2015/09/08

Significado de Êxodo 32

Significado de Êxodo 32

Significado de Êxodo 32


Êxodo 32

32.1-35 — A história da adoração dos israelitas ao bezerro de ouro revela a falta de fé do povo e a infinita misericórdia de Deus. Mesmo que os hebreus tivessem quebrado em tão pouco tempo a promessa de obedecer-lhe, o Senhor perdoaria seus pecados.

32.1 — A infame história começa em um nível completamente humano. A prolongada ausência de Moisés (Êx 24.18), expressa na sentença vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, e o ambiente fisicamente hostil no qual ele desaparecera (Êx 24.9-17) levaram o povo a pensar o que poderia ter acontecido com o profeta para que não tivesse retornado. Apesar de os hebreus serem os remidos de Israel (Êx 12; 14.31), eles buscaram outros deuses, pois estavam preenchidos por um sentimento de desencorajamento.

O mais chocante se dá quando descobrimos o papel que Arão teve nessa situação. Aparentemente, ele também não tinha mais esperanças de que seu irmão voltasse. Moisés sumiu por 40 dias. Sendo assim, concluímos que as pessoas começaram a perder a paciência antes desse período e a pedir não pelo verdadeiro Deus, mas por outros deuses, o que se verifica no clamor faze-nos deuses. A produção dos ídolos deve ter levado certo tempo.

A inquietação e a revolta dos israelitas é traduzida na expressão este Moisés, um modo sarcástico, mordaz e degradante de falar. O que se pode concluir disso? Seria possível que toda a comunidade tivesse se voltado contra o profeta? Ou então que os desconfiados e os descrentes, que estavam no meio do povo, aproveitaram-se da situação para espalhar o mal? Também devemos considerar a possibilidade de uma hostilidade espiritual — forças invisíveis e desconhecidas disseminaram a perversidade entre o povo de Deus. Estêvão faz alusão a esse evento quando fala: em seu coração, se tomaram ao Egito (At 7.39,40).

32.2,3 — Os pendentes de ouro faziam parte do tesouro trazido do Egito e deveriam ser usados para a construção do tabernáculo (Êx 35.20-29).

32.4 — O bezerro de fundição era um abominável símbolo de adoração. A vaca e o boi eram adorados no Egito, e o boi era uma forma corpórea conhecida do deus Baal em Canaã. A declaração estes são teus deuses sugere que a adoração ao Senhor tinha sido misturada com os símbolos de Baal e de outros deuses da fertilidade. Assim, Arão se fez líder para que os hebreus violassem os três primeiros mandamentos: eles se curvaram a outro deus além do Senhor, fizeram uma imagem para cultuar e usaram o nome de Deus em uma falsa adoração (v. 5). Deus dissera repetidamente que Ele, e somente Ele, libertou os israelitas do Egito (Êx 20.1,2;29.45,46), um acontecimento que todos testemunharam.

32.5 — Festa ao Senhor. A apostasia nos cega para o fato de que rejeitamos Deus.

32.6 — A adoração expressa neste texto envolvia sacrifícios provavelmente combinados com atos sexuais profanos. As palavras levantaram-se a folgar sugerem essa ideia. [Veja Êx 34-12-16 para saber mais detalhes a respeito de tais práticas cananeias, que Israel foi proibida de seguir.]

32.7,8 — O Senhor alertou Moisés sobre o pecado que Israel estava cometendo. No hebraico, o termo shahat, que nesta passagem se refere à expressão se tem desviado do caminho, significa desvirtuar ou arruinar. Foi usado também para descrever a ruína da humanidade que provocou o dilúvio (Gn 6.12).

32.9Povo obstinado. Esta é a primeira ocorrência dessa triste expressão, que alude à teimosia do povo em recusar-se a seguir os caminhos de Deus (Êx 33.3,5;34.9; Dt 9.6,13; 10.16).

32.10 — As palavras de Deus neste momento se tornaram aterradoras. Ele ameaçou destruir toda a nação e começar de uma nova maneira com Moisés (Nml4-11,12).A declaração fez com que o profeta intercedesse a favor do povo pela misericórdia divina (v. 11-13).

32.11-13 — Moisés usou três principais argumentos para, em sua intercessão, abrandar a ira do Senhor. (1) A libertação dos israelitas do Egito foi obra do Senhor. Como Ele poderia abandoná-los agora? (2) Os egípcios ouviriam a sentença sobre os hebreus e chegariam à conclusão de que, no final, o Egito triunfou. (3) A aliança fora estabelecida muito antes do juramento divino. Como Deus poderia revogar Sua promessa agora? Podemos ver claramente a humildade do profeta, sua compaixão pelo povo e seu zelo pela glória e honra do Senhor.

