2015/09/04

Significado de Jeremias 48

Significado de Jeremias 48 

Significado de Jeremias 48



Jeremias 48

48.1-47 — Este capítulo é composto de vários trechos poéticos separados por expressões curtas, assim diz o Senhor (Jr 48.1,8,40) e diz o Senhor (Jr 48.12,25,30,35,44,47). Há vários paralelos com Isaías 15.16,24, indicando uma possível dependência de Jeremias para com caracterizações temáticas nesse trecho. Porções desse discurso poético são adaptações de um material mais antigo. O tema que confere unidade ao texto é a destruição e a humilhação de Moabe, uma nação conhecida por seu orgulho. O conteúdo destaca as principais cidades da planície moabita, que se estende ao longo da porção oriental do mar Morto, desde Hesbom até o monte Nebo para o sul em direção ao ribeiro Zered. A localização de várias dessas cidades é desconhecida, embora muitas pesquisas arqueológicas tenham sido realizadas na região. Os registros contemporâneos do envolvimento da Babilônia em Moabe são esparsos, embora normalmente se suponha que Moabe tenha-se submetido ao controle babilônio por volta de 604 a.C. Moabe enviou mercenários até Judá para lutarem em favor da Babilônia e rechaçarem a rebelião de 589/597 a.C. (2 Rs 24.2). Durante a revolta de Zedequias, em 588—586 a.C., Moabe cogitou unir-se a Judá, mas isso não aconteceu.

48.1,2 — O nome da capital moabita, Hesbom, significa fortaleza. Esse nome não era realmente apropriado, pelo fato de a cidade ter sido controlada por vários povos ao longo de sua história, desde os amorreus até os moabitas, passando pelos israelitas (Nm 21.26).

48.3-10 — A tamargueira cresce no deserto, escondendo-se em fendas de rocha. Assim como o povo apóstata de Judá confiava na rainha dos céus (Jr 44-17,18), Moabe confiava em sua divindade padroeira Quemos, o deus da fertilidade e das tempestades.

Cativeiro. Fazer uma divindade cativa era um costume bastante conhecido no Oriente Médio. A estátua da divindade padroeira era capturada, pois pensava-se que assim o deus não mais poderia proteger seu povo.

48.11-13 — Não foi mudado de vasilha para vasilha. Embora Moabe estivesse sob o controle de Israel no nono século a.C., nunca havia experimentado o exílio e se tornara complacente em sua segurança. Deus iria despejar as vasilhas de Moabe, fazendo com que os moabitas fossem levados cativos. Romperão os seus odres. As cidades de Moabe seriam destruídas. Quemos (Jr 48.7), o grande protetor de Moabe, estaria impotente perante Deus, assim como Betei sucumbiu juntamente com Israel (Am 3.14).

48.14-17 — Jeremias assegura Moabe de que existia apenas um Rei, cujo nome é o Senhor dos Exércitos.

Condoei-vos. Uma nota de sarcasmo é transmitida. As nações ao redor de Moabe, como Judá, atacada pelos mercenários moabitas, foram chamadas para lamentarem a destruição de Moabe.

48.18-20 — Dibom era a capital a partir da qual o rei Mesa governava (2 Rs 3.4-27). A arrogante Moabe ficou envergonhada pela destruição de suas poderosas fortalezas.

48.21-25 — Mefaate era uma das cidades levíticas (Js 21.37). Bozra refere-se não à capital e Edom, mas, sim, a Bezer, uma das cidades de refúgio (Js 20.8). Queriote é mencionada em Amós 2.2. Poder e braço são símbolos de força, que haviam sido subjugados.

48.26-29 — Embriagai-o. O julgamento é ilustrado por meio da embriaguez ao ponto de a pessoa vomitar, o resultado de Moabe ter caçoado de Israel (Jr 25.15-29). Soberba refere-se às atitudes arrogantes pelas quais uma pessoa se considera mais importante do que as outras.

48.30-33 — Moabe reúne-se em lamento intenso por causa da improdutividade das colheitas e dos vinhedos. Quir-Heres, também chamada Quir-Haresete (2 Rs 3.25; Is 16.11), pode ser o nome da capital de Moabe (Quir de Moabe; Is 15.1). O folguedo que antes ecoava dos vinhedos e lagares havia terminado diante do som terrível dos cascos dos cavalos e do clangor das armas.

48.34 — As águas do Ninrim deságuam no Jordão no lado oposto a Jericó. Um lamento desde Hesbom e Eleale até Zoar e Horonaim cobriria toda a planície moabita do norte até o sul, do mar Morto ao deserto.

48.35-39 — Sacrifique nos altos e queime incenso: a idolatria chegaria ao fim; o povo não mais adoraria Quemos e outras divindades. Cabeça... barba... mãos... lombos. Todo tipo de lamento seria utilizado para falar de Moabe, porque a região se tomou objeto de escárnio e de espanto como Judá.

48.40-44 — A ilustração fala da Babilônia espalhando seus exércitos sobre Moabe como uma águia abre suas asas (Jr 49.22; Dt 32.11; Ez 17.7).

Porque se engrandeceu. O principal pecado de Moabe era o orgulho, por se considerar maior do que o Deus de Israel. Esse orgulho seria transformada em mito e terror, e então a nação seria levada cativa.

48.45,46 — A última visão de Moabe é a de um fogo destruindo suas cidades enquanto ela foge aterrorizada. Quemos foi derrotado.

2 comentários:

martapl775@gmail.com disse...

Em Jeremias 17:6 diz ...será como a tamargueira no deserto, e não sentira quando vem o bem....Em Jeremias 48:6 diz: "Fugi, salvai a vossa vida, e sereis como a tamargueira no deserto". QUERO COMPREENDER MELHOR ESSES DOIS TEXTOS, aplicando a vida espiritual.

Missionária Cleide Rodrigues Cleidinha disse...

Excelente estudo, glórias a Deus :)

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