2015/09/03

Significado de Jó 31

Significado de Jó 31

Significado de Jó 31


Jó 31

31.1-40 — Nas juras de inocência de Jó (Jó 29.1—31.40), ele cita várias cláusulas da Lei do Senhor que afirma observar e desafia Deus a encontrar culpa nele (v. 8,10,22,40). Assim, o capítulo 31 é uma espécie de queixa de Jó, semelhante a um juramento de inocência, muitíssimo comum na antiga Mesopotâmia. Nestas ocasiões, o acusado alegava sua inocência perante uma corte. O teor ético da confissão de Jó, porém, com sua ênfase na motivação (v. 1,2,24,25,33,34) e postura (v. 1,7,9,26,27,29,30) interiores, mantêm-se como um discurso único e sem paralelos até o Sermão da Montanha de Jesus (Mt 5—7). Ainda assim, há indícios de orgulho (Jó 31.13,16; cap. 37), preparando o ambiente para os discursos de Eliú e do Senhor.

31.1 — Neste versículo começa o juramento de inocência de Jó (cap. 31). Quando ele fez concerto com os seus olhos, reconheceu com sabedoria que o olhar é o sentido mais explorado na tentação (v. 7,9,26,27).

31.2-5 — A palavra se (v. 5) fazia parte de uma sentença usada por acusados para jurar a própria inocência (v. 7,9,13,16,19-21,24-26,29,33,38,39). A estrutura completa da declaração era, na verdade: “se sou culpado deste crime, que Deus derrame sua maldição sobre mim”. Como as pessoas não gostavam de falar em maldições, quem enunciava o juramento costumava usar uma versão abreviada. Em contraste, Jó usou a fórmula inteira quatro vezes (v. 7-10,21,22,38-40), o que demonstra sua confiança na própria inocência.

31.6-13 — Jó deixa implícito que fora mais justo ao ouvir o processo ou contenda (Mq 6.1) de seus servos do que Deus estava sendo com a causa dele.

31.14-16 — Jó alega ter satisfeito o que os pobres desejavam (v. 16), possivelmente para insinuar que Deus não estava tratando-o assim.

31.17-22 — A perda de um braço (v. 22) na antiguidade em geral significava a perda de renda, respeito e até mesmo da vida.

31.23-27 — A frase a minha boca beijou a minha mão (v. 27) reflete o antigo costume de beijar a mão antes do gesto supersticioso e idólatra de arremessar um beijo para os corpos celestes.

31.28-34 — Deus que está em cima. Jó acreditava resolutamente num Deus único e vivo.

Embora habitasse num mundo com crenças em vários deuses, Jó acreditava na existência de um único Deus, Criador e Senhor de todas as coisas. Este texto mostra o monoteísmo da fé bíblica em contraste ao politeísmo que prevalecia na época.

31.35 — O desejo de Jó de que um o ouvisse parece expressar seu anseio contínuo por um árbitro ou juiz que fosse imparcial (Jó 9.32,33; 16.19; 19.25). Seu intento refere-se à sua assinatura por extenso, anexa ao seu juramento de inocência (cap. 31). Ele requer uma audiência onde Deus, o justo Juiz, possa responder quais são as acusações contra ele e registre sua absolvição num livro. Isso equivale a um documento legal. Portanto, Jó talvez insinuasse que Deus não estava seguindo a conduta jurídica apropriada (Jó 13.22).

31.36 — Jó acreditava que as acusações por escrito seriam tão poucas, ou quase nenhuma, que ele poderia exibir o documento com orgulho.

31.37-39 — Jó mostraria a Deus o número dos seus passos ou prestaria contas de todo ato ou pensamento que tivesse (Jó 12.16; 31.4). A sua ideia de aproximar-se de Deus como príncipe mostra sua confiança no fato de que seria absolvido, porém denuncia sua confiança nas obras da lei, em vez de na graça divina — uma atitude que o próprio Senhor condenará (Jó 38.2,3; 40.9-14).

31.40 — Acabaram-se as palavras de Jó. Pela segunda vez, o diálogo se encerra (Jó 27.23) com um impasse. Jó terminou de falar, e seus três amigos não têm mais nada a dizer. Isso leva às palavras de um novo orador, Eliú.

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