2015/11/13

Estudo sobre Jó 15

Estudo sobre Jó 15




Estudo sobre Jó 15.1
SEGUNDO CICLO DE DISCURSOS Jó 15.1-21.34
Segundo discurso de Elifaz (Jó 15.1-35)
Elifaz sente-se profundamente ferido ao verificar que Jó espezinhou as pérolas de sabedoria que os seus amigos lhe lançaram. Aparentemente foram vãos todos os seus esforços no sentido de obrigar Jó a humilhar-se, submissamente, ante o Deus de toda a sabedoria e de todo o poder. Mas talvez lhe sirva de aviso um luminoso comentário ao juízo divino iminente sobre todos os ímpios da terra. É esta a principal flecha que lhe dispararam os amigos no segundo ciclo de discursos. Segundo parece, as consolações de Deus (11), das quais eles foram o porta-voz, de nada serviram a Jó. Talvez os terrores de Deus o chamem à realidade. Ao escutarmos Elifaz sentimos que ele está ferido no seu orgulho e nas suas convicções religiosas.
A ATITUDE DE JÓ É CRITICADA (Jó 15.1-16). Elifaz acusa Jó de verbosidade oca e de irreligiosidade. Diminuis os rogos (4) ou “diminuis a devoção”. A proclamação da sua integridade e a sua crítica a Deus não passam de um astuto mecanismo de defesa (5). Elifaz acusa Jó de se julgar importante. Ele fala como se fosse alguma criatura privilegiada, que existisse antes do começo de todas as coisas, como se fizesse parte do conselho secreto de Deus, como se possuísse o monopólio da sabedoria. Quão ridiculamente insensato rejeitar o testemunho dos séculos e da experiência! O seu discurso, acusa Elifaz, demonstra, do princípio ao fim, uma trágica ignorância da impureza do homem, esse ser que bebe sofregamente a iniquidade como se fosse água (16). Se ao menos ele erguesse os olhos para Deus perante Quem os próprios anjos e os próprios céus são impuros (15)! Certo tradutor substitui a expressão porque piscas os teus olhos do versículo 12 por “porque cintilam de ira os teus olhos?”.

Estudo sobre Jó 15.17
O DESTINO DOS ÍMPIOS (Jó 15.17-35). Elifaz recorda a declaração de Jó em Jó 12.6. Chama em seu auxílio as palavras dos sábios vindas daquele tempo em que a moralidade e a religião não haviam ainda sido corrompidas por influências estrangeiras. Jó afirmara que os ímpios gozam de segurança. Afirmação monstruosamente errada! A sua segurança é perseguida por uma angústia constante (20); pelo pavor da calamidade que se aproxima, da desgraça cujos primeiros e ameaçadores murmúrios estão já nos seus ouvidos (21). E quando por fim desce sobre eles a temida escuridão, toda a esperança se esvai. Apenas lhes resta a violência, a fome, a tribulação e a angústia (22-24). Na sua efêmera hora de segurança podem até cometer o crime de levantar cidades assoladas que suportaram a maldição de Deus (28). Mas acumulam-se as nuvens, prepara-se a tempestade que por fim rebentará e porá fim à sua prosperidade (29-30). O seu destino é como o da planta que murcha e seca prematuramente (31-35).



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