2015/09/08

Significado de Êxodo 34


Significado de Êxodo 34

Significado de Êxodo 34


Êxodo 34

34.1 — A ordem para lavrar duas tábuas de pedra é uma demonstração da grande misericórdia divina. Apesar da situação provocada pelo povo no momento em que Deus estava instruindo Moisés a respeito da adoração e do tabernáculo, o Senhor deu aos israelitas uma nova oportunidade. Mais uma vez, Ele os orientaria acerca do caminho idôneo.

34.2 — A misericórdia de Yahweh é vista em sua aquiescência ao pedido de Moisés por uma experiência ainda mais próxima do que a que o profeta tinha com o Deus vivo.

34.3,4 — Como na preparação do povo no capítulo 19, o aviso para ninguém subir ao monte com o profeta foi feito com o propósito de proteger os desatentos ou os curiosos que morreriam caso pisassem no solo sagrado.

34.5 — Como no capítulo 19, este versículo descreve uma epifania: a aparição do Senhor em uma grande descida ao encontro do ser humano. Como nas outras vezes (Êx 33.9-11), o povo viu a nuvem, a qual Moisés sabia que era o símbolo visível do Deus vivo perante ele. O Senhor proclamou Seu nome a Moisés, expressando Seu caráter, Suas maravilhas e Sua misericórdia.

34.6 — O verbo traduzido do hebraico como passar ('abar, cruzar) é o mesmo verbo que descreve a jornada de Abraão por Canaã (Gn 12.6). Provavelmente o nome Abraão é derivado desse verbo. Neste versículo o termo fala do “movimento” do Senhor perante Moisés. A medida que o Senhor passava por Moisés, Ele proclamava o sentido de Seu nome Yahweh (Êx 3.14,15), revelando Seu gracioso caráter de uma forma inesquecível. De fato, este texto é a base para a compreensão do caráter de Deus. As palavras misericordioso e piedoso transmitem a ideia de um Deus predominantemente gracioso. A expressão tardio em iras, de acordo com o conceito no idioma hebraico, significa que Deus demora a enfurecer-se. Em outras palavras, diríamos que Ele é paciente. No tocante à Sua beneficência, o termo no hebraico correspondente a este vocábulo significa amor leal. Como última característica do S e nhor mencionada neste trecho, a verdade encontra como equivalente o termo que transmite a ideia de fidelidade, autenticidade e constância. Quando o Evangelho de João apresenta Jesus como a Palavra, há a celebração do fato de que Ele é cheio de graça e de verdade Qo 1.14,17). Desta forma, João ecoa as palavras desta passagem. Segundo o apóstolo, ver Jesus é ver o Pai (Jo 1.18).

34.7,8— Milhares [...] terceira e quarta geração. Esta expressão nos lembra das palavras de Êxodo 20.5,6, mas a ordem aqui é trocada com finalidade enfática. O fato é que Deus prefere mostrar Sua beneficência a revelar Sua ira. Contudo, Sua ira também é real (Êx 32.34,35; SI 90.11).

34.9 — O clamor expresso na sentença vá agora o Senhor no meio de nós indica que Moisés ainda estava pedindo pela reversão do julgamento que Deus anunciou em Êxodo 33.1-3. O Senhor respondeu a essas requerentes palavras restaurando a aliança com Israel (v. 10-28).

34.10,11 — Com a declaração faço um concerto, o versículo 10 introduz a renovação da aliança. A mensagem é completada nos versículos 27 e 28. Concomitante ao anúncio do concerto está a promessa de que o povo veria maravilhas (hb. nôra, de yare', verbo que significa temer), isto é, a conquista de Canaã. A extrema recusa de Israel em obedecer ao comando divino e conquistar a terra (Nm 13; 14) deve ser vista à luz dessa extraordinária promessa (Dt 4-32-40).

34.12 — Não faças concerto com os moradores da terra aonde hás de entrar. Israel foi proibido de fazer acordos com os povos vizinhos. Em vez disso, os israelitas teriam de destruir aquelas nações, a fim de que não fossem arruinados pelas perversas ideias e pela falsa religião dos cananeus. Os próximos versículos (v. 13-16) repetem algumas das características principais da aliança de Deus com Seu povo. Estes são os comandos que Israel abandonaria tão rapidamente.

