2015/09/08

Significado de Êxodo 9

Significado de Êxodo 9

Significado de Êxodo 9


Êxodo 9
9.1,2 — Assim diz o Senhor, o Deus dos hebreus. Deus se identificou vigorosamente como o Deus dos hebreus, exatamente como Ele falou que teria de ser (Ex 3.18). Na primeira vez em que Moisés falou ao faraó em nome de Deus, foi repelido (Êx 5.1-9). Nas ocasiões posteriores, Deus revelou ao rei do Egito o poder de Seu nome (Êx 6.2-8; 7.16).

9.3 — Uma pestilência gravíssima recairia sobre os rebanhos egípcios e arruinaria a economia, bem como o suprimento militar daquela nação.

9.4 — E o Senhor fará separação. O mesmo verbo separar é usado em Êxodo 8.22 (Êx 11.7). Dos hebreus, nenhum animal morreria. Os milagres do Senhor nas primeiras nove pragas acontecem no tempo exato, com a intensidade necessária, e afetam somente pessoas, animais e bens egípcios. O rebanho destes morreria, enquanto o dos hebreus continuaria a viver.

9.5 — E o Senhor assinalou certo tempo [...] amanhã... Exatamente como foi dito, a praga começou no prazo determinado. O tempo exato do início das pragas, assim como o momento em que cessaram, foi um detalhe importante que assinalou o controle total e o poder de Deus para fazer acontecer tudo o que predisse, no tempo determinado por Ele.

9.6,7 — E o Senhor fez esta coisa no dia seguinte. Com a quarta praga (Êx 8.24), o Senhor fez acontecer o que prometera. O faraó enviou homens para confirmar que os animais dos hebreus haviam sido poupados desta catástrofe. Mesmo assim, o coração do rei do Egito se endureceu (Êx 3.19; 4.21; 5.2; 7.3,13,14).

9.8 — Então, disse o Senhor a Moisés e a Arão. Esta é a segunda praga que se abateu sobre o povo egípcio sem nenhum tipo de aviso prévio (Êx 7.15). Tomai os punhos cheios da cinza do forno, e Moisés a espalhe para o céu diante dos olhos de Faraó. O ato simbólico de Moisés de espalhar cinzas diante dos olhos do faraó indicaria que a deflagração da sarna e as úlceras produzidas não eram mera coincidência. De fato, a praga seria enviada pelo Senhor.

9.9,10 — Não está claro no texto se os hebreus foram poupados da praga das úlceras — como acontecera nas pragas anteriores — , mas é bastante razoável pensar que sim (Êx8.22; 9.4,26; 10.23; 11.7). Exatamente como na quarta praga (Êx 8.24) e na quinta (Êx 9.6), não há menção do uso da vara de Moisés em relação à praga das úlceras (Êx 7.20).

9.11 — A referência aos magos (Êx 7.11) neste versículo é quase cômica. Eles eram tão “poderosos”, mas mesmo assim ficaram com o corpo coberto de feridas.

9.12 — Endureceu o coração do Faraó. Veja o comentário em Êxodo 3.19; 4.21; 5.2; 7.3,13,14.

9.13,14 — A frase sobre o teu coração sugere uma intensidade crescente nas pragas (capítulos 11 e 12), as quais tinham um objetivo claro: para que saibas que não há outro como eu em toda a terra. Deus está além de toda e qualquer comparação (Êx 8.10). Ele é diferente de todos os supostos deuses do Egito, os quais estavam agora sob Seu ataque pessoal.

9.15 — Porque agora tenho estendido a mão, para te ferir a ti e ao teu povo com pestilência e para que sejas destruído da terra. O Senhor aponta para o fato de que Ele já poderia ter destruído o obstinado faraó desde o começo, mas deu-lhe tempo para ele se arrepender e evitar a destruição.

