Significado de Mateus 3


Significado de Mateus 3

Significado de Mateus 3


Mateus 3

3.1 — Como precursor de Cristo, João Batista precedeu o Senhor Jesus em Seu nascimento, Seu ministério e Sua morte. Lucas descreve o nascimento de João (Lc 1), mas Mateus vai direto à proclamação da vinda do Reino dos céus. João é chamado de Batista porque batizava as pessoas. Diferente da prática comum dos prosélitos e da ministração do ritual de purificação dos judeus, João batizava todos os que iam a ele, demonstravam arrependimento e se identificavam com sua mensagem.

3.2 — A palavra grega para o verbo arrepender-se indica uma mudança de opinião e de atitude que pode muito bem levar a uma aflição profunda por causa do pecado. Mas a ideia principal é uma mudança na maneira de pensar, que transforma a vida da pessoa (Mt 3.8).

Reino dos céus geralmente é usado como sinônimo de Reino de Deus. Ambos os termos são muito usados ao longo de todo o Novo Testamento para se referir à implantação do Reino celestial de Deus na terra por intermédio de Jesus Cristo. Esse Reino estava muito próximo porque foi oferecido a Israel na pessoa do Messias. Em nenhum outro lugar do Novo Testamento está escrito que o Reino havia chegado (as passagens que falam desse assunto serão tratadas ao longo do evangelho de Mateus.) A verdadeira vinda e o surgimento do Reino dependiam da resposta de Israel ao Messias (At 3.19-23), e essa dependência perdura até os dias de hoje (Zc 12.10-14). O Reino havia chegado porque estava sendo oferecido a Israel pelo Messias.

A pregação de João pressupunha que o juízo aconteceria antes da vinda do Reino, algo que foi ensinado pelos profetas do Antigo Testamento (Is 4.4,5; 5.15,16; 42.1; Jr 33.14-16; Ez 20.33-38; Dn 7.26,27; J1 1.14,15; 3.12-17; S f 1.2-18; 3.8-13; Zc 13.2,9; Ml 3.1-5; 4-1-6). A essa altura, João pensava que a nação de Israel se arrependeria e o Reino viria. João disse aos judeus da sua geração que se arrependessem a fim de poder entrar no Reino de Cristo.

3.3-6 — As veredas foram endireitadas, reparadas, consertadas, aplainadas e niveladas antes da vinda do Rei. João estava, portanto, preparando o caminho espiritual do Messias antes de Sua chegada. A citação aqui é de Isaías 40.3, passagem em que o profeta mostra a necessidade de preparar o caminho para a volta do povo judeu do cativeiro no exílio para sua terra natal, Israel.

3.7-9 — Os fariseus e saduceus eram dois grupos religiosos que dominavam nos dias de Cristo. Ambos os grupos afirmavam que eram os verdadeiros seguidores do judaísmo, mas suas crenças eram muito diferentes.

Os fariseus tinham o respeito dos leigos de Israel. Em termos de doutrina, não se apegavam somente à Lei de Moisés, aos profetas e às Escrituras, mas também ao conjunto completo da tradição oral. Suas atividades se concentravam nas sinagogas.

Os saduceus estavam ligados à casta sacerdotal, para quem a adoração estava centralizada no templo. Extremamente conservadores, suas crenças relacionavam-se essencialmente ao Pentateuco — os livros de Gênesis a Deuteronômio (At 23.6-10).

3.10 — Está posto o machado à raiz das árvores. João comparou seu ministério com o machado de Deus que arranca de Seu jardim as árvores mortas, principalmente as que não produzem frutos de arrependimento.

3.11-14 — Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. João convocava as pessoas ao arrependimento mediante o batismo nas águas, mas aquele que viria após ele era tão grandioso que traria a si mesmo todas as pessoas e as batizaria com o Espírito Santo. João sabia que o Reino que viria seria marcado pela grande atuação do Espírito Santo na vida das pessoas (Is 32.15; 44.3; Ez 11.19; 36.26; 39.29; J12.28; Zc 12.10). Cabia ao Messias, então, realizar essa obra, batizar Seu povo com o Espírito. Mas aqueles que o rejeitassem, Ele os batizaria com fogo, o que provavelmente é uma alegoria do juízo de Deus (Mt 3.10-12).

Na Sua primeira vinda, Cristo batizou com o Espírito. Porém, quando vier novamente, Ele batizará com fogo.

O significado de fogo aqui é controverso, mas pode ser entendido como uma expressão do juízo proclamado por Deus antes (Mt 3.10) e depois (Mt 3.12). Uma comparação cuidadosa de três passagens semelhantes (Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33) revela que o batismo com fogo é mencionado somente quando o juízo aparece antes no contexto.

3.15 — Cumprir toda a justiça. Essa expressão não significa que o Senhor Jesus foi batizado porque tinha pecado, pois Ele não tinha pecado (2 Co 5.21; Hb 4.15; 7.26). O batismo de Jesus provavelmente serviu a muitos propósitos: (1) Jesus se identificou com o remanescente fiel de Israel que havia sido batizado por João; (2) confirmou o ministério de João; e (3) cumpriu a vontade do Pai.

3.16,17 — O Espírito de Deus descendo. Essa é a prova cabal de que Deus reconheceu Jesus como o Messias.

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