Significado de Mateus 28


Significado de Mateus 28

Significado de Mateus 28


Mateus 28

28.1-20 — Embora o discurso de Mateus sobre a ressurreição de Jesus seja bem breve, ele o defende com muita ênfase. A ressurreição foi comprovada por inúmeras testemunhas, inclusive anjos, vários soldados e a mulher no sepulcro (Mt 28.1-8).

O sepulcro com o corpo de Jesus foi selado como uma grande pedra (Mt 27.66), porém Ele não foi mais encontrado lá depois (Mt 28.6,8). A desculpa dos soldados não tinha lógica alguma (Mt 28.11-15). Nenhum soldado romano admitiria ter dormido em seu posto, pois a punição para isso era a morte.

Finalmente, Jesus mesmo apareceu a muitos dos discípulos, dando, mais uma vez, testemunho de Sua ressurreição (Mt 28.16-20). Mateus apresenta a prova da ressurreição de Jesus com precisão porque essa doutrina é fundamental à fé cristã.

A ressurreição é a prova de que Jesus é o Messias, o Filho de Deus (Mt 12.38,39), e a confirmação das próprias profecias feitas pelo Senhor (Mt 16.21; 17.22,23; 20.17-19). Em 1 Coríntios 15.12-19, Paulo enfatiza a importância da ressurreição, listando uma série de consequências que adviriam se essa doutrina fosse negada.

28.1 — No fim do sábado. O Sábado terminava ao pôr do sol do próprio sábado. Os eventos desse versículo aconteceram ao amanhecer de domingo. A duas Marias são identificadas em Mateus 27.56,61.

28.2 — Um grande terremoto marcou a morte do Senhor Jesus (Mt 27.51); aqui está uma prova de Sua ressurreição. O sepulcro não foi aberto para que Cristo saísse, mas para que os outros entrassem para ver que ele estava vazio.

28.3,4 — O aspecto de um relâmpago é uma característica dos seres celestiais (Mt 17.2; Dn 7.9; 10.5,6; At 1.10; Ap 3.4,5; 4-4; 6.11; 7.9,13; 19.14).

28.5,6 — Já ressuscitou, como tinha dito. Veja as profecias de Jesus sobre Sua ressurreição em Mateus 12.40; 16.21; 17.9,23; 26.32.

28.7,8 — As primeiras aparições de Jesus após Sua ressurreição foram em Jerusalém e na Judeia, depois na Galileia, e novamente em Jerusalém. Tanto Mateus 28 quanto João 21 dão ênfase às aparições na Galileia. A ordem dada por Cristo: Vinde e vede (Mt 28.6) é seguida aqui por: Ide [...] dizei. Esta será sempre uma ordenança divina: dizer a todos as boas-novas do Senhor.

28.9,10 — A Galileia é apontada aqui como o local que Jesus marcou para encontrar Seus discípulos (Mt 26.32; 28.7). E também o local onde foi dada a Grande Comissão (Mt 28.18-20). Veja que o Senhor chama Seus discípulos de meus irmãos (Mt 12.48-50; SI 22.22; Hb 2.11,12).

28.11 — Os guardas romanos anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido porque eles foram designados a realizar uma tarefa para as autoridades religiosas (Mt 27.65).

28.12-14 — Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. Além de ser uma grande mentira, essa explicação era muito fraca. Se um soldado romano fosse encontrado dormindo em seu posto, ou se o prisioneiro escapasse, a pena seria a morte (At 12.19; 16.27,28; 27.42). Pode ser até que um soldado viesse a dormir, mas é pouco provável que todos eles estivessem dormindo ao mesmo tempo. Além disso, pessoas que estão dormindo não são testemunhas muito boas. Já que eles estavam dormindo, como é que sabiam o que aconteceu?

28.15 — Até ao dia de hoje se refere exatamente até o dia em que Mateus escreveu seu evangelho; entretanto, essa explicação continua sendo aceita até hoje.

28, 17 — Quando os onze discípulos partiram para a Galileia, provavelmente foram acompanhados por muitas pessoas. E essa pode ter sido a aparição para mais de quinhentas pessoas mencionada por Paulo em 1 Coríntios 15.6. Isso pode explicar também por que alguns duvidaram; afinal, os onze confirmaram sua crença no Cristo ressuscitado nessa ocasião (Jo 20.19-28).

28.18 — E-me dado todo o poder no céu e na terra. Todo o poder foi dado a Jesus, embora Ele ainda não estivesse exercendo-o plenamente (Fp 2.9-11; Hb 2.5-9; 10.12,13; Ap 3.21). Ele manifestará Seu poder quando voltar em toda a Sua glória (Mt 19.28; 1 Co 15.27,28; Ef 1.10). A palavra poder geralmente se refere à autoridade delegada (como em 8.9; 9.6,8; 10.1; 21.23,24,27). Foi o Pai quem deu essa autoridade ao Filho (Fp 2.9-11). E bem possível que o Senhor Jesus estivesse relembrando aqui a profecia em Daniel 7.13,14.

28.19,20 — Esse versículo geralmente é interpretado como se contivesse três mandamentos, ou seja: ir, batizar, fazer discípulos ou ensinar. Mas, na verdade, a Grande Comissão gira em torno do mais imperativo deles: fazer discípulos. Fazer discípulos envolve três passos: ir, batizar e ensinar, principalmente os dois últimos. O batismo aponta para a decisão de crer em Cristo. Quando uma pessoa cria em Cristo, ela deveria ser batizada; não há nenhum cristão no Novo Testamento que não tivesse sido batizado.

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