após a exortação inicial ouvi (v. 23), está dividido em duas partes: sua sabedoria ao plantar (v. 24-26) e ao colher (v. 27-29). Cada uma termina apontando o Senhor como o Autor da sabedoria e do juízo correto (v. 26,29). Os reis debochados, por sua vez, arriscaram-se ao fazer pouco caso do Senhor. 

28.24,25 — A ideia predominante nesses versículos é a de que há uma rotina no campo, assim como há uma rotina na vida.

28.26-28 — O instrumento de trilhar talvez fosse um instrumento grande demais para um vegetal tão fino quanto a ervilhaca.

28.29 — Maravilhoso em conselho. Veja uma ideia semelhante em Isaías 9.6, A sabedoria empregada pelo fazendeiro nos versículos 24-28 para cuidar de suas plantações provém de Deus, a fonte de todo bom conselho.

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