2015/09/04

Significado de Jeremias 8

Significado de Jeremias 8 

Significado de Jeremias 8


Jeremias 8

8.1-3 — No dia em que o julgamento de Jerusalém se cumprisse por meio das mãos de seus inimigos, os ossos do povo e de seus líderes seriam profanados, sendo removidos do túmulo. Sol, lua, e todo o exército do céu. Os deuses e deusas a quem Jerusalém intercedia em busca de libertação ficariam de pé sobre os corpos profanados do povo, que são ilustrados nesse trecho como esterco (Jr 9.22). Os que sobrevivessem ao cerco e ao ataque e fossem exilados e feitos escravos iriam preferir a morte.

8.4-17 — Em vista da contínua desobediência do povo, todos são tolos por preservar uma falsa esperança de paz. Essa confiança infundada é confrontada com uma série de perguntas retóricas e absurdas, conhecidas como discurso de disputa.

8.4,5 — As perguntas nesses versículos enfatizam o absurdo do estilo de vida de Judá. Em vez de corrigir suas atitudes errôneas, o povo se envolvia em apostasia contínua, afundando-se cada vez mais no pecado e no desespero. Retém. Em uma atitude desafiadora, o povo se apegava ainda mais a uma vida de engano ou traição.

8.6 — Não havia pessoas justas nem arrependidas na cidade de Jerusalém. Em vez de se afastarem do pecado, cada habitante ia em busca da sua maldade, um estilo de vida que levava à destruição. Judá é comparada a um cavalo correndo impulsivamente para a batalha.

8.7 — Jeremias faz um contraste entre os cidadãos de Jerusalém e as aves no céu que compreendem a aproximação das estações e dos tempos determinados. As aves seguem seus instintos migratórios; porém, os filhos de Israel se recusavam a seguir o estímulo de Deus para que obedecessem à aliança. Note que o Senhor continua chamando Judá de meu povo apesar de a rebeldia continuar. Não conhece. Como Oséias, seu colega de ofício no reino do norte (Os 4.6), Jeremias identifica que a principal deficiência do povo era sua falta de conhecimento a respeito do Senhor e de Seu juízo.

8.8,9 — Jeremias enfrentava escribas e sábios fraudulentos cuja compreensão da lei o profeta declarava ser em vão. Falsa pena descreve a idolatria e a descrença dos líderes de Jerusalém. A sabedoria dos escribas e sábios era loucura e vergonha, pois não estava fundamentada em um conhecimento verdadeiro da Palavra e da lei de Deus.

8.10-12 — O povo havia interpretado a lei de maneira equivocada, acreditando que alcançaria paz e prosperidade. Todos estavam tremendamente enganados (Jr 6.12-15).

8.13 — Não se pode encontrar frutos entre vinhedos e árvores desolados que foram consumidos pelo julgamento de Deus. Em Sua ira, o Senhor retirou o sustento que havia fornecido antes.

8.14 — Juntai-vos, e entremos. Os habitantes de Judá se reuniram na fortaleza e atrás dos muros de Jerusalém procurando proteção contra a invasão de um exército.

Deus nos fez calar também pode ser traduzido como morrer. O povo acreditava que o Senhor os estava julgando com água amarga e envenenada, por meio da qual todos certamente morreriam.

8.15 — A busca por paz e cura era inútil e repleta de terror ou desespero. O julgamento de Deus traz terror ao coração e à mente daqueles que permanecem no pecado e na rebeldia.

8.16,17 — Dã se localizava na fronteira norte de Israel. Em 1.14, 15, Jeremias adverte que o terror viria do norte. O resfolegar dos cavalos do inimigo teriam o som da fúria da invasão iminente. Seus cavalos. Os cavalos do inimigo eram instrumentos do julgamento divino.

8.18-9.1 — Após uma série de oráculos de julgamento, Jeremias se sente sobrecarregado por estar preocupado com a situação do povo de Deus. O lamento do profeta serve como um eco da voz, mas não do sentimento no coração dos habitantes de Judá. A estrutura do lamento é a seguinte:

(1) introdução (Jr 8.18, 19a); (2) acusação Qr 8.9b); (3) julgamento (Jr 8.20-22); e (4) repetição do lamento (Jr 8. 9.1).

O tema dominante nesse trecho é o da cura.

8.18 — A falta de esperança de Judá era tão pesada para Jeremias, que seu coração desfalecia. A palavra desfalecer descreve um mal-estar ou doença resultante de grande tristeza.

8.19 — Clamor refere-se à tremenda tristeza resultante da rejeição de Deus ou da opressão dos estrangeiros (SI 18.6). Terra mui remota provavelmente se refere aos arredores da terra de Judá.

Não está o SENHOR em Sião? Não está nela o seu Rei? Essas perguntas retóricas esperam receber uma resposta afirmativa. Deus, o Rei, não havia abandonado Seu povo; eram os israelitas que haviam rejeitado o Deus vivo em busca de outros deuses. Provocaram descreve de maneira vívida as atitudes desafiadoras do povo em relação à adoração pura a Deus.

Imagens de escultura geralmente se referem a ídolos de pedra. O povo estava buscando libertação em imagens inúteis que não podiam se mover. Escavações em Jerusalém revelaram inúmeras imagens e ídolos domésticos datando do período em que Jeremias viveu.

8.20,21 — Sega e verão representam as duas fases sucessivas da temporada de colheita. A colheita dos grãos durava de abril a junho; a dos frutos, mais tarde. Se a primeira colheita fosse malsucedida, o povo ainda tinha esperança de se recuperar na segunda. Se ambas não tivessem bom êxito, a fome era inevitável. Para Judá, a temporada de colheita havia terminado e não havia produtos estocados para o inverno que se aproximava. Portanto, não estamos salvos. Esse provérbio reflete a sensação de impotência no início do outono. A sega foi pobre e a opressão persistia. Até mesmo Jeremias estava profundamente quebrantado — essa é a tradução de um vocábulo hebraico derivado do verbo quebrar ou despedaçar. Em outras palavras, o espírito do profeta estava atribulado ao ver o futuro de seu povo.

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