2015/09/04

Significado de Jeremias 2

Significado de Jeremias 2 

Significado de Jeremias 2




Jeremias 2

2.1-3 — O capítulo 2 é apresentado na forma de um processo judicial, ou seja, um indiciamento apresentado por Deus contra Seu povo (Jr 2.1-3.5). Esse processo judicial geralmente continha os seguintes elementos:  

(1) uma descrição das bênçãos e dos benefícios do relacionamento;
(2) um chamado para que as testemunhas no céu e na terra se apresentassem;
(3) acusações e indiciamento contra o réu;
(4) referência à futilidade de buscar ajuda em outras fontes; e
(5) uma ameaça de julgamento e a descrição da punição.

Jeremias desafiou o povo de Judá a lembrar-se de Deus. O período de noivado entre Deus e Israel no deserto foi um tempo em que Israel andava após, adorava, o Senhor. Israel era santidade para o Senhor e era as primícias da sua novidade. As primícias, por direito, pertenciam a Deus (Dt 26.1-11); e a santidade é algo requerido daquele que é separado para a glória de Deus. Nos dias de Jeremias, o povo de Judá não mais se lembrava dos dias em que seus antepassados haviam adorado e obedecido a Deus.

2.4 — A mensagem profética é direcionada a todas as famílias da casa de Israel. Pode ter sido proclamada mais tarde a todas as tribos durante o reinado de Josias, quando ocorreu a reunificação entre Judá e o remanescente de Israel (2 Cr 34-6). A morte prematura de Josias em Megido, no ano 609 a.C., pôs fim a qualquer esperança de prosperidade e união.

2.5 — Vaidade significa futilidade, vapor ou inutilidade. O termo hebraico traduzido como ir após é utilizado nos livros de Jeremias e de Deuteronômio para descrever a adoração a ídolos e outros deuses. Tomando-se levianos. Aqueles que servem a ídolos, que são apenas vaidade, tornam-se eles próprios inúteis.

2 .6 — Ao buscar outros deuses, o povo de Israel perdeu de vista sua identidade como povo eleito de Deus. Esqueceu-se de como Deus o libertara da opressão no Egito e lhe dera alimento, água e proteção no deserto durante 40 anos.

2.7 — A mão de Deus havia retirado Israel do deserto para uma terra fértil, a região do Carmelo, com suas árvores frondosas e vinhedos produtivos. Israel havia desfrutado da riqueza da terra que fluía com leite e mel, mas então transformou a bela herança de Deus em uma abominação. O termo em hebraico traduzido como herança refere-se à posse da terra por parte de Deus, que Ele havia entregado a Israel.

2.8 — O povo não buscava ao Senhor, e muito menos os sacerdotes, pastores ou profetas. Aqueles que deveriam ter conhecido Deus intimamente não o conheceram de maneira nenhuma. Os governantes prevaricaram contra Deus e Sua aliança. Os profetas falaram em nome de Baal, em vez de falarem em nome do Senhor.

2.9 — Acusações de apostasia e idolatria são apresentadas formalmente em Jeremias 2.9-13.

2.10,11 — As acusações são as mais terríveis já vistas no céu e na terra. Em linguagem hiperbólica, o profeta revela a surpreendente realidade do caráter do povo. A única nação cujo Deus era o Senhor estava sendo ao mesmo tempo a única nação a trocá-lo por outros deuses. O ouvinte é desafiado a buscar pelo mundo, de leste a oeste, desde as costas de Quitim até a região desértica de Quedar (Jr 49.28,29), para tentar encontrar uma ocorrência tão estranha. O desafio é apresentado como uma pergunta retórica negativa: Houve alguma nação que trocasse os seus deuses, posto não serem deuses? Obviamente isso não havia acontecido. Cada nação ou cidade cultuava a sua divindade principal, a quem o povo servia, ainda que outras divindades fossem acrescentadas ao panteão religioso local [e nenhum desses ídolos fosse realmente o Deus todo-poderoso, Criador dos céus e da terra]. No entanto, Israel, que conhecia o Senhor cuja glória era o Senhor, desistiu de sua aliança com Ele para servir a um exército de divindades pagãs [ídolos mudos que não podiam salvar].

2.12 — No tribunal divino, os céus ficam chocados ao testemunharem uma atitude sem precedentes. Ficaram horrorizados e desiludidos. Certamente, isso seria inconcebível, mas aconteceu!

2.13 — O povo de Deus o deixara (Jr 1.16) e servira a divindades inúteis. Deus, o manancial de águas vivas, oferecia um suprimento ilimitado de sustento. Em vez disso, o povo escolheu cisternas rotas, inúteis para armazenar água e também para oferecer o sustento para a vida.

