2015/11/13

Estudo sobre Jó 21

Estudo sobre Jó 21



Estudo sobre Jó 21.1
Jó responde a Zofar (Jó 21.1-34)
INTRODUÇÃO (Jó 21.1-6). As palavras de Zofar são para Jó como um aguilhão. Profundamente ferido, ele responde aos amigos mais pormenorizadamente do que em qualquer dos discursos do segundo ciclo. Suplica que o escutem atentamente. É essa a única consolação que deseja e espera deles (2). A sua tarefa é já muito penosa e a falta de simpatia e de cooperação humana apenas lhe intensificam a angústia; é que a sua queixa não é contra o homem mas contra o próprio Deus (4). Treme só de pensar no que a sua atitude representa mas não pode desistir dela, a honestidade obriga-o a encarar os tremendos fatos que a observação coloca perante si (6).

Estudo sobre Jó 21.7
A PROSPERIDADE DOS ÍMPIOS (Jó 21.7-22). Jó contradiz desassombradamente a dogmática apresentação de Zofar da efêmera prosperidade dos ímpios (cf. Jó 20.4,5,11, etc.). Em cores fortes descreve a duradoura prosperidade do seu lar, da sua família, dos seus campos e dos seus rebanhos. E no fim dos seus dias descem tranquilamente à sepultura (7-13). Tudo isto a despeito da sua impiedade, da provocação que a sua vida representou para Deus (14-15). De nada vale dizer, como os seus amigos decerto diriam para defender a sua posição, que os filhos dos ímpios sentirão o peso da ira divina. O fato implicaria a impunidade dos ímpios. Que poderia contar para eles, depois da sua morte, a felicidade ou infelicidade dos filhos? Subitamente, Jó acusa os amigos de presunção ao elaborarem teorias simplistas acerca do governo de Deus. Ao fazê -lo estão praticamente a ensinar a Deus como devia governar os homens em vez de encararem os fatos como eles se apresentam em toda a sua realidade (22). Certa versão insere “vós dizeis” antes do versículo 16 e toma-o como objeção levantada pelos amigos. Semelhante inserção ocorre também antes do versículo 19a. Baseando-nos nesta interpretação o sentido de o seu bem não está na mão deles (16) será: é um bem que pode desaparecer de um momento para o outro, arrancado pela mão de Deus. Torne-se extensiva ao fim do versículo 17 e ao versículo 18 a interrogação do princípio do versículo 17. Jó põe em dúvida a objeção dos amigos. Adote-se para o versículo 19 a seguinte versão: “Vós dizeis: “Deus guarda a sua violência para seus filhos”; que o Senhor lhe dê o pago a ele, ao ímpio, para que o conheça”.

Estudo sobre Jó 21.23
OS FATOS TAL COMO JÓ OS VÊ (Jó 21.23-34). Certos homens morrem em prosperidade, inteiramente tranquilos e em paz; outros morrem na mais abjