2015/09/08

Significado de Êxodo 33

Significado de Êxodo 33

Significado de Êxodo 33


Êxodo 33

33.1—34.35 — Após toda a situação descrita no capítulo 32, Deus, em Sua infinita misericórdia, renova a aliança feita com os israelitas. Na Bíblia em hebraico, o ponto principal não é exibir a ira de Deus, como muitas vezes se supõe, mas a misericórdia do Senhor, que ilumina a escuridão da desobediência das pessoas, e Sua graça, que supera o desespero causado pelas dúvidas de Seu povo.

33.1 — Ao dizer a palavra de ordem vai, o Senhor estava comunicando a Moisés que o tempo de rumar a Canaã havia chegado. [Para mais informações sobre a aliança de Deus com Abraão e Isaque, mencionada pela forma verbal jurei, leia Gênesis 12.7; 15.13-21 ;22.15-18.]

33.2 — A expressão lançarei fora traduz uma linguagem similar à usada em Êxodo 23.28 para se referir aos vespões.

33.3,4— Deus anunciou que não iria com o povo porque este era muito obstinado. Assim, a promessa de chegar a Canaã foi obscurecida pelo afastamento do povo da presença de Deus. A ordem de seguir em frente sem a companhia do Senhor foi uma declaração que nenhum israelita queria ouvir, expressa nesta passagem como má notícia.

33.5,6 — A sentença se um momento eu subir no meio de ti sugere que a ameaça de julgamento ainda era real. Neste sentido, Deus ordenou aos filhos de Israel que tirassem seus atavios, pois estes estavam associados à idolatria do bezerro de ouro (Êx 32.2,3). Sua retirada era um símbolo de arrependimento genuíno e renovação.

33.7 — E tomou Moisés a tenda [...] e chamou-lhe a tenda da congregação. Moisés mudou sua tenda para o lado de fora do acampamento, um gesto que simbolizava a retirada do Senhor do meio de Seu povo. O profeta a chamou tenda da congregação ou tenda do encontro (nvi), onde ele se encontrava com o Deus vivo. Todo aquele que buscasse ao Senhor, isto é, a pessoa que precisasse de uma decisão divina, consultaria o profeta em sua tenda afastada do centro do arraial.

33.8 — Todo o povo se levantava, e cada um ficava em pé. Em contraste com a perversidade anterior, o povo agora respondia reverentemente ao Deus vivo. Somente o profeta podia aproximar-se do Senhor, mas aqueles que estavam por perto podiam retribuir à distância com respeito e adoração.

3 3 .9 — A coluna de nuvem é a mesma que guiou os israelitas para fora do Egito (Êx 13.21,22; 24.15,16). Ela descia, punha-se à porta da tenda, e o Senhor falava com Moisés. Os verbos em destaque indicam uma personificação da coluna.

3 3.10 — Vendo todo o povo [...] inclinavam-se. As pessoas não podiam aproximar-se de Deus da mesma forma que Moisés fazia. O profeta falou com o Senhor como uma pessoa normal faz com um amigo. À distância, o povo observava a coluna e reconhecia a presença divina. Os israelitas o adoravam inclinando-se em direção ao solo. Este versículo é bastante cuidadoso ao dizer que as pessoas mantinham certa distância. Somente Moisés se aproximava da coluna, que era a presença de Deus.

33.11 — E falava o Senhor. A correlação entre a coluna e o Senhor agora é inconfundível. Neste versículo, pelo termo seu servidor, podemos vislumbrar novamente (Êx 17-9;24-13;32.17) o importante homem de Deus que Josué se tornaria como o sucessor de Moisés. A palavra traduzida como servidor nesse contexto não quer dizer escravo, mas um auxiliar, um ministro, aquele que faz o serviço espiritual.

33.12-33 — Moisés ora por uma experiência maior com Yahweh. Esta passagem se divide em duas seções: (1) Moisés pede a presença de Yahweh junto a Seu povo e a si mesmo (v. 12-17). (2) Moisés solicita um incomum encontro com o Deus vivo como um marco de Seu relacionamento especial com ele (v. 18-23).