34.13 — Altares (Êx 23.24) e estátuas eram símbolos que focavam a sexualidade. As últimas eram representações de Aserá, a deusa da fertilidade dos cananeus (conhecida pelos gregos como Astarote).

34.14 — A expressão diante de outro deus é uma reiteração do segundo mandamento (Êx 20.3).

34.15 — Infelizmente, é provável que a expressão não se prostituam não tenha sido apenas uma figura de linguagem. A infidelidade ao Senhor era frequentemente manifestada em ritos sexuais que envolviam a prostituição cultual (de homens e mulheres), o ato de uma suposta união com Baal, Aserá e outras divindades pagãs. No alerta presente neste versículo, Deus adverte o povo do perigo da influência cananeia, chamando a atenção de Israel com a proibição nem comas dos seus sacrifícios. Este ato alude à festa do amor que precedia à orgia, similar ao episódio com o bezerro de ouro (Êx 32.5,6,19,25).

34.16 — Tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos. A proibição de Deus acerca do casamento entre Seu povo e os demais não era uma questão de preconceito. A influência das práticas religiosas imorais por aqueles que não seguiam ao Senhor era sutil, persuasiva e contínua. Uma união desse tipo consistia no caminho mais rápido para a corrupção, a falsa religiosidade e o comportamento torpe.

34.17 — Israel já tinha, de fato, pago o preço por fabricar deuses de metal.

34.18 — O termo Festa dos Pães Asmos remete às instruções de Êxodo 12.15-20;23.15.

34 .1 9 ,2 0 — A lei do primogênito pode ser encontrada em Êxodo 13.2;22.29,30.

34.21 — O estatuto do sábado é repetido em Êxodo 20.8-ll;31.12-18.

34.22-24— As instruções concernentes às três festas anuais são comentadas em Êxodo 23.14-17. A fiel participação nessas celebrações estava ligada à promessa de Deus no versículo 24, que tinha por finalidade preservar as pessoas na terra.

34.25-27 — No texto em hebraico, a estrutura gramatical usada para expressar o comando escreve estas palavras dá uma conotação de ordem oficial (veja o comentário em Êx 17.14;24.4). Tal expressão pode ser parafraseada como: “Escreva !”, isto é, “Faça você!” Este é o concerto de Yahweh com Israel no monte Sinai (algumas vezes chamado de aliança mosaica; veja os comentários em Êx 19.5,6;24.1-8;31.12-18;34.10). O escrito de Moisés nestes versículos é um notável atestado da verdade bíblica.

34.28 — O período de quarenta dias e quarenta noites se equiparou à anterior jornada no Sinai (Êx 24-18). Durante esse tempo em que Moisés esteve com Deus, não comeu pão, nem bebeu água. Um indivíduo pode sobreviver sem comida por algumas semanas, mas ninguém sobrevive sem água por mais de quatro ou cinco dias. Moisés não bebeu nenhum tipo de líquido por 40 dias. Logo, sua sobrevivência foi um milagre do Senhor. È possível que o profeta tenha estado em uma “esfera” celestial durante esse longo período? Não sabemos. Somente temos certeza de que o S e nhor manteve Seu servo vivo de alguma forma! Então, Ele escreveu [...] os dez mandamentos, que eram novamente equivalentes às palavras do acordo. O Escritor foi o próprio Senhor (Êx 31.18; 32.15,16; 34.1,4).

34.29-35 — Seu rosto resplandecia. Uma das mais maravilhosas descrições bíblicas é a de que a face de Moisés brilhava. Sua proximidade à presença do Senhor transformou sua aparência (2 Co 3.7-18).

34.30 — As pessoas tiveram medo de aproximar-se de Moisés. Com tudo o que elas haviam visto e ouvido, tinham suas razões para estarem cautelosas.

34.31,32 — Moisés procurou acalmar o medo das pessoas e transmitir os mandamentos que o Senhor o havia mandado proclamar.

34.33-35 — O véu que Moisés usou ocultava sua face resplandecente. Esse brilho sobrenatural era realçado em cada subsequente encontro com o Senhor. Paulo ensinou que Moisés usou o véu por causa do resplendor de seu rosto, um sinal de glória imperfeita (2 Co 3.7,13).

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