Significado de Mateus 7


Significado de Mateus 7

Significado de Mateus 7


Mateus 7

7.1 — Essa restrição não quer dizer que um discípulo jamais possa julgar. Afinal de contas, é preciso algum tipo de julgamento para obedecer à ordem em Mateus 7.6. O ponto principal desse versículo é que o cristão não deve ter um espírito acusador, que o leva a julgar e a condenar as pessoas.

7.2-5 — Todo julgamento feito por alguém se torna a base de seu próprio julgamento (Tg 3.1,2).

7.6 — Cães e porcos se referem àqueles que são inimigos do evangelho, ao contrário daqueles que são simplesmente gentios. Esses inimigos de Deus serão rejeitados (Mt 15.14; 2 Co 6.14-18). Um exemplo de alguém assim é Herodes Antipas, que atentava para o que João Batista dizia (Mc 6.20), mas mandou decapitá-lo (Mt 14.1-12; Mc 6.14-28; Lc 9.7-9). Mais tarde, quando compareceu perante Herodes, Jesus não lhe disse nada (Lc 23.8,9). No contexto dessa passagem, Herodes se tornou um cão ou um porco.

A ideia aqui não é que devemos deixar de pregar para aqueles que são párias da sociedade, pois Jesus mesmo foi até os pobres pecadores que havia no meio do povo. Ao contrário, a questão aqui é que é inútil continuarmos pregando a verdade àqueles que a recusam.

7.7-11 — Anteriormente, uma comparação foi feita entre as expressões de adoração (ofertar, orar e jejuar) e a consequência de uma vida com Deus (ter bom senso, julgar com justiça). E provável que a declaração que Jesus faz aqui é para enfatizar como é importante a oração. E essa declaração não foi feita fora de hora, como alguns presumem; ao contrário, ela dá ao cristão a capacitação para julgar com justiça. Se orássemos com toda a sinceridade por aqueles que são alvo em potencial de nossas críticas, no final, acabaríamos fazendo um grande bem a eles.

Os três imperativos pedi, buscai e batei estão, no original, no tempo presente, indicando que devemos orar sempre e nunca desistir daqueles a quem queremos bem. Tudo aquilo de que precisamos para ser bem-sucedidos espiritualmente já foi prometido a nós. As bênçãos e a provisão de Deus estão disponíveis para todos os Seus filhos.

7.12 — O termo a Lei e os Profetas é o mesmo de Mateus 5.17. A chamada regra de ouro é uma aplicação prática de Levítico 19.18: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

7.13-27 — A parte final do Sermão do Monte coloca diante de nós duas alternativas. E isso é feito por meio de algumas situações antagônicas: duas portas (Mt 7.13,14); duas árvores (Mt 7.15-20); e dois fundamentos (Mt 7.24-29). Esse era um método comum de ensinar, tanto no estilo judaico como no greco-romano.

7.13,14 — Larga [...] espaçoso. A maioria das pessoas neste mundo tem as mesmas atitudes dos escribas e fariseus. Elas simplesmente acreditam na salvação pelas boas obras. Jesus faz uma interpretação muito diferente da Lei, a regra de vida daqueles que o seguiam. Ele a coloca ao nível do coração e, ao fazer isso, exclui muitos de Seu Reino.

Estreita [...] poucos. Aqueles que põem sua confiança somente nas obras (1 Co 3.12-15; 6.9,10).

7.15-20 — Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas. Os textos em Deuteronômio 13.1-11 e 18.20-22 nos mostram como devemos discernir quem são os falsos profetas e enfrentá-los. É pelos seus frutos que discerniremos os falsos mestres dos mestres de verdade. Frutos aqui não é nada mais do que as obras, e isso inclui a doutrina que ensinam (16.12; 1 Jo4-1-3). Aquele que fala em nome de Deus tem de ser provado pelas doutrinas bíblicas. O mesmo princípio contínua valendo hoje em dia. Os pregadores e mestres devem ser provados pelas verdades da Palavra de Deus (Jd 3; Ap 22.18,19).

7.21-23 — Já que muitos ensinam o que é errado, a tendência é perguntar como todos eles podem estar errados, haja vista que fazem tantas coisas boas que parecem corretas. Por exemplo, eles profetizam, expulsam demônios e fazem muitas maravilhas. E realizam tudo isso em nome do Senhor, o que é enfatizado pela repetição do termo três vezes (compare com Mateus 24-4,5; 23-25). Aí surge a questão: existe prova maior de poder do que essas coisas? Devemos lembrar que Cristo estava interpretando a Lei para eles, e a Lei deixava bem claro que a Palavra de Deus é maior do que qualquer milagre. Por mais que os sinais acontecessem, eles deveriam ser rejeitados se a mensagem não estivesse de acordo com a Palavra de Deus, quando então o falso mestre seria executado (Dt 13).

7.24-27 — A diferença principal dessas duas casas não está na aparência. Os escribas e fariseus pareciam tão justos quanto os herdeiros do Reino. Mas a chave de toda questão é o fundamento. A casa sobre a rocha é o exemplo de uma vida edificada em um relacionamento verdadeiro com Cristo (Mt 16.18; 1 Co 10.4; 1 Pe 2.4-8). Ela passará pelo teste do juízo de Deus, mas a casa sobre a areia não (1 Co 3.12-15).

7.28,29 — Não como os escribas. Os escribas sempre viviam bajulando as autoridades para que elas dessem crédito àquilo que diziam. Mas as palavras de Jesus tinham autoridade em si mesmas. Observe as frases: Eu, porém, vos digo, em Mateus 5.22,28,32; [Eu] tos digo, em Mateus 5.20; e em verdade te digo, em Mateus 5.26.

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