2015/09/04

Significado de Jeremias 26

Significado de Jeremias 26 

Significado de Jeremias 26



Jeremias 26

26.1-24 — Esse trecho tem quatro partes: (1) um chamado para o arrependimento no templo (Jr 26.1-11); (2) uma reiteração diante dos líderes de Jerusalém (Jr 26.12-15); (3) o exemplo do profeta Miqueias (Jr 26.16-19); e (4) o exemplo do profeta Urias (Jr 26.20-24).

A circunstância envolvendo esse registro sobre os sermões no templo transmitidos por Jeremias e a subsequente confrontação com os líderes de Judá foi a ascensão de Jeoaquim ao trono após a deportação de Jeoacaz para o Egito por intermédio do Faraó Neco (no final de 609 a.C. ou início de 608 a.C.). O sermão no templo (Jr 26.2-6) é uma espécie de sumário de Jeremias 7-1-15, provavelmente obra de Baruque, parte de uma série de oráculos contra Jerusalém que tratam da idolatria (Jr 7.1-8.3). O sermão no templo nesse trecho serve para introduzir o conflito entre Jeremias e os líderes políticos e religiosos em Judá e Jerusalém.

26.1 — No princípio. Essa expressão tecnicamente refere-se à parte do ano entre o dia em que o rei foi coroado e o início de seu primeiro ano completo de reinado, que teve início no mês de primavera de Nisã (de março a abril), em 608 a.C.

26.2 — O átrio do templo pode se referir a um dos pátios internos conectados pela porta mencionada em 7.2. Vêm adorar descreve a adoração comum que acontecia ali, ou talvez mais especificamente as peregrinações a Jerusalém para festividades e dias de jejum. Não esqueças nem uma palavra. Jeremias deveria falar com severidade e ousadia.

26.3-5 — A introdução ao oráculo de julgamento é expressada em termos condicionais. Se o povo se arrependesse de seu mau caminho, o Senhor se arrependeria do mal que estava ameaçando trazer sobre eles.

26.6 — Siló não ficava longe de Jerusalém. O povo podia ver os efeitos da calamidade na cidade por parte dos filisteus em 1050 a.C. — uma destruição que sobreveio embora tivesse sido esse o primeiro local de descanso da arca do concerto. Jeremias usou Siló como uma ilustração do julgamento iminente de Jerusalém, embora o templo de Deus estivesse localizado ali.

26.7 — O registro sobre Jeremias ter ouvido a mensagem dos três emissários da sociedade de Judá serve para antecipar as confrontações que viriam em seguida.

26.8,9 — Os sacerdotes, e os profetas, e todo o povo refere-se à toda a assembleia dos adoradores. Os líderes religiosos responsáveis por supervisionar o templo consideraram que as palavras de Jeremias fossem blasfêmias, porque ele falava da destruição daquele edifício. O povo rejeitou a profecia de Jeremias e intentou matá-lo (veja Jo 8.59 para a descrição de uma rejeição semelhante sofrida por Jesus).

26.10,11 — As palavras de Jeremias foram levadas aos príncipes, os administradores reais e oficiais do reino, que foram até à Porta Nova para realizar um inquérito oficial. Os profetas e sacerdotes apresentaram acusações contra Jeremias, pedindo a sentença de morte por ele ter falado contra Jerusalém.

26.12,13 — Jeremias convocou a assembleia a melhorar, ou corrigir seus maus caminhos e ouvir a voz de Deus, aqui fazendo referência à aliança divina e às palavras proclamados por Jeremias.

26.14,15 — Mantido cativo pela multidão hostil, Jeremias advertiu o povo a não cometer o pecado de derramar sangue inocente. O profeta já havia acusado os líderes de Jerusalém contra esse erro por sacrificarem crianças no vale de Hinom. Na verdade, o Senhor me enviou. Sentenciar o profeta de Deus à morte resultaria em julgamento ainda maior, acrescentando-o às outras ofensas do povo contra os céus.

26.1 6 — Este homem não é réu de morte. A defesa de Jeremias foi aceita pela multidão, apesar da objeção dos líderes religiosos.

26.17-19 — Após a audição judicial de Jeremias, um dos anciãos em meio ao povo citou o precedente do profeta do oitavo século Miqueias, o morastita. No reinado de Ezequias, Miqueias havia anunciado a destruição iminente de Jerusalém pelos assírios. No entanto, pelo fato de Ezequias e os habitantes da cidade terem se arrependido, o lugar foi poupado do ataque do exército assírio sob o comando de Senaqueribe (701 a.C.).

26.20-23 — Urias, cujo nome significa o Senhor é a minha luz, era de Quiriate-Jearim, cerca de 24 km a oeste de Jerusalém (í Sm 7.1,2). Assim como Jeremias, Urias profetizava em nome do Senhor fazendo julgamento contra Jerusalém. Quando Jeoaquim e seus administradores ouviram as declarações de Urias, procuraram atacar o profeta “blasfemador”, que escapou fugindo para o Egito. Como Jeoaquim era rei vassalo de Neco do Egito, Urias foi extraditado e executado. Eínatã, filho de Acbor estava entre os príncipes da corte de Jeoaquim que ouviram a leitura do primeiro rolo de oráculos de Jeremias (Jr 36.11-19) e protestou quando Jeoaquim queimou o rolo (Jr 36.20-26).

26.24 — Jeremias foi acolhido por Aicão, filho de Safa, que, juntamente com seu pai, serviu como escriba na corte de Josias, quando o livro da Lei foi encontrado no templo (2 Rs 22.8-14). O irmão de Aicão, Gemarias, também se opôs ao fato de Jeoaquim ter queimado o rolo original de Jeremias (Jr 36.25). Essa família fiel que apoiou Jeremias foi fundamental para preservar a vida do profeta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário