2016/10/18

Êxodo 33 — Comentário de Matthew Henry

Êxodo 33 — Comentário de Matthew Henry

Êxodo 33 — Comentário de Matthew Henry





Êxodo 33

Versículos 1-6: O Senhor se recusa a ir com Israel; 7-11: O tabernáculo de Moisés é transferido do acampamento para o lado de fora; 12-23: Moisés deseja ver a glória de Deus.

Vv. 1-6. Deve ser esclarecido, a quem Deus perdoa, a consequência de seu pecado. "Eu não subirei no meio de ti" ; esta frase expressava em grande medida o desagrado de Deus. Ainda que Ele prometa cumprir o pacto feito com Abraão, dando-lhes Canaã, nega-lhes os sinais de sua presença, com os quais tinham sido abençoados.

Todos choraram por causa dos pecados que cometeram. De todos os frutos e amargas consequências do pecado, o que os verdadeiros arrependidos lamentam e mais temem, é que Deus se aparte deles. A própria Canaã não seria uma terra agradável sem a presença do Senhor. Aqueles que foram ataviados para manter o pecado não puderam fazer outra coisa senão tirar de si os seus atavios como sinal de pesar e vergonha pela transgressão cometida.

Vv. 7-11. Moisés tomou o tabernáculo e levantou-o fora do acampamento. Parece ter sido um edifício temporal, montado para o culto, e no qual as disputas do povo eram julgadas. O povo tinha os olhos fitos em Moisés; eles tinham um grande desejo de estar em paz com Deus, e interessava-lhes saber o que aconteceria.

A coluna de nuvem, que tinha se apartado do acampamento quando foi contaminado pela idolatria, retornou. Se o nosso coração sair ao encontro de Deus, Ele virá em nossa direção misericordiosamente.

Vv. 12-23. Moisés foi muito honesto para com Deus. Assim, a intercessão de Cristo não somente nos salva da ruína, mas ainda adquire para nós o direito à eterna bem-aventurança.

Observe aqui como ele "argumenta". Nós encontraremos graça aos olhos de Deus se tivermos graça em nossos corações para guiar-nos e apressar-nos no caminho de nosso dever. Moisés fala como quem teme a idéia de seguir avante sem a presença do Senhor. As promessas da graça de Deus e de sua misericórdia para conosco não somente devem alentar a nossa fé, mas também precisam estimular o nosso fervor para orar. Observe como ele "pressiona". Observe, como em um tipo, a intercessão de Cristo, que sempre dá a vida para interceder a favor de todos os que vierem a Deus por meio dEle; e que não é por causa de algo que exista a favor daqueles pelos quais Ele intercede.

Moisés pede para contemplar a glória de Deus, e é atendido. A visão completa da glória de Deus esmagaria até mesmo o próprio Moisés. O ser humano é mau e indigno de contemplar a majestade divina. É fraco, e não a suportaria; é culpável, e não poderia ter outra reação senão temê-la. A revelação misericordiosa que é feita em Cristo Jesus é o máximo que podemos suportar.

O Senhor concedeu o que satisfaria Moisés abundantemente. A bondade de Deus faz parte de sua glória; Ele fará com que o conheçamos pela glória de sua misericórdia, mais do que pela glória de sua majestade.

Sobre a rocha, havia um local adequado para que Moisés visse a bondade e a glória de Deus. A penha de Horebe era um tipo de Cristo, a Rocha de refúgio, salvação e força. Felizes os que estão sobre esta rocha. A fenda pode ser um emblema de Cristo, como partido, crucificado, ferido e morto.

O que vem a seguir denota o conhecimento imperfeito que os homens têm em relação a Deus no estado presente, mesmo conforme é revelado em Cristo; porque isto, em comparação à visão celestial dEle, é somente como ver um homem que passou, cujas costas são a única parte que se pode ver. As manifestações mais plenas e brilhantes de sua glória, graça t bondade, estão reservadas para que o vejamos no decorrer da vida eterna.

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