33.12 — A mensagem que o Senhor deu a Moisés e a Seu povo, registrada no início do capítulo (v. 1-3), perturbou o profeta. Assim, ele pede a Deus que garanta a Sua presença na aventura de fé que todos estavam experimentando. Quem hás de enviar foi uma forma indireta de solicitar a companhia do Senhor durante o trajeto.

33.13 — As palavras o teu caminho fazem referência, neste contexto, à presença do Senhor entre os israelitas. Usando o termo teu povo, Moisés lembrava a promessa de Deus de fazer Israel o Seu povo (Ex 6.1-8). E provável que esse argumento tivesse o intuito de obter a compaixão divina para os hebreus.

33.14-16 — Em hebraico, minha presença significa literalmente minha face. Esta extraordinária promessa da presença de Deus entre Seu povo foi por fim cumprida em Jesus, Deus feito homem. O Senhor estaria com os israelitas para fazê-los descansar, ou seja, para lhes dar Canaã, onde a conquista terminaria. Nem tudo poderia ser desfrutado pelos israelitas. Moisés ainda ousou dizer que a presença do Senhor entre Seu povo era a única condição aceitável para continuarem avançando. Apenas a presença de Deus demonstraria aos povos vizinhos que a libertação do Egito fora mesmo uma obra misericordiosa de Deus.

33.17 — A graça de Deus vinha acompanhada pelo zelo de Moisés para com as coisas divinas e pelo íntimo conhecimento que o profeta tinha de Yahweh, representado na expressão e te conheço por nome.

33.18 — A palavra glória transmite uma ideia de peso importante e significativa (Ex 16.7,10;24.16,17;40.34,35). Neste versículo, espantosamente, Moisés pede uma sensação ainda maior da presença divina do que qualquer outra pessoa já tenha experimentado.

33.19 — Surpreendentemente, o Senhor respondeu de forma positiva. Neste sentido, o termo minha bondade se refere às maravilhas de Deus, aos Seus atributos, ao Seu mérito essencial e à Sua majestade. Tudo isso seria demonstrado a Moisés e aos israelitas, pois o nome do Senhor, ou seja, a expressão de Sua pessoa, de quem Ele é, seria apregoado.

Portanto, pode-se concluir que a soberania divina é superior aos ajustes do Senhor para com as pessoas, o que se verifica na declaração terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Deus pode fazer o que Ele quiser. Contudo, em Sua infinita misericórdia, Ele respondeu ao apelo de Moisés. Que grande presente é este: o Criador do universo cedendo ternamente ao audacioso pedido de Seu servo (SI 40.1).

33.20 — Não poderás ver a minha face. Não podemos sequer começar a descrever o que Moisés experimentou neste dramático encontro. Deus é Espírito (Jo 4.24). Qualquer contato com o Deus vivo requer que Ele entre em nossa finita esfera de espaço e tempo. O que quer que Moisés tenha experimentado foi apenas uma ínfima parte de uma coisa infinitamente majestosa! A linguagem humana é simplesmente muito limitada para expressar os mistérios que esses versículos apresentam. Quanto ao termo minha face, este foi anteriormente traduzido como minha presença (v. 14).

33.21 — Este lugar é comumente interpretado como uma fenda na pedra que forma o monte Sinai. Quão adequado foi Moisés estar em uma rocha na presença de Deus, pois de fato o Senhor era sua Rocha (Dt 32.4).

33.22,23 — O uso das palavras mão, costas e face é um antropomorfismo, uma maneira de descrever Deus, que é Espírito, em termos comuns relacionados ao homem. O objetivo destes versículos é bastante claro. Moisés veria algo maravilhoso, mas não tão grandioso quanto a face de Deus, pois isso tiraria sua vida. Esta grande revelação é descrita em Êxodo 34.5-9.

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