32.14 — Então, o Senhor arrependeu-se. Neste versículo está um maravilhoso exemplo da interação entre uma intercessão com fé e o propósito do Senhor. Deus tinha a intenção de poupar Israel. Contudo, Ele incluiu Moisés no processo ao fazer com que ele orasse pela consequência justa e correta. O Senhor usa nossas orações combinadas com Suas próprias determinações para fazer com que Sua vontade seja feita.

32.15,16 — As duas tábuas do Testemunho são as tábuas da aliança ou as tábuas dos Dez Mandamentos (Êx 31.18).

32.17 — Josué acompanhou o profeta até, pelo menos, certa parte da jornada ao monte Sinai (Êx 24.13,14). Ao que tudo indica, enquanto Moisés estava sozinho com Deus, Josué permaneceu por perto. De onde estava, ele foi a primeira pessoa a ouvir a adoração ao bezerro de ouro, e transmitiu a alarmante informação a Moisés.

32.18 — A resposta de Moisés às palavras de Josué se dá em um poema de três versos. Neste, o termo alarido, que aparece três vezes, também é traduzido como canto (N VI) e som (NVI), e soa muito semelhante à palavra traduzida como canções. Moisés sabia que o som das canções só poderia significar problema. Visto que ele não deixara nenhuma instrução acerca da adoração a Deus, o povo se sentiu inclinado a adorar outros deuses. O interessante, entretanto, é que o termo canções estava associado, no pensamento de Moisés, à adoração.

32.19,20 — Em sua grande ira, Moisés jogou as tábuas no chão. Este gesto, altamente simbólico, indicava que a Lei tinha sido quebrada pelas ações do povo. Depois, o profeta destruiu o bezerro, até virar pó, e, por fim, fez os filhos de Israel beberem seus resíduos misturados à água.

32.21-24 — Moisés se dirigiu a Arão querendo saber como a situação chegara ao ponto em que estava. A medíocre resposta do sacerdote nos faz lembrar a sofrível justificativa de Adão a Deus em Génesis 3.12. Arão lançou a culpa sobre o povo, em vez de admitir sua própria cumplicidade nesse terrível pecado.

32.25 — Apesar do retorno de Moisés, algumas pessoas permaneceram despidas para a vergonha, talvez se deixando levar pelo cego comportamento de adoração a Baal (Nm 25).

32.2 6 — Quem é do Senhor. Os primeiros a responderem ao chamado de Moisés foram os homens da tribo de Levi, um ato que os aproximou ainda mais do culto ao Senhor.

32.27,28 — Moisés mandou os levitas matarem todos aqueles que estavam comprometidos com o mal (provavelmente com a degeneração sexual, conforme Nm 25). Era bastante doloroso para um levita matar seu irmão, seu amigo, seu próximo. Mas os perversos, mesmo sendo pessoas próximas ou parentes dos sacerdotes, tinham de ser executados, a fim de que todo o arraial não sofresse com o julgamento divino.

32.29 — Consagrai [...] ao Senhor. Todo o povo tinha de voltar-se completamente para o Deus vivo, a fim de que Ele o recebesse novamente e o abençoasse.

32.30,31 — O terrível pecado do povo tinha de ser expiado. Moisés esperava fazer a propiciação pelo mal que as pessoas haviam cometido.

32.32,33 — Riscarei eu do meu livro. Este é o momento mais tocante na liderança de Moisés sobre os israelitas. Como Paulo, muitos séculos depois, ele pediu para ser amaldiçoado, pois assim talvez pudesse levar a salvação a seu povo (Rm 9.3). A oferta de Moisés não pôde ser aceita. Mas, seu gesto abnegado também nos remete ao sacrifício de Jesus, pois Deus o aprovou como a expiação de todos os pecados de cada geração da humanidade (Mc 10.45). Nesta passagem, meu livro é o Livro da Vida (SI 87.6; Ap 3.5).

32.34 — Deus promete que Seu Anjo (Êx 23.20-23) continuaria a conduzir o povo, mas, junto a essa declaração, está uma solene ameaça de punição: o Senhor visitaria nos israelitas o pecado deles. A expressão que informa quando isso ocorreria, no dia da minha visitação, pode fazer referência ao Dia do Senhor, proclamado tempos depois pelos profetas (J1 2; S f 1).

32.35 — Não está muito claro se o Senhor feriu o povo depois da oração de Moisés ou se esta passagem faz referência ao julgamento que Deus já havia enviado sobre as pessoas (v. 26-28). É possível que aluda a ambas as punições do S e nhor: por este pecado em particular e pelas pragas posteriores que recairiam sobre os israelitas no deserto à medida que eles continuassem a desobedecer a Deus.

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