2015/09/08

Significado de Êxodo 29

Significado de Êxodo 29

Significado de Êxodo 29


Êxodo 29

29.1-46 — Este capítulo é destinado às instruções para a consagração de Arão e seus filhos ao sacerdócio.

29.1 — A palavra traduzida do hebraico como santificar descreve ações que tornariam os sacerdotes diferentes, santos, e os separariam para o propósito divino: serem pessoas que se aproximam do Senhor para executarem Sua obra. A instrução de apresentar animais sem mácula nos lembra que o sacrifício não era uma oportunidade de livrar-se de um animal doente ou que não servia mais. A oferta dos melhores animais era um ato de fé e expressava agradecimento e confiança nas provisões do Senhor. Inocente, o Salvador Jesus representou o sacrifício perfeito por nossos pecados, pois Ele não possuía culpa alguma.

29.2 — Pão asmo. Como aconteceu na Páscoa (veja Êx 12.8), o uso do fermento também foi proibido nesta cerimônia. Entretanto, sua utilização era permitida nas refeições rotineiras.

29.3,4— E os lavarás com água. O banho era um luxo raro no deserto do Sinai, e o dos sacerdotes simbolizava a necessidade de estarem totalmente limpos perante o Senhor.

29.5-7 — A instrução para a mistura do azeite da unção é dada em Êxodo 30.22-33. A orientação derramarás sobre a sua cabeça foi transmitida a Moisés porque esse era um generoso gesto, celebrado tempos depois por um salmista (SI 133.2). Assim como os sacerdotes eram ungidos para o ofício sagrado, o Messias (muitas vezes chamado de o Ungido) também seria ungido para a grande obra de sacrifício ao Deus vivo.

29.8,9 — Os filhos deveriam ser vestidos após o pai. O verbo traduzido como sagrarás significa literalmente preencher a mão de alguém. A ideia parece ser de autorização. Um rei segurava seu cetro como uma indicação de poder político, assim como a mão de um sacerdote era preenchida com poder espiritual.

29.10,11 — O sacrifício do novilho aconteceria apenas após os sacerdotes colocarem suas mãos sobre a cabeça do animal. Este gesto indicava que o animal fora designado como seu substituto, recebendo sobre si os pecados dos sacerdotes. Para matar o novilho, os sacerdotes cortavam uma artéria no pescoço do animal, o que causava uma morte instantânea.

29.12 — Sangue. A aplicação do sangue nas pontas do altar pode ter sido realizada para tornar a exibição do sangue mais proeminente (Êx 12.7). Toda essa operação não se dava em uma área coberta. O sacrifício de um grande animal, ao ar livre, debaixo de sol forte e com moscas voando ao redor, era uma tarefa formidável. O restante do sangue era derramado à base do altar.

29.13,14 — Sacrifício por pecado. A queima da gordura, das vísceras, do fígado e dos rins produzia um odor acre. Entretanto, o pecado estava sendo consumido. Por isso, esses ritos são descritos como cheiro suave ao Senhor (v. 18). O resto do animal era queimado fora do arraial, pois tais partes não eram agradáveis ao Senhor (para mais informações a respeito da oferta pelo pecado, leia Lv 4).

29.15-18 — Holocausto é a tradução do termo em hebraico que pode ser compreendido como aquele que sobe (em fumaça). Arão e seus filhos precisavam oferecer sacrifícios por si próprios, assim como por seus companheiros israelitas (Hb 5.1-4). Entretanto, nenhum sacrifício foi necessário pelo Salvador, Jesus. Ele veio à terra como um sacerdote sem pecados.

A oferta queimada ao Senhor produzia um cheiro suave, expressão usada em tom irônico, pois o odor da carne queimada, da pele, dos pelos e das entranhas certamente era fétido e ativo. Contudo, por causa do benefício produzido por esse cheiro (o perdão dos pecados), o Senhor o mencionou como uma oferta de aroma agradável (veja Nm 7).

29.19-28 — Um dos mais obscuros ritos no livro de Êxodo é o uso do carneiro das consagrações. A expressão no hebraico significa o cordeiro do preenchimento, isto é, o carneiro resulta no preenchimento das mãos dos sacerdotes em sua divina tarefa (v. 9). Muitas partes desta passagem continuam, de certa forma, um mistério para nós. Contudo, compreendemos que os sacerdotes preparavam cuidadosamente esse tipo de sacrifício para adoração ao Deus santo.

2 9.19 — O termo outro carneiro se refere ao segundo dos dois carneiros mencionados no versículo 1 (compare com o primeiro carneiro, v. 15-18).

29.20,21 — Espargir o sangue nos sacerdotes significa que eles estavam inteiramente sob o sangue que reparava o pecado (Ex 12.7). É possível que o ato de aspergi-lo na orelha represente a audição da Palavra de Deus, e, no polegar da mão direita, o cumprimento da vontade do Senhor. Já a unção do dedo do pé direito pode significar a jornada e a caminhada junto a Yahweh. Não só os homens deveriam ser aspergidos com sangue e azeite da unção, mas também suas vestes. Desta forma, as belas roupas dos sacerdotes seriam consagradas ou santificadas. A morte de um animal apontava para a posterior morte de Cristo (Hb 10.1-14).

29.22-24 — Uma oferta com movimento deveria ser feita com a gordura do carneiro e com o pão asmo (descrito no v. 2). Os elementos tinham de ser erguidos e depois movidos para trás e para frente diante do altar. A oferta deixava claro que tudo acontecia em prol do Senhor, mas recebiam-se muitas bênçãos como presentes de Deus. [Para mais informações acerca das ofertas movidas, leia Lv 7.30;10.14.]

29.25 — Após esse ato simbólico (v. 22-24), a gordura e os pães asmos eram queimados como holocaustos (v. 18). Isso também é chamado de oferta queimada.

29.26 — O peito do carneiro era movido diante do altar do Senhor como gesto simbólico de dar e receber, e depois era usado pelos sacerdotes para o consumo, representando assim um presente do Senhor.

29.27 — Uma oferta de movimento e uma oferta alçada são termos gerais que representam diferentes tipos de sacrifícios. As expressões são usadas neste versículo como partes da oferta de comunhão (Lv 7.29-34). Mas elas também são empregadas para se referir à oferta especial de grãos (Nm 15.19-21) e ao dízimo (Nm 18.24-29).

29.27,28 — A palavra traduzida como oferta alçada (hb. terúmâ) significa algo que se ergueu (diante do Senhor). Outro significado é contribuição.

29.29-34 — Os sacerdotes deveriam comer a carne do carneiro das consagrações (v. 19-28) em uma refeição de celebração junto com o pão (v. 2,23) que não fora queimado. Uma pessoa de fora não podia consumir esses alimentos, nem mesmo as sobras. Tudo que não fosse comido na cerimônia tinha de ser queimado.

29.35-39 — Os ritos de consagração (v. 9) duravam sete dias. A repetição desses atos, dia após dia, enfatizava o quão necessárias eram a santidade e a fidelidade na adoração.

29.40,41 — A décima parte de um efa corresponde a aproximadamente um litro para secos (NVI); a quarta parte de um him, a uma medida entre 3 e 6 litros. As ofertas deveriam ser apresentadas de manhã e ao entardecer. Esta oferta provavelmente tinha um aroma mais agradável do que a oferta queimada do versículo 18, por causa da adição de vinho e azeite.

29.42,43 — Nesta passagem, os propósitos do tabernáculo e de suas ofertas são reiterados. Era nesse local que Deus encontrava Seu povo, falava com ele e manifestava Sua glória.

29.44 — Santificarei. A mesma ideia, de separar pessoas para servir a Deus com ofícios específicos, é apresentada no versículo 9 com a expressão idiomática do hebraico preencher a mão, traduzida no vocábulo sagrarás.

29.45 — As palavras lhes serei por Deus nos remetem ao propósito de Yahweh em Sua obra redentora e Sua gloriosa aliança com Israel (Êx 6.1-8).

29.46 — Eu sou o Senhor, seu Deus. Usando Seu nome pessoal, Deus declarou aos israelitas que Ele era o seu Deus. Ele os libertara e resgatara, a fim de que pudessem tornar-se o Seu povo, e o Senhor, seu Deus (Ex 15.2).

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