2015/11/27

Significado de 2 Coríntios 1

Significado de 2 Coríntios 1

Significado de 2 Coríntios 1


2 Coríntios 1

1.1,2 — A segunda epístola de Coríntios começa da maneira como a maioria das cartas da antiguidade eram escritas: com saudação, informações sobre o autor, destinatário. O autor é Paulo, apóstolo de Jesus Cristo. Sua identificação com Jesus Cristo é especialmente importante nesta carta porque falsos apóstolos (2 Co 11.12-15; 1 Co 4.14-16) estavam opondo-se a ele em Corinto e causando confusão na igreja. Timóteo é listado como portador. Esse companheiro de Paulo não é mencionado na introdução de 1 Coríntios supostamente porque já havia sido enviado até aquela cidade anteriormente (1 Co 4-17; 16.10). O fato de seu nome aparecer aqui indica que ele havia se unido ao apóstolo, apresentado seu relatório com respeito à situação da igreja em Corinto e viajado com Paulo até a Macedônia. Paulo destinou esta carta para a Igreja em Corinto e todos os cristãos que se encontravam na A caia; atualmente é a parte sul da Grécia. Graça a vós e paz era a saudação padrão de Paulo. Por meio dela, o apóstolo expressava suas orações para que os coríntios experimentassem o favor de Deus e o gozo resultante de terem um relacionamento com o Senhor.

1.3 — Uma palavra de agradecimento geralmente vinha em seguida à saudação da carta (v. 1,2). Bendito expressa adoração e louvor.

Paulo chama o Senhor de Deus e Pai de Cristo. Embora Jesus seja divino, como o Filho de Deus encarnado Ele dependia do Pai. Portanto, o Deus Pai era o Seu Deus. Consolação aqui significa exortação, encorajamento e ânimo. Paulo faz uso dessa palavra e de suas variantes oito vezes nos cinco versículos seguintes (v. 3-7). Este é o propósito de nossas reuniões na igreja (Hb 10.24,25) e também é o assunto do apóstolo no capítulo 7 (2 Co 7.12,13). Quando se encontram, os cristãos devem estimular uns aos outros na fé.

1.4 — Tribulação implica dificuldades e aflição. Deus não só consola Seus filhos, mas também os torna consoladores. O consolo que Deus nos concede passa a ser um dom que podemos oferecer a outros (2 Co 7.6; At 9.10-19). Nossa disponibilidade para compartilhar o consolo divino reflete a sinceridade de nossa fé (Jo 13.35).

1.5 — A tribulação (v. 4) é chamada de aflições de Cristo. Jesus sofreu ao levar sobre si nossos pecados (1 Pe 3.18) e ao servir a todos (Jo 13.1-17). Os que seguem a Cristo também experimentarão o mesmo sofrimento em seu serviço em prol do Reino (Jo 15.20), mas receberão uma recompensa, um peso eterno de glória mui excelente (2 Co 4.17).

1.6 — O exemplo de Paulo quando era atribulado estimulava os coríntios a permanecerem firmes.

1.7 — Nossa esperança acerca de vós. Todos os que tomam parte nas aflições de Cristo têm certeza da recompensa eterna.

Consolação aqui significa toda a graça, força e liberdade que Cristo concede aos Seus servos (Lc 9.23,24).

1.8 — O compromisso de Paulo para com Cristo e seu serviço não o eximiam de enfrentar problemas.

Com o termo Ásia, Paulo se referia à província romana na porção ocidental da Àsia Menor, território da atual Turquia. Não se sabe exatamente onde Paulo experimentou essa tribulação. Talvez tenha sido em Éfeso, provavelmente com o tumulto causado contra ele por Demétrio, o ourives (At 19.23-41; 1 Co 15.31,32).

1.9,10 — A sentença de morte. Paulo volta ao tema da morte e da ressurreição várias vezes nesta carta (2 Co 2.16; 4.7-14; 5.1-10; 13.4). Aqui, o apóstolo provavelmente se referia às ameaças contra sua vida que enfrentou enquanto pregava o evangelho (At 14.19,20).

