2016/09/23

Significado de João 7

Significado de João 7

Significado de João 7


João 7

7.1 — Os judeus aqui são as autoridades religiosas, não o povo em geral (Jo 5.18). Muitas pessoas comuns ouviam Jesus de boa vontade (Mc 12.37).

7.2 — A Festa dos Tabernáculos era uma das três grandes celebrações judaicas (as outras duas eram a Páscoa e o Pentecostes). Era chamada de Festa dos Tabernáculos porque o povo ficava em tendas feitas de galhos e ramos por sete dias. Essa festa comemorava os dias em que os israelitas vagaram pelo deserto e moraram em tendas (Lv 23.40-43). A celebração ocorria entre setembro e outubro, cerca de seis meses depois dos eventos mencionados no capítulo 6.

7.3,4 — Em outras palavras os irmãos de Jesus estavam dizendo: “Já que você está fazendo milagres e dizendo que é o Messias, pare de esconder-se aqui na Galileia. Já que você está fazendo muitos milagres, faça-os na festa em Jerusalém então, para convencer toda a nação”. Eles estavam sendo irônicos ao dizer tais palavras, como explica o versículo 5.

7.5 — Porque nem mesmo seus irmãos criam nele. Veja que o parentesco terreno não garante a vida eterna 0 ° 1.13).

7.6 — Jesus havia dito à Sua mãe antes: Ainda não é chegada a minha hora (Jo 2.4; compare com Jo 12.23). Aqui, Ele diz aos Seus irmãos que ainda não era hora de relevar-se ao mundo. Jesus disse em várias ocasiões que a hora de Ele se manifestar publicamente seria no futuro, na cruz (Jo 2.4; 7.6,8,30; 8.20).

7.7 — O mundo não vos pode odiar. Os irmãos de Jesus não eram odiados pelo mundo porque faziam parte dele.

7.8,9 — A Festa dos Tabernáculos também era uma celebração do trabalho concluído. Todavia, a obra de Jesus ainda não tinha sido concluída; o tempo dele ainda não tinha sido cumprido. Jesus dissera várias vezes que somente no futuro (na cruz) Ele se manifestaria publicamente (Jo 2.4;7.6,8,30; 8.20). Nada poderia apressá-lo a cumprir antes Seu propósito. E somente quando Ele fez Sua oração de intercessão, pouco antes da prisão que culminaria na Sua morte, Ele disse que Sua hora havia chegado (Jo 17.1).

7.10 — Quando Jesus foi à festa, Ele o fez em oculto, justamente ao contrário do que Seus irmãos lhe haviam dito para fazer. Ele foi, mas não manifestamente, para não ser reconhecido.

7.11-13 — Os judeus aqui é outra referência aos líderes judeus, especialmente os membros do Sinédrio (Jo 1.19).

7.14 — No meio da festa deve ter sido no quarto dia dos sete dias de celebração. Na primeira metade da festa, Jesus permaneceu em oculto (v. 10) , na segunda metade, Ele começou a ensinar abertamente. Essa é a primeira vez que o Evangelho de João fala de Jesus ensinando no templo.

7.15 — Como sabe este letras, não as tendo aprendido? O judeus se perguntaram como Jesus poderia saber tudo aquilo se nunca tinha frequentado uma escola rabínica. O mesmo foi dito mais tarde acerca dos discípulos de Jesus (At 4.13).

7.16 — A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. A declaração de Jesus indica que Ele não havia aprendido Sua doutrina com os rabinos, muito menos a inventado. Ao contrário, ela vinha do próprio Deus.

7.17 — Quiser fazer a vontade dele [...] conhecerá (gr. ginosko). A verdade só pode ser recebida por corações abertos. Deus nos faz conhecer a verdade segundo nosso desejo de recebê-la (Jo 2.24,25; 15.15-17; 16.4).

7.18,19 — Mas o que busca a glória daquele que o enviou, é verdadeiro. A prova para ver se um mestre é bom ou não é a maneira com que ele prega a mensagem de Deus. Jesus pregou a mensagem de Deus, assim como Moisés. Portanto, os líderes religiosos estavam violando a Lei de Deus ao procurar matar Jesus.

7.20 — A multidão das províncias que tinha vindo para a festa não sabia do plano da cúpula judaica para matar Jesus. Foi por isso que eles pensaram que ele estava endemoninhado. Mas alguns da Judeia estavam mais informados (v. 25). Nem sempre nossa percepção corresponde aos fatos (v. 24).

7.21 — Fiz uma obra, e todos vos maravilhais. Jesus se referia à cura do homem paralítico em Jerusalém que ocorrera há um ano (Jo 5.1-14; atente para v. 16).

7.22-24— A circuncisão começou com Abraão (Gn 17.10). E a Lei de Moisés exigia que todo menino fosse circuncidado ao oitavo dia (Lv 12.3). Os judeus eram tão rígidos quanto ao cumprimento desse item da Lei que o faziam ainda que o oitavo dia caísse em um Sábado. Jesus perguntou aos líderes judeus por que estavam indignados por Ele ter curado de todo um homem no Sábado.

7.25,26 — Eles ficaram surpresos por Jesus falar abertamente (com ousadia), e por um momento chegaram a pensar que talvez os príncipes tivessem se convencido de que Jesus era mesmo o Messias.

