2015/09/08

Significado de Êxodo 31

Significado de Êxodo 31

Significado de Êxodo 31


Êxodo 31

31.1-11 — A importância do tabernáculo e de sua mobília era tanta que o Senhor soberanamente preparou artesãos habilidosos para realizar a tarefa de construção, e estes foram instruídos detalhadamente por Moisés. Tudo deveria ser feito de acordo com o plano que Deus mostrou ao profeta no monte (Êx 26.30).

31.2 — Chamado por nome. O Senhor agora designou especificamente o homem que seria o principal artesão do tabernáculo. O nome Bezalel (hb. besal'el) significa na sombra de Deus. Hur, o avô de Bezalel, não deve ser confundido com o companheiro mais conhecido de Arão e Moisés (Êx 17.10:24.14).

31.3-5 — E o enchi do Espírito de Deus. Esta maravilhosa expressão indica a obra do Espírito Santo nos tempos do Antigo Testamento. Temos familiaridade com a frase ficar cheio do Espírito Santo, que se revelou pelos discípulos no Pentecostes (At 2) e trouxe à existência a nova comunidade de fé, a Igreja. Entretanto, sempre negligenciamos a obra do Espírito entre os israelitas. Passagens como esta nos ajudam a ver a continuidade do trabalho de Deus entre Seu povo ao longo das gerações.

Neste caso, o Espírito concedeu poderes e dons únicos às pessoas encarregadas de moldar e construir o tabernáculo, beneficiando o santo e maravilhoso Deus. A ocorrência sequencial das palavras sabedoria, entendimento, ciência e invenções é similar à dotação em sete vezes do Espírito ao Rei vindouro (Is 11.2). Esse acúmulo de termos aparece no trecho em análise para destacar aos leitores a extrema importância da inclinação artística do tabernáculo, que demandou pessoas muito capacitadas e habilidosas investidas de poder único pelo Espírito Santo para o desempenho de suas tarefas.

31.6 — O nome do principal assistente de Bezalel, A oliabe, significa tenda do Pai (hb. 'oholi'ab). Ele descreve aquele que vive próximo a Deus, o Pai de Seu povo (Êx35.34;36.1,2;38.23), ao qual se aplica a declaração tenho dado sabedoria ao coração. Na verdade, era o espírito da sabedoria falado em Êxodo 28.3 ou o Espírito de Deus, na sabedoria em Êxodo 31.3. Tal conhecimento era o dom divino que capacitava os artesãos para realizar suas santas tarefas.

31.7-11 — Todas as instruções específicas a respeito dos elementos que comporiam o tabernáculo foram transmitidas para que os dois homens e seus muitos subordinados pudessem segui-las. O fato maravilhoso a contemplar é que eles tinham de executar essas tarefas não só se baseando em seu próprio talento (o dom dado por Deus), mas também na presença do Espírito de Deus trabalhando neles. Assim, o Espírito de Deus (v. 3) se preocupa com a vida das pessoas perante o Senhor e com os objetos separados para a adoração ao Deus vivo. Portanto, os artesãos (Êx 35.25) foram revestidos de poder pelo Espírito Santo para produzir as peças instruídas pelo Senhor.

31.12-18 — Esta é uma passagem importante em Êxodo, pois foca na aliança de Yahweh com Israel no monte Sinai (Êx 19.5,6;24-l-8;34.27,28). A grande contribuição destes versículos é esclarecer o papel do sábado (Shabat) como um símbolo especial do concerto.

31.13,14 — A expressão meus sábados nos lembra que a separação do sábado para cultuar o Senhor foi uma ideia dele, e não uma invenção humana. Portanto, esses dias deviam ser mantidos em honra a Deus (Is 1.10-15), como um sinal, um lembrete, um memorial ou símbolo da aliança entre o Altíssimo e Seu povo perante as gerações vindouras.

O Sábado reservado para adorar o Todo-poderoso distinguia Israel de seus vizinhos pagãos, conceito este reforçado pela frase: para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. A finalidade do Shabat não era o descanso recreativo, mas sim a adoração a Deus. Aqueles que desconsideravam esse dia especial abriam caminho para a sua própria destruição, conforme a sentença será extirpado.

31.15-17 — Nesta passagem o sábado é declarado como um sinal perpétuo entre o Senhor e Israel. A ideia da separação desse dia pode ser encontrada no padrão utilizado na criação: seis dias de trabalho e um dia de descanso.

31.18 — Quando acabou de falar. Este versículo dramático lembra o leitor de que toda a seção, que começa em Êxodo 25.1, é um relato do divino encontro que Moisés viveu no monte (Êx 24.18;25.1). Quando o profeta retornou para o povo, ele escreveu o que ouvira e vira. O Espírito de Deus o guiou para se lembrar dos maravilhosos e complexos detalhes, das ideias e dos conceitos da sagrada adoração.

As duas tábuas de pedra, objetos similares aos usados nos antigos tratados, continham os Dez Mandamentos em cada uma delas. Ambas deveriam ser mantidas juntas perante o Senhor em Seu santo tabernáculo. A pedra enfatizava a pétrea Palavra de Deus. O dedo de Deus é um forte antropomorfismo (a atribuição de forma ou caráter humano a Deus) que sublinhava a divina origem da Lei.

Estudiosos de religião debatem há muito tempo acerca das ideias religiosas de Israel e de sua inigualável contribuição à civilização, colocando esse povo no mesmo patamar dos gregos, que desenvolveram a filosofia, e dos romanos, que mostraram uma genial organização e a grande construção de um império. Entretanto, essas comparações não vão ao encontro do objetivo das Escrituras. A Bíblia não fala de um povo genial, mas sim do dedo de Deus. Os Dez Mandamentos não foram um produto do ser humano, mas uma revelação do Senhor.

Índice: Êxodo 1 Êxodo 2 Êxodo 3 Êxodo 4 Êxodo 5 Êxodo 6 Êxodo 7 Êxodo 8 Êxodo 9 Êxodo 10 Êxodo 11 Êxodo 12 Êxodo 13 Êxodo 14 Êxodo 15 Êxodo 16 Êxodo 17 Êxodo 18 Êxodo 19 Êxodo 20 Êxodo 21 Êxodo 22 Êxodo 23 Êxodo 24 Êxodo 25 Êxodo 26 Êxodo 27 Êxodo 28 Êxodo 29 Êxodo 30 Êxodo 31 Êxodo 32 Êxodo 33 Êxodo 34 Êxodo 35 Êxodo 36 Êxodo 37 Êxodo 38 Êxodo 39 Êxodo 40

2 comentários:

Crismacleiton disse...

Belo estudo da palavra de Deus

Missionária Cleide Rodrigues Cleidinha disse...

Deus nos chama pelo nome, Aleluias :)

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