Significado de Isaías 33

Significado de Isaías 33
Significado de Isaías 33


Isaías 33

33.1 -24 — O sexto ai difere dos outros porque se dirige à Assíria, e não a Judá. Concentrando-se na derrota da Assíria e na salvação de Judá, a profecia ressalta o Rei exaltado de Judá (v. 3,5,10). Esse ai consiste de uma introdução aos principais temas do oráculo (v. 1-6), da ênfase na necessidade de salvação de Judá e no saneamento dessa necessidade pelo Senhor (v. 7-13), de seu impacto espiritual sobre os pecadores (v. 14-16) e de uma conclusão, que exalta a formosura do Rei majestoso (v. 17-24).

33.1-6 — A introdução profetiza a destruição do destruidor (v. 1), a resposta do Senhor à oração do remanescente (v. 2-4) e a transformação de Sião (v. 5,6).

33.1 — Ti refere-se à Assíria, que perfidamente (Is 21.2; 24.16) descumpriu seus tratados (2 Rs 18.13-37).

33.2 — Tem misericórdia. Veja uma ideia semelhante em Isaías 30.18. O remanescente sitiado, entre os quais está Isaías, tem esperado no Senhor em oração (Is 37.14-20) com uma expectativa confiante (Is 40.31). Salvação. Veja uma referência semelhante a Deus como única fonte de salvação em Isaías 12.2.

33.3 — A tua exaltação, isto é, à exaltação do Rei celeste (v. 5,10) quando Ele levanta para demonstrar Sua glória e fazer valer Sua justiça. Dispersas é uma alusão ao cântico de louvor de Moisés (Nm 10.35).

33.4 — O despojo da guerra de Deus contra Seus inimigos pertence ao Senhor, o verdadeiro Vencedor (Is 28.18; 34.2). Ajuntar-se-á tão rápida e completamente quanto o pulgão e os gafanhotos conseguem roer uma plantação, pois o juízo do Senhor será rápido e repentino (1 Ts 5.2).

33.5 — Exalçado [...] nas alturas. Esse capítulo apresenta a sublime glória do Rei e Salvador agindo sobre Seu povo, defendendo-os da Assíria e de todos os outros inimigos. De retidão e de justiça pode ser reformulado como verdadeira justiça.

33.6 — Sabedoria e ciência; e o temor do Senhor. As características do Messias (Is 11.2) também hão de caracterizar Sua cidade.

33.7-13 — Com o fim de toda esperança de Judá (v. 7-9), o Senhor reagirá (v. 10), destruindo a Assíria (v. 11,12).

33.7,8 — Os embaixadores talvez sejam os três oficiais de Judá, numa referência sarcástica às suas negociações com os assírios (Is 36.3,22). Os embaixadores de Judá choraram amargamente porque a Assíria aceitou seus presentes, mas ainda assim continuou a sitiar Jerusalém (v. 1). Quebrado o pacto entre a Assíria e Jerusalém, as estradas se tornaram inseguras.

33.9 — Sarom ficava na planície costeira a oeste. Basã ficava na margem oriental do Jordão. As áreas mais verdejantes de Israel, do Líbano no extremo norte (35.2) ao Carmelo a nordeste, foram devastadas depois que Assíria passou pela terra.

3 3 .10— Agora [...] agora [...] agora. O Rei está prestes a fazer valer Sua autoridade (v. 5,16).

33.11 — O sujeito de concebestes é a Assíria (v. 1). Palha, pragana e fogo evidenciam a rápida derrocada da poderosa Assíria.

33.12 — Incêndios de cal. Depois de se queimar a cal a única coisa que resta é o pó. Os espinhos [...] no fogo indicam a rapidez com que a Assíria seria destruída e a extensão de sua ruína (Is 27-4)-

33.13 — Ouvi. Veja uma convocação semelhante em Isaías 34.1, em que todos são convidados a reconhecer ao Senhor como Soberano.

3 3 .1 4 — Quem dentre nós habitará é uma frase comum aos salmos de peregrinação (SI 15.1; 24.3).

Labaredas. Veja descrições de Deus como fogo consumidor em Deuteronômio 4.24; 9.3; Hebreus 12.29.

33.15,16 — Anda em justiça. Veja uma descrição semelhante da pessoa qualificada a aproximar-se do Santo em Salmos 1.1,2; 15.2; Gálatas 5.22-25; Efésios 5.1,2.

O que tapa [...] e fecha. O povo é aconselhado a não ignorar os males sociais, devendo recusar-se a tomar parte neles. Nas alturas é a morada de Deus (v. 5) — o lugar onde os justos viverão para sempre com Ele.

33.17 — O Rei é o Senhor (v. 22). A terra que representa os domínios do Senhor estender-se-á até longe (Is 26.15).

33.18 — O escrivão e o pagador sãos os que recolhiam tributos (2 Rs 18.14).

33.19 — De língua tão estranha. Veja uma ideia semelhante acerca dos inimigos de Israel em Deuteronômio 28.49.

33.20 — As solenidades devem ser celebradas de coração (Is 30.29), não apenas por obrigação (Is 29.1). Não será derribada deixa implícito o fim do exílio. A salvação imediata de Judá irá se misturar à sua libertação definitiva.

33.21 — Judá será figuradamente protegida por rios e correntes largas, como os de Tiro (Is 23.1-3) e de Tebas (Na 3.8). Todavia, não haverá nenhuma embarcação ameaçadora nas águas dos rios, pois Deus em pessoa irá defender Judá.

33.22,23 — Observe que o Legislador está associado a outros atos de misericórdia (Dt 6.1-3; Jo 1.14-18). Revelar a lei era a forma de Deus mostrar o caminho correto aos israelitas — mais uma expressão de Sua graça.