1.11 — Enquanto Paulo confiava no Senhor e os cristãos coríntios oravam, Deus o libertou (v. 10). Devemos orar uns pelos outros para que sejam dadas graças a Deus. Se muitas pessoas intercederem, muitas também darão graças a Deus quando Ele responder às nossas orações. Sempre que enfrentamos dificuldades, devemos contar aos irmãos nossa situação para que eles possam orar, e Deus ser louvado. Respostas a orações sempre devem ser seguidas de louvor público, porque nosso Libertador merece nossa adoração.

1.12 — Os críticos de Paulo o acusavam de viver para seus próprios interesses egoístas (2 Co 10.2). Citavam o fato de ele não ter retornado a Corinto como evidência de sua falta de sinceridade. Por isso, Paulo inicia sua carta defendendo sua integridade (2 Co 1.12—2.4). Sabedoria carnal diz respeito aos interesses egoístas (compare com a advertência de Paulo e o exemplo de humildade de Cristo em Filipenses 2.3-8).

A sinceridade de Deus demonstrada por Paulo estava mais evidente aos coríntios do que a quaisquer outras pessoas. Ele havia passado um ano e meio entre eles (At 18.11).

1.13,14 — Os críticos de Paulo o acusavam de não estar sendo sincero em suas cartas, de escrever incentivando uma coisa e agir de modo contrário ao que exortava (2 Co 10.10). Paulo nega tais acusações. Ele cumpria de fato o que recomendava; não havia outros objetivos em suas cartas.

1.15,16 — Paulo pretendia visitar os coríntios (1 Co 16.5-7), mas não conseguiu fazê-lo. Isso levou alguns dos membros da igreja de Corinto a acusá-lo de viver de acordo com a sabedoria camal (v. 12,17).

A segunda graça era a graça da segunda visita (v. 16).

1.17 — Deliberando isso. Paulo apresenta uma pergunta retórica. Quando planejou visitar os coríntios, por acaso estaria brincando, levado por interesses próprios ou sendo inconsistente? O texto grego indica que essas perguntas esperavam uma resposta negativa. Mais adiante, Paulo explica por que mudou seus planos (2 Co 1.22—2.4).

1.18 — Antes de encerrar a defesa de sua integridade (2 Co 1.23,24), Paulo defendeu sua pregação: ela era verdadeira e confiável (v. 18-22). Nossa palavra é uma referência ao ensinamento de Paulo (v. 19).

1.19 — A pregação de Paulo não era sim e não ao mesmo tempo — não era inconsistente nem contraditória. Em vez disso, suas palavras refletiam a fidelidade de Deus, porque seus ensinos se baseavam nas Escrituras e nas doutrinas de Cristo.

1.20 — Todas quantas promessas há de Deus com relação a Cristo são verdadeiras e confiáveis: um sim.

1.21,22 — No texto grego, ungiu está relacionado a confirma. Deus confirmou o ministério de Paulo e de seus companheiros ao ungi-los. Essa unção provavelmente se refere a uma capacitação especial dada pelo Espírito Santo, semelhante à unção que João descreve em 1 João 2.20,27. Selou. O selo indica posse e segurança. O selo e a descida do Espírito Santo também estão interligados. O Espírito Santo é um penhor, uma garantia que demonstra que há mais bênçãos espirituais no futuro e que o cristão receberá a vida eterna.

1.23 — Paulo havia prometido ir a Corinto e fazer uso de sua autoridade, caso necessário, para corrigir os problemas na igreja local (1 Co 4-21). Para poupar seus irmãos do sofrimento da correção e dar-lhes oportunidade de corrigirem-se, Paulo não fora lá. Deus também é paciente conosco. Todavia, Paulo havia advertido os coríntios anteriormente de que suas fraquezas, doenças e até mesmo a morte de alguns se deviam ao fato de eles estarem rejeitando a correção (1 Co 11.30).

1.24 — Como apóstolo, Paulo tinha autoridade para disciplinar (2 Co 10.2), mas não tinha direito de manipular os coríntios.




Um comentário:

  1. Bom dia!! Muito esclarecedor o texto acima. Gostei muito. Deus abençoe.

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