2015/09/03

Significado de Jó 27

Significado de Jó 27

Significado de Jó 27


Jó 27

27.1 — E prosseguindo Jó em sua parábola. A forma diferente de apresentar o próximo orador (como em Jó 29.1) sugere algo fora do comum. Talvez Jó tenha feito uma pausa para esperar Zofar antes de continuar a falar.

27.2,3 — Vive Deus... Estas palavras faziam parte de uma sentença de juramento usada em tribunais antigos. Paradoxalmente, Jó conjuga essas palavras a duas acusações contra Deus. Segundo ele, o Deus verdadeiro foi aquele que desviou sua causa — seu direito legal a um julgamento justo. Jó jura pelo nome do santo Juiz que, como seu oponente, perverteu a justiça ao Seu favor. Ele alega que Deus amargurou a sua alma. Apesar de Jó ter se queixado várias vezes de uma alma angustiada ( J6 7 .l l; 10.1), não foi o Senhor quem fez com que reagisse dessa maneira. A resposta de Jó apenas expressava as emoções que estavam no fundo de seu coração. A mensagem do Senhor a Jó era que, não obstante as circunstâncias, a pessoa devia sempre ter confiança absoluta em Deus (Jó 40.8; 42.1-6).

27.4,5 — Jó afirma que não utilizaria as mesmas táticas de seus supostos amigos (Jó 13.7). Não só ele se recusa a falar iniquidade, como também não mentirá nem se defenderá. O pronome vos (v. 11,12) refere-se aos três amigos de Jó em conjunto. Ele sustenta que os três estão errados em seu raciocínio e que concordar com eles seria comprometer a sua integridade.

27.5,6 — A determinação de Jó em se apegar à sua sinceridade e justiça era admirável. A palavra hebraica traduzida como apegarei também ocorre no versículo 9 do capítulo 2. Embora Jó acreditasse que Deus o privara de um julgamento justo (v. 2), ele não se apartava de sua integridade. Ele perseverava apesar dos desestímulos de sua esposa e amigos.

27.7-12 — Nessa oração suplicante, Jó deseja que seu inimigo receba o destino reservado para o ímpio. Como ele lança as palavras de seus amigos contra eles mesmos, pode estar se referindo a todos os três como um inimigo que se levanta contra ele e merece a sina dos perversos.

27.10-12 — Jó devolve a Elifaz o conselho que este lhe deu (Jó 22.22-27). Enquanto Elifaz aconselhou Jó a voltar-se para o Todo-poderoso para se instruir e deleitar-se nele, Jó contesta que uma pessoa sem Deus possa se voltar para Ele, muito menos deleitar-se no Todo-poderoso. Sendo assim, ele insiste em que Elifaz e seus amigos se voltem para Deus e ouçam a Sua orientação.

27.13-23 — Já que esses versículos mais parecem com as palavras dos amigos do que as de Jó, alguns estudiosos atribuem-nas a Zofar ou Bildade. No entanto, como Jó tinha uma inclinação a usar as palavras de seus amigos contra eles próprios, esses versículos talvez sejam uma paráfrase satírica dos ensinamentos dos amigos a respeito do destino dos perversos (Jó 24.18-25).

27.17 — A previsão de Jó de que o inocente repartirá a prata pode ser um prenúncio do que acontecerá depois a ele em Jó 42.11.

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