9.16 — Mas deveras para isto te mantive, para mostrar o meu poder em ti e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. O Senhor usou a obstinação do faraó (Êx 4.21) para: (1) demonstrar o Seu poder e (2) fazer com que Seu nome fosse proclamado em toda a terra (Êx 10.2; Rm 9.17,18). O rei do Egito não era apenas um perverso ditador que controlava uma nação poderosa. Ele era um homem maligno, impiedoso, injusto que ousou contrariar Deus e autoproclamar-se um deus. O julgamento do Senhor sobre ele era uma resposta apropriada para desmascarar esta fraude.

9.17 — A frase tu ainda te levantas contra meu povo alude à soberba do faraó. Aqui, o governante egípcio estava agindo de maneira similar ao rei de Tiro (Ez 28.1-10) e a Satanás, a quem o rei de Tiro foi igualado (Ez 28.11-19).

9.18 — Eis que amanhã, por este tempo. Um grande ponto na narrativa das dez pragas é sua inserção e cessação no tempo certo (Êx 7.20; 9.5).

9.19-21 — Deus estava julgando faraó, mas isso não quer dizer que Ele fosse impiedoso. O Senhor poderia ter destruído o rei do Egito e os egípcios desde o primeiro momento (v. 15), porém, Ele não o fez. Deus também poderia ter enviado cada uma das pragas sem qualquer tipo de aviso; entretanto, na maioria dos casos, Ele notificou o futuro acontecimento às pessoas (Êx 7.16). Antecipando a catástrofe iminente, Ele permitiu aos egípcios que recolhessem seus rebanhos, a fim de poupá-los da destruição. Até mesmo alguns membros da corte egípcia agora temiam o Senhor.

9.22-25 — A linguagem neste trecho é detalhada, repetida e completamente amedrontadora. Ouvimos, de tempos em tempos, histórias a respeito de chuvas de granizo com pedras do tamanho de bolas de tênis que caíram do céu. Pelo que é dito aqui, nunca houve uma chuva tão terrível como a descrita neste trecho. A vara usada aqui é a mesma que foi mencionada pela primeira vez em Êxodo 4.1-8 (Êx 4.20; 7.9; 8.5,16; 10.13,22; 14.16; 17.5,9). A saraiva, aludida nesta passagem, era os raios (Lv 10.2; 1 Rs 18.38; SI 78.48).

9.26 — A exclusão da terra de Gósen das pragas fazia parte do milagre (Êx 8.22; 11.7).

9.27,28 — A resposta do faraó foi mais flexível, após ele constatar os estragos da terrível tempestade enviada por Deus. Para um homem com tamanho orgulho, dizer esta vez pequei foi uma impressionante admissão. Da mesma forma que deve ter sido custoso ele confessar que, diferente dele, o Senhor é justo. Compare esta resposta àquela que ele deu a Moisés em Êxodo 5.2. Mas, infelizmente, este reconhecimento não levaria o faraó a mudar de atitude. Ele até reconheceria isto novamente (Êx 10.16,17), apenas para ver-se livre de mais uma praga.

9.29 — Estenderei as mãos ao Senhor. Isto é um gesto de oração (SI 134.2) ligado aqui a um pedido (Êx 9.28; 8.8). O objetivo era claro: para que o faraó reconhecesse que a terra é do Senhor (SI 24.1).

9.30Sei que ainda não temereis. Moisés enxerga além da superficialidade do faraó. O arrependimento deste não era sincero.

9.31,32 — Como em Canaã (Rt 1.22; 2.23), a cevada era a primeira das plantações a ser colhida no final da primavera. O trigo seria colhido no verão. Por causa deste versículo, o tempo de duração das pragas pode ser estimado em aproximadamente um ano (Êx 7.19).

9.33-35 — Foi preciso uma intervenção divina para que a praga começasse e também para que cessasse (Êx 8.10-14,30,31; 10.18,19). Infelizmente, a resignação (v. 27) do faraó durou pouco tempo. Ele, novamente, endureceu seu coração (Êx 9.34; 3.19; 4.21; 5.2; 7.3,13,14).

Nenhum comentário:

Postar um comentário