Significado de Mateus 21


Significado de Mateus 21

Significado de Mateus 21


Mateus 21

21.1 — O monte das Oliveiras ficava a leste de Jerusalém, logo após o vale de Cedrom. Betfagé ficava no lado oriental do monte das Oliveiras.

21.2,3 — O Senhor aqui é Jesus. O dono do animal provavelmente era um seguidor de Jesus ou, pelo menos, um admirador Seu.

21.4,5 — Tudo isso aconteceu para que se cumprisse Isaías 62.11 e Zacarias 9.9. O que é mais enfatizado nessas profecias e nos atos de Jesus é Sua humildade.

21.6,7 — Os discípulos puseram as suas vestes sobre o animal para que Jesus pudesse montá-lo. Possivelmente a mãe do jumentinho ia na frente, seguido por ele carregando Jesus.

21.8 —Muitíssima gente não era os habitantes de Jerusalém (compare com Mt 21.10), mas uma grande multidão que seguia Jesus desde Jericó (Mt 20.29) até Jerusalém. A cena era digna de um rei (2 Rs 9.13). Surpreendentemente, pouco tempo antes Jesus tinha evitado toda essa exposição (Mt 8.4; 9.30; 12.16; 17.9). Por causa da oposição, Ele havia-se retirado (Mt 12.15; 14.13; 15.21). Agora, estava entrando em Jerusalém à vista de todos como Rei! Mas a questão aqui é óbvia: o Senhor Jesus estava se apresentando a Israel como seu Messias e Rei. E é maravilhoso verificar que esse foi exatamente o dia que o profeta Daniel havia profetizado: 173.880 dias desde o decreto de Artaxerxes até então (Dn 9.25). Veja que Lucas 19.42 diz teu dia.

21.9 — Hosana significa literalmente salve-nos agora, como no Salmo 118.25, mas passou a ter o sentido de um clamor de júbilo; algo como:  salve! ; seja louvado!

Bendito o que vem em nome do Senhor é uma citação do Salmo 118.26. Esse salmo prediz a chegada da era milenial e, nesse dia, o Sábado traria descanso ao Reino (Hb 4.9) e todos diriam: Este é o dia que fez o Senhor (SI 118.24). A cena inteira prediz a chegada do Reino de Cristo.

21.10 — A cidade se alvoroçou significa literalmente a cidade foi abalada. O mesmo verbo é usado em Mateus 2.3, referindo-se à reação de Herodes diante dos magos que perguntavam sobre o nascimento do Rei de Israel.

21.10,11 — Aqui existe um contraste entre as pessoas da cidade, que não sabiam quem era o Senhor, e a multidão, que dizia às pessoas quem Ele era. È provável que houvesse muitos galileus ali, que tinham ido para as festas e já conheciam o Senhor por causa de Sua pregação e de Seu ministério de cura ao norte da nação. N a tradição e na história judaica, o salmo citado era considerado um salmo messiânico, e o fato de Jesus ter montado um jumentinho (não um cavalo) marcou a entrada oficial do Rei em Jerusalém.

21.12 — Os Evangelhos falam de duas purificações do templo — uma em João 2.14-17, no começo do ministério de Jesus, e uma em outro Evangelho sinótico ao final de Seu ministério (Mc 11.15-17; Lc 19.45,46).

Vendiam e compravam. A corrupção comercial era um mal sem controle dentro dos átrios do templo. E bem provável que parte do lucro do que era negociado ali fosse para a família do sumo sacerdote. Baseadas nesse episódio, algumas igrejas hoje em dia não permitem que nada seja vendido dentro delas. Mas há pelo menos duas coisas erradas nessa atitude. Primeiro, Jesus não estava condenando a venda de animais para o sacrifício nem as operações de câmbio. O que Ele condenou foi o engano, a extorsão e a comercialização corrupta. Segundo, a igreja hoje não é templo de Deus, mas, sim, os cristãos. Deus habita naqueles que foram levados remidos por cristo

Os cambistas aceitavam trocar moedas com símbolos pagãos para serem usadas no templo. Mas eles cobravam um pouco mais por esse serviço. Os que vendiam pombas cobravam um preço exorbitante por elas.

21.13 — A minha casa será chamada casa de oração é uma citação de Isaías 56.7. Covil de ladrões. O templo havia se tornado um antro de bandidos. Jeremias 7.9,10 diz que o povo judeu, após cometer todos os tipos de pecado, achava que ficaria livre das consequências simplesmente porque ia ao templo. Por essa razão, nos dias de Jeremias, o templo havia se tornado um covil de ladrões, como nos dias de Jesus.

21.14-16 — No Salmo 8.2, que é citado aqui, as criancinhas expressam louvor diante dos inimigos.

21.17 — A ideia aqui é que Jesus deixou os príncipes dos sacerdotes e escribas, o templo e a cidade de Jerusalém. Em vez de receber bem seu Messias, os líderes religiosos o rejeitaram e se colocaram contra Ele.

