Significado de Isaías 8

Significado do Livro de Isaías

Isaías 8

8.1 — Grande volume. Essa mensagem do Senhor destina-se à leitura ponderada por um grande numero de pessoas.

8.2 — Assim como o ímpio Acaz foi forçado a testemunhar o sinal do nascimento do Emanuel (7.10-17), Urias, sacerdote apóstata (2 Rs 16.10-16), e Zacarias, presumivelmente um falso profeta (não confundir com o profeta que escreveu o livro de Zacarias), foram forçados a dar testemunho dessa profecia.

8.3 — A esposa de Isaías era profetisa independente. Possivelmente, trata-se de uma segunda esposa, após a morte da mãe de Sear-Jasube (Is 7.3).

8.4 — Despojos de Samaria [...] rei da Assíria. Trata-se de uma profecia sobre a tomada de Samaria pelos assírios em 722 a.C. Essa profecia deve ter sido escrita pouco antes da época de seu cumprimento, pois se concretizará antes de o recém-nascido aprender a falar.

8.5-10 — Essa profecia passa da derrota da Síria e de Israel para a Assíria à derrota de Judá pela falta de fé. Consiste de três partes: (1) acusação de falta de fé contra Judá (v. 5,6); (2) Judá devastada, mas não aniquilada, pela Assíria (v. 7, 8); (3) destruição de todos os inimigos de Judá (v. 9,10).

8.5 — E continuou o Senhor a falar ainda comigo. Essa expressão introduz uma nova seção poética e relembra o leitor daquele que é a fonte das imagens proféticas do livro de Isaías.

8.6 — Este povo apresenta a mesma construção hebraica do v. 11. As águas tranquilas de Siloé representam a presença auxiliadora do Senhor. Sem alarde, Ele providenciou o que os israelitas necessitam, como água potável. Siloé pode ter sido um ribeiro que fluía por um aqueduto (Is 7.3) para transportar a água da fonte de Giom, a leste de Jerusalém (2 Cr 32.30) até o tanque de Siloé (Ne 3.15), na parte baixa, mais ao sul da cidade. Se alegrou. Os judeus estão animados porque pensam que derrotarão os reis de Israel e da Síria com a estratégia elaborada por Acaz, isto é, a contratação do exército dos assírios. Eles almejam a salvação oferecida por meio de um simples rei, em vez de recorrer ao Rei dos Reis em busca de proteção.

8.7,8 — O rio é o Eufrates, mas também simboliza os deuses pagãos. Pescoço. Assíria devastará Judá, mas a aniquilação não será total (cap. 37). Asas. No v. 8, a imagem da Assíria como um grande volume de água muda para figura de uma ave de rapina. Isaías chama Judá pelo nome do filho prometido, o Emanuel (7.14): a nação só será poupada porque Deus está com ela (v. 10).

8.9 — Longínquas terras são as diversas nações que formavam o exército misto da Assíria (Is 5.26; 7.18). Cingi-vos [...] em pedaços. Essas nações são instrumentos de Deus, mas também serão destruídas.

8.10 — Ela não subsistirá. O Senhor frustrará os propósitos dos inimigos de Judá. Os conselhos de guerra de nada adiantarão. Essa promessa conclui as profecias de Isaías 7.1—8.10. O Filho, cujo nome significa Deus conosco (v. 8; 7.14), será não só um sinal da destruição de Síria e Israel (Is 7.17), mas também da destruição de todos os inimigos de Deus, até mesmo a Assíria.

8.11—9.1 — Após uma breve introdução (v. 11), temos uma profecia que consiste de dois cicios:  (1) recomenda-se a Judá confiar no Senhor ou perecer, apelo reforçado por Isaías e seus filhos, que servem de sinais para Judá (v. 12-18); (2) recomenda-se a Judá andar pelo caminho indicado pelas profecias de Isaías, do contrário a nação será lançada às trevas mais escuras (Is 8.19—9.1).

8.11 — Forte mão significa uma sensação forte da inspiração do Senhor (Ez 1.3).

8.12 — Não chameis. As recomendações dos v. 12,13,15,19 estão no plural. Talvez os adversários de Isaías estejam rotulando de conjuração a reprovação do profeta ao pacto com a Assíria.

8.13 — Santificai significa tratai como santo. Vosso temor é uma sensação de reverência, admiração e respeito. Se o povo quer sentir medo, que tenha medo de Deus. Se quiser se portar corretamente diante de Deus, deve tratar Seu nome com reverência e temê-lo (Ex 20.20).

8.14 — Deus é santuário para os crentes, mas pedra de tropeço para os descrentes (SI 118.22; Lc 20.17,18; Rm 9.33; 1 Pe 2.6-8). As duas casas são os reinos do Norte e do Sul, ou seja, Israel e Judá. 

8.15 — Tropeçarão [...] e serão quebrantados. Os ímpios não prevalecerão por muito tempo (v. 10).

8.16 — Testemunho refere-se a uma transação legal; lei refere-se à orientação que Deus transmitiu por meio de Isaías. Os discípulos de Isaías provavelmente codificaram suas profecias na forma de um documento legal, a fim de comprovarem sua autenticidade quando as previsões se concretizassem (v. 1,2; compare com Jr 28.9; 32.12-14).

8.17 — Esperarei [...] aguardarei. Esses verbos indicam uma expectativa confiante de que Deus atenderá às necessidades de Seu povo e o libertará da calamidade (Is 40.31; SI 40.1). A esperança final de Isaías cumprir-se-á na pessoa de Jesus, o Salvador (Hb 2.12,13).

8.18 — Filhos. Isaías, cujo nome remete à salvação de Deus, e seus dois filhos, cujos nomes lembram o julgamento iminente do Senhor, são sinais e maravilhas em Israel — ou seja, símbolos (20.3). Monte Sião. O local do templo espelha a habitação de Deus nos altos céus.

8.19,20 — Segundo os cerimoniais pagãos de fertilidade de Canaã, os que têm espíritos familiares e os adivinhos serão consultados acerca de revelações divinas. No entanto, o máximo que obterão desses falsos profetas que chilreiam e murmuram serão frases desconexas. Interrogar-se-ão os mortos. O povo se envolverá com a necromancia, ou seja, a prática de conjurar os espíritos dos mortos para saber o futuro (Is 29.4; 65.4).

8.21 — Passarão refere-se aos ímpios que se recusam a adorar a Deus (v. 13). Terra pode ser uma alusão às trevas implícitas no v. 20. Amaldiçoarão. Tem aqui um sentido semelhante ao de Êxodo 22.28; Levítico 24.15,16.

8.22 — Os profetas costumam empregar escuridão como sinônimo de juízo (Is 5.30). Os sinônimos de escuridão nesse versículo não descrevem apenas malefícios morais e espirituais, mas também a invasão pela Assíria, que porá termo à liberdade do povo e instituirá a opressão por estrangeiros.

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