Significado de Mateus 12

Significado de Mateus 12

Significado de Mateus 12


Mateus 12

12.1,2 — A forma de Jesus guardar o Sábado foi o primeiro motivo de contenda entre Ele e as autoridades religiosas. Para os escribas e fariseus, o Sábado era um símbolo da aliança mosaica. Por essa razão, profaná-lo era o mesmo que desobedecer a toda a Lei de Moisés (Nm 15.30-36). Era proibido colher qualquer coisa no Sábado (Ex 34.21), mas os discípulos estavam colhendo espigas para comer, não para vender. Eles não estavam violando a Lei de Deus. Os escribas e fariseus determinaram 39 tipos de trabalho que eram proibidos no Sábado. Segundo eles, colher era um deles, portanto os discípulos estariam violando o Sábado. Os fariseus queriam que Jesus fizesse algo de errado para acusá-lo de ter violado a Lei.

12.3-5 — Violam o sábado. Era no Sábado que os sacerdotes desempenhavam suas funções ministeriais, demonstrando assim que o ofício religioso tinha prioridade sobre a observância regular desse dia sagrado.

12.7,8 — Veja Oseias 6.6 e compare também com Mateus 9.13.

12.14 — Devido ao conceito que Jesus tinha sobre o Sábado, os fariseus concluíram que Ele estava tentando acabar com o sistema da Lei mosaica e, portanto, tinha de ser destruído. A oposição deles a Jesus estava crescendo.

12.15,16 — Retirou-se. A partir de então, o ministério do Senhor foi marcado pela oposição, por Suas retiradas para evitar o confronto e pela ministração contínua a Seus discípulos.

12.17-21 — Essa citação de Isaías 42.1-4 mostra que a retirada silenciosa de Jesus retrata muito bem a descrição do Messias feita pelo profeta. O aspecto mais importante dessa profecia é que a atitude discreta de Jesus ante a oposição dos judeus redundaria em bênçãos para os gentios.

12.22-24 — Não é este o Filho de Davi? Poderia ser traduzido como este não pode ser o Filho de Davi, pode? A pergunta espera uma resposta negativa.

12.25-28 — A defesa de Jesus contém três partes: primeiro, um reino, uma cidade e até mesmo uma família não podem continuar existindo se estiverem divididas. Segundo, quando os discípulos dos fariseus exorcizavam demônios, os próprios fariseus afirmavam que aquilo era realizado pelo poder de Deus. Terceiro, o fato de o Messias expulsar demônios indicava que o Reino de Deus estava próximo.

12.27 — Os vossos filhos. É provável que os judeus expulsassem demônios em nome de Deus (At 19.13-181.

Eles mesmos serão os vossos juízes. O próprio povo reconhecia que somente Deus poderia expelir os demônios.

12.29,30 — Esse versículo mostra como o Rei Jesus enfrentou os poderes de Satanás. Ao expulsar demônios, Jesus estava destituindo Satanás. Mas, quando vier repentinamente para estabelecer Seu reino, Jesus aprisionará Satanás de uma só vez e para sempre (Ap 20.1-10).

12.31,32 — Essa passagem fala sobre o vergonhoso pecado que não pode ser perdoado. A primeira pergunta a ser respondida é: Por que a blasfêmia contra o Filho do Homem é perdoada, mas não a blasfêmia contra o Espírito Santo? O segredo parece estar no título Filho do Homem, que descreve Jesus ou o Messias em termos humanos; Ele era um homem. Alguém pode analisar quem era Jesus e concluir que Ele não passava de um ser humano. No entanto, se o Espírito Santo convencer alguém de que Jesus é mais do que um simples mortal, mas essa pessoa se recusar a aceitar o ministério do Espírito Santo, certamente não haverá perdão para ela. O pecado contra o Espírito Santo é chamado de blasfêmia porque indica que uma decisão final e irrevogável foi tomada. O pecado que não é perdoado é a rejeição obstinada da obra do Espírito Santo em convencer-nos do perdão que Cristo nos oferece. Referindo-se especificamente aos líderes de Israel, Jesus ofereceu a todos eles as provas que estavam esperando — o ministério de João, o testemunho do Pai, as profecias do Antigo Testamento, Seu próprio testemunho e a autenticação do Espírito Santo. Mas, já que eles rejeitaram todas as evidências de que Jesus era o Messias, nada mais lhes seria concedido.

12.33-37 — Por tuas palavras não significa que alguém será justificado ou condenado pelo que diz, antes se refere às evidências externas que revelam a atitude interna do coração. Os fariseus queriam uma prova material do que Cristo dizia, mas desprezaram a prova cabal que havia nos milagres realizados por Ele.

12.38,39 — O pedido de um sinal é prova de incredulidade, não de fé. O [sinal] do profeta Jonas é explicado em Mateus 12.40 como sendo a ressurreição.

12.40 — Três dias e três noites não significa necessariamente três dias completos. Em Israel, naquela época, uma parte do dia já era considerada um dia inteiro (Et 4.16; 5.1); sendo assim, um período de vinte e seis horas poderia ser chamado de três dias.

12.41,42 — Os ninivitas representam os gentios que receberam a fé por causa da palavra dos profetas de Deus e dos reis, pessoas menores que Jesus Cristo, o unigênito de Deus.

12.43-50 — Essa analogia, de uma maneira geral, descreve uma reforma moral que aconteceu em Israel como resultado do ministério de João Batista e de Jesus. A reforma, porém, não foi genuína (Mt 3.7-10), pois a incredulidade de Israel e sua dureza de coração tornaram-se piores do que antes.

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