2.14 — Israel não havia sido criado para ser um servo ou um escravo nascido em casa. No entanto, a nação que Deus havia libertado do cativeiro e da opressão havia se colocado em posição de servo, escravizada pela Assíria e pelo Egito.

2.15 — Os assírios — os filhos de leão — assolaram Israel e Judá durante várias invasões entre 734 e 701 a.C.

2.16 — O Egito forçou Judá a se tornar uma nação vassala. Os egípcios haviam quebrado o alto da cabeça de Judá ao matar Josias. Nofa é Mênfis, a capital do baixo Egito. Tafnes ficava na porção oriental do delta do Nilo.

2.17 — A pergunta retórica afirmativa aponta para a submissão voluntária e também forçada que Israel havia lançado sobre si mesmo como resultado de se esquecer do Senhor. Buscar soluções mundanas sempre leva consequências sérias àqueles que declaram fidelidade a Deus.

2.18Sior significa negro e refere-se ao Nilo. A palavra rio diz respeito ao Eufrates, associado à Assíria. Tragicamente, o povo de Judá havia abandonado a fonte eterna de Deus em troca das cisternas rotas da Assíria e do Egito (v. 13).

2.19 — Apostasias significa afastamento. Israel havia se voltado em todas as direções em busca de ajuda, exceto para a verdadeira fonte de segurança. A expressão diz o Senhor Jeová dos Exércitos confirma a gravidade do crime e a certeza de punição prestes a recair sobre o povo de Deus.

2.20 — Israel havia quebrado seu jugo como um animal, embora o povo houvesse prometido permanecer fiel quando entrou na terra (Js 24.24). Em vez disso, a idolatria estava prevalecendo. Em todo outeiro alto e debaixo de toda árvore verde. O termo prostituir (ara) é uma descrição figurativa para falar da fidelidade a Deus, e, além disso, pode se referir ao ritual de prostituição dos cultos de fertilidade cananeus e fenícios.

2.21 — Vide excelente refere-se aos vinhedos do vale de Soreque, que vão de Jerusalém até o Mediterrâneo, ao longo das porções cultiváveis mais ricas do país. Judá se tornou uma vinha estranha, fertilizada por deuses estrangeiros (Is 5).

2.22 — A ilustração de uma mancha que não pode ser removida representa a profundidade do pecado de Judá. Sua iniquidade estava marcada de maneira indelével.

2.23-25 — A ilustração da dromedária selvagem, a fêmea no cio, e de uma jumenta montês em pleno desejo sexual, ilustra de maneira vívida o desejo de Israel de buscar deuses estrangeiros. Jeremias adverte a nação contra essa busca infrutífera, entretanto a reação do povo deixa claro como a idolatria pode ser viciadora e nociva.

2.26 — A acusação de idolatria é comparada ao ato de flagrar um ladrão roubando. A menção de vários níveis de liderança, indica que toda a hierarquia de Israel havia sido afetada.

2.27, 28 — Jeremias afirma que os líderes da nação se tornaram tão corruptos, que passaram a confundir os sexos. O pedaço de madeira geralmente representava a divindade feminina (Astarote) e a pedra, a masculina. Entretanto, os israelitas chamavam a primeira de Pai e diziam que a segunda os dera à luz. (A confusão impera quando alguém rejeita o Senhor ao invés de buscá-lo.) O povo buscava refúgio nessas divindades falsas em períodos de desespero, mas a confusão apenas se intensificava. Buscavam ajuda em inúmeros deuses, mas não havia segurança nem libertação a não ser com o Senhor.

2.29, 30 — O termo disputar está relacionado com as acusações que Deus fez contra Israel no v. 9. O povo tentou pleitear seu caso, mas Jeremias repetiu a acusação do Senhor a respeito da rebelião de Israel (v. 8). Deus, o Senhor soberano, castigou seus filhos várias vezes, mas eles devoraram os porta-vozes, os profetas, como leões famintos.

2.31, 32 Uma noiva virgem dificilmente se esqueceria do cendal, que servia como sinal de seu novo status social. No entanto, a noiva de Deus, Israel, esqueceu-se de seu adorno matrimonial, ou seja, o próprio Deus.

2.33 — As malignas ensinaste os teus caminhos. Essa expressão indica que o povo de Judá havia-se tornado tão habilidoso em adulterar, que poderia ter ensinado às prostitutas os novos métodos de sedução.

2.34,35O sangue da alma dos inocentes e necessitados. O sustento dos pobres era ordenado especificamente na Lei (Dt 15.7-11).

2.36, 37 — Israel seguiu em todas as direções, exceto de volta ao Senhor. Apelar para o Egito teria sido tão inútil quanto apelar para a Assíria anteriormente.

2 comentários:

Unknown disse...

Perfeito!!
Amei,isso vai me ajudar muito!

Lu disse...

Perfeito!
Isso vai me ajudar muito!

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