7.27 — Ao que parece, o povo judeu esperava que o Messias aparecesse do nada, de repente. Eles achavam que, como sabiam da origem familiar de Jesus, Ele não poderia ser o Messias. Eles não conheciam as Escrituras, pois o profeta Miqueias havia profetizado que o Messias viria de Belém (Mq 5.2).

7.28,29 — Clamava, pois, Jesus no templo. O verbo clamar aqui alude a um clamor cheio de emoção.

Vós me conheceis e sabeis de onde sou. Jesus lembrou aos líderes judeus que eles sabiam de onde Ele era. Mas o problema é que eles não conheciam a Deus, que havia enviado Jesus. Ele explicou aos líderes que conhecia a Deus, que era de Deus e que havia sido enviado por Deus.

7.30 — Procuravam, pois, prendê-lo. Por afirmar Sua origem divina (v. 29), os líderes religiosos procuravam prender Jesus.

Porque ainda não era chegada a sua hora. João vai direto ao assunto aqui e explica por que eles não puderam prender Jesus (Jo 2.4). Deus é soberano e somente Ele controla o tempo. E, assim como Deus foi com Jesus, também é conosco: ninguém pode tocar-nos sem que Deus permita (Jo 10.29).

7.31 — Ao contrário dos líderes judeus, muitos da multidão creram nele. Creram por causa dos milagres que Jesus realizou (Jo 20.30,31).

7.32 — Mandaram servidores para o prenderem. Os líderes já tinham decidido que iriam matar Jesus (Jo 5.16), mas essa foi a primeira vez que eles atentaram contra a vida dele.

7.33 — Ainda um pouco de tempo. O tempo de Jesus na terra estava acabando; logo Ele seria crucificado, ressuscitaria e ascenderia ao Pai. Sua vida não estava nas mãos dos líderes religiosos (v. 32), e sim nas do Pai.

7.34-36 — Vós não podeis vir. Jesus iria para o céu, mas as pessoas ainda não poderiam ir com Ele para lá. Os líderes judeus não entenderam o que Jesus estava dizendo. Eles pensaram apenas nos vários lugares por onde os judeus haviam sido espalhados.

7.37-39 — A cada dia da festa, o povo trazia ramos de palmeira e marchava ao redor do grande altar. Um sacerdote então pegava água do tanque de Siloé com um jarro de ouro, levava até o templo e a derramava sobre o altar oferecendo-a a Deus. Essa cerimônia repleta de emoção era um memorial às águas que fluíram da rocha quando os israelitas vagaram pelo deserto. No último dia da festa, o povo marchava sete vezes ao redor do altar em memória às sete voltas dadas ao redor dos muros de Jericó. É bem provável que, no exato momento em que o sacerdote derramava a água sobre o altar, Jesus tenha clamado em alta voz: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba.

7.38 — Como diz a Escritura. Essa referência não diz respeito apenas a essa passagem, mas também a outras passagens como Números 24-7; Deuteronômio 18.15; Isaías 58.11; Zacarias 14.8. Ao contrário da pequena quantidade de água derramada durante todos os dias da festa, haverá um rio de águas para aqueles que creem em Jesus. E elas não somente os saciarão, como também se tornarão em um rio em que outros poderão beber e se saciar também (v. 39).

7.39 — João explica que Jesus estava falando do Espírito Santo que saciaria nossa sede e seria uma fonte contínua a saciar a sede dos outros também. O Espírito Santo viria depois da morte, ressurreição e ascensão de Jesus. Ele mesmo já tinha preparado os discípulos para tal acontecimento certa feita no cenáculo (Jo 14.16-20; 15.26,27; 16.7-15).

7.40-44 — Moisés predisse que o Cristo viria da descendência de Davi (Dt 18.15-18; 2 Sm 7.14- 16). Muitos da multidão sabiam que o Messias viria de Belém (Mq 5.2). Contudo, eles não sabiam que Jesus tinha nascido lá. Eles achavam que Jesus era da Galileia (v.41; Mt 16.13,14). Eles conheciam as Escrituras, mas não dedicavam tempo para conhecer o Messias (Jo 5.39).

7.45,46 — Os guardas poderiam ter dito que não haviam prendido Jesus por medo da multidão, mas não fizeram isso. Ao contrário, disseram que Jesus era diferente de todos que eles tinham ouvido até então.

7.47,48 — Depois que os guardas disseram que não haviam prendido Jesus, os fariseus deram uma resposta cheia de arrogância; reação que lhes era bem peculiar: Também vós fostes enganados? Talvez os guardas tenham concluído: Já que os líderes religiosos não creem em Jesus, ele não deve ser mesmo o Messias. Na verdade, embora os pobres ouvissem Jesus com alegria, os líderes religiosos faziam parte da minoria que não cria nele. Jesus era uma ameaça para eles, pois haviam se corrompido por poder e riquezas.

7.49 — Esta multidão [...] é maldita. Os fariseus acusavam o povo de não conhecer a Lei e, por isso, estar sob a maldição de Deus (Dt 28.15). A situação chega a ser irônica porque eram os fariseus, e não a multidão, que estavam sob maldição por terem rejeitado o Filho de Deus (Jo 3.36).

7.50,51 — Nicodemos apelou para a justiça (Jo 3.2; 12.42,43), mas seu apelo foi rejeitado.

7.52 — Da Galileia nenhum profeta surgiu. Na verdade, os profetas Jonas, Oséias, Naum, e talvez Elias, Eliseu e Amós eram da Galileia ou de algum lugar próximo a ela.

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