Significado de Isaías 57

Significado de Isaías 57

Significado de Isaías 57



Isaías 57

57.1,2 — Nessa passagem, a paz evidencia o estado final dos justos que descansarão em seu leito de morte (Is 3.10,11; 53.5; Fp 1.21-23). Ninguém compreende que os justos serão poupados do julgamento iminente (2 Rs 22.19,20).

57.3,4 — Filhos. Para referências semelhantes, veja 1.4; Ezequiel 16.3,45. Adultério e prostituição fazem alusão aos ritos de fertilidade dos cananeus, que ameaçavam a cultura do Israel antigo.

57.5 — A árvore verde estava associada com os ritos de fertilidade dos pagãos (Is 1.29,30; 1 Rs 14.23; Jr 2.20). Sacrificar os filhos fazia parte da adoração a Moloque e a demônios (Is 30.33; 2 Rs 23.10; SI 106.37,38; Jr 7.31).

57.6 — A idolatria imoral era a parte ou a sorte do povo, em vez de ser o Senhor (Dt 4.19,20; SI 16.5; 142.5).

57.7 — Os montes altos eram os locais das práticas idólatras (Jr 3.6; Ez 16.16; Mq 1.3-5). A palavra cama está associada com os aspectos sexuais da idolatria (Ez 23.17; Os 4.13).

Sacrifícios. Ofertas de animais e alimentos também faziam parte dos rituais de adoração pagã. Havia muitas semelhanças entre a adoração falsa e a verdadeira, por isso o povo às vezes se confundia (veja a comparação entre a sabedoria e a insensatez em Pv 9).

57.8 — Os memoriais talvez sejam uma referência a um símbolo de culto pagão dentro do lar. Fazes concerto. Essa frase, que tem muitas associações com a verdadeira religião, é usada aqui no contexto de um comportamento obsceno ligado à adoração pagã.

Descobres. O vocábulo hebraico é o termo mais comum para mão. Aqui parece ser um eufemismo para o órgão genital masculino.

57.9 — O rei aqui provavelmente é o deus amonita Moloque (1 Rs 11.7), cujo nome significa precisamente rei. Os infernos podem ser os deuses do mundo inferior, talvez associados com a necromancia [adivinhação do futuro por meio de contato com os mortos].

57.10 — Não há esperança. O povo persiste na idolatria inútil. Essa viagem do povo está detalhada nos versículos 5-9. Eles encontraram uma vida falsa, baseada na imoralidade e na idolatria, que os levará apenas à morte espiritual (Rm 1.18-32).

57.11,12 — De quem tiveste receio [...] não te lembrasses de mim. Para uma passagem relacionada a essa, veja Isaías 51.12,13. Mentisses refere-se aqui à infidelidade ao Senhor. O Senhor se calou por não castigá-los de imediato (Is 42.14; 48.9; 2 Pe 3.9).

57.13 — A tua coleção de ídolos que te livre! (ara). Essa ideia é lamentável (Is 44.17). Quem adora ídolos implora libertação a algo que ele mesmo construiu.

O vento a todos levará. Os ídolos são como a palha inútil (SI 1.4). Mas. Essa conjunção demonstra que existe um apelo incluído na denúncia.

Cada texto que menciona um castigo é também um chamado ao arrependimento. O que confia. Esse verbo é utilizado para descrever o pintainho que busca abrigo debaixo das asas da galinha (Is 4.6; 25.4; Rt 2.12).

57.14 — Esse versículo está baseado em 40.1-4. A expressão dir-se-á faz lembrar a voz do que clama (Is 40.3). Aplainai remete a todo vale será aterrado (Is 40.4). Preparai o caminho é a repetição do apelo de Isaías 40.3 (Is 11.16; 35.8-10; 62.10). Tropeços provavelmente é uma referência à idolatria descrita nos v. 3-13.

57.15 — Esse versículo pode ser lido com Êxodo 34.6, uma passagem importante para compreendermos a Escritura pela perspectiva divina. Embora ninguém possa chegar até o Senhor, Ele alcança os que se humilham perante ele. O Alto e o Sublime pode significar também elevado (Is 2.11; 6.1; 52.13). Essa é uma das formas que Isaías utiliza para descrever a transcendência e a santidade de Deus. Ele está acima de todos — é perfeito e santo.

Habita na eternidade. Deus não é apenas eterno, sem início e sem fim, mas transcende o próprio tempo. Assim, é capaz de dedicar todo o seu tempo a cada indivíduo de seu povo, pois não está limitado à sucessão de momentos que determina nossa experiência. Alto e santo pode ser descrito também como nas alturas (Is 32.15; 33.5,16). Contrito e abatido pode ser descrito também como genuinamente humildes, referindo-se aos que se submetem e se arrependem diante do juízo divino (SI 34.17,18; 51.17; 1 Pe 5.6).

57.16 — Deus declara: Para sempre não contenderei, porque a raça humana enfraqueceria. Portanto, por Sua graça soberana, o Senhor criou a salvação (Is 54.9; 57.19; Gn 8.21,22; SI 130.3,4).

57.17 — Escondi-me. Para uma passagem relacionada com essa, veja Isaías 1.15. Indignei-me. Para outra referência à ira de Deus, veja Is 54.7,8. A avareza viola a aliança com Deus (Is 56.11; SI 119. 36; Jr 22.17).

5 7.18 — E os sararei. Deus é o Médico por excelência (Is 30.26). Também os guiarei. Para a uma descrição semelhante da direção divina, veja Isaías 40.11; 42.16. Os pranteadores são aqueles que lamentam a destruição de Jerusalém (Is 66.10).

57.19 — Frutos dos lábios. Para entender essa expressão, veja Hebreus 13.15. Paz, paz indica paz genuína. Compare com o uso indevido dessa expressão em Jeremias 6.13,14; 8.10,11. Longe. Para uma referência semelhante, veja Isaías 56.7,8 (compare com At 2.39; Ef 2.13,17).

5 7.20 — Não pode aquietar. Compare com v. 2. O destino dos ímpios também está descrito em Isaías 56.9-12; 57.3-13.

Mar bravo. Para uma analogia semelhante, uma comparação do ímpio com águas turbulentas, veja Judas 13.

57.21 — Os ímpios [...] não têm paz. Essa frase também é citada em Isaías 48.22.