21.18,19 — Teve fome. Jesus queria comer o fruto de uma figueira, mas não pôde fazer isso. As figueiras não dão frutos na primavera, durante a Páscoa, mas no outono. Entretanto, as figueiras dão uns brotos pequenos e comestíveis que aparecem antes de suas folhas brotarem. Essa árvore estava cheia de folhas, mas sem nenhum fruto. Parecia uma árvore promissora, mas estava vazia, assim como a cidade de Jerusalém e seu lindo templo. Imediatamente não quer dizer necessariamente na mesma hora; pode significar logo, como em Lucas 19.11 (Mc 11.12-14,20-24). Esse milagre — o único milagre de Jesus onde houve condenação — é um exemplo do juízo de Deus sobre os israelitas que confessavam crer em Deus, mas não produziam nenhum fruto espiritual de verdade.

21.20-22 — O caso da figueira que secou é um exemplo do juízo de Deus sobre Israel por causa de sua incredulidade, mas também foi uma forma que Jesus usou para ensinar a Seus discípulos que a fé opera milagres e é a base para a resposta de toda oração. Por mais que alguém tente, não é pelo esforço que sua fé aumenta, mas sim pela Palavra que o leva a crer. É por isso que precisamos conhecer a vontade de Deus para crer de modo correto (Jr 9.23,24).

21.23 — Isso se refere à entrada triunfal, a purificação do templo e à aceitação da adoração feita pelas criancinhas. O fato de os príncipes dos sacerdotes e os anciãos terem-se voltado contra o Senhor Jesus demonstra todo o antagonismo do Sinédrio em relação a Ele. Os sacerdotes, anciãos e escribas eram os três grupos que compunham esse conselho.

21.24,25 — Um método rabínico muito comum era responder a uma pergunta com outra pergunta.

21.26,27 — Não sabemos. Os líderes religiosos deixaram de responder à pergunta do Senhor não somente porque não sabiam a resposta para ela, mas também porque não tinham condição alguma de ser líderes espirituais.

21.28-32 — Publicanos e meretrizes é uma forma de expressar a reprovação moral de Jesus aos líderes judaicos. As palavras de Jesus entram adiante de vós não somente indicavam que os pecadores arrependidos entravam no Reino antes, mas também abria uma porta para que os líderes religiosos se arrependessem. No entanto, apesar de verem o exemplo dos publicanos e meretrizes que se arrependeram, esses líderes religiosos, que se achavam muito justos, recusaram-se a crer. A parábola condena a conduta deles. Algo notório é como Jesus se agrada do quebrantamento e da fé dos pecadores em Deus.

21.33-41 — O início da parábola dos lavradores maus traz uma linguagem parecida com a de Isaías 5.1,2. No entanto, há uma diferença. Em Isaías 5, a vinha e sua provisão representam Israel; aqui, a vinha representa o Reino de Deus (compare Isaías 5.7). A descrição detalhada da vinha revela que o pai de família cuidava muito bem dos seus e se preocupava com o bem-estar deles. O dono da vinha é Deus; os lavradores, a nação de Israel. Por ser o povo de Deus, Israel devia ser o primeiro a colher os frutos da vinda do Reino. Os servos são os mensageiros de Deus, os profetas que foram tratados muito mal pelos líderes judeus (1 Rs 18.4; 19.10; 22.24; 2 Cr 24.20,21; Ne 9.26; Jr 2.30; 20.1; 26.20-23; 37.15; 38.6). O filho é Jesus, o Messias.

21.42 — Esse versículo explica que a rejeição do Filho (Mt 21.38,39) foi profetizada no Salmo 118.22,23. A pedra rejeitada é o Messias, que veio a tornar-se a principal pedra, angular (a ra ) (M c 12.10,11; Lc 20.17; At 4.11; Ef 2.20; 1 Pe 2.7).

21.43 — Nação aqui se refere à Igreja (Rm 10.19; 1 Pe 2.9). Isso não significa, porém, que o Reino foi tirado para sempre de Israel (Rm 11.26,27). Isso seria impossível por causa da promessa feita por Deus a Abraão, a Davi e aos profetas. Israel, como povo e nação, seria restaurado e ocuparia novamente um lugar de bênção, como disse Paulo em Romanos 11.26,27. A vinha foi provisoriamente arrendada à Igreja para que possa produzir frutos de arrependimento. Um dia, o Reino será restaurado em Israel (Mt 19.28).

21.44-46 — Essa frase paradoxal indica que as pessoas tem duas opções diante de Cristo, a pedra. Elas podem quebrantar-se e arrepender-se, como resultado de sua conversão a Cristo, ou não se arrepender e acabar sendo condenadas. A referência ao pó parece vir de Daniel 2.35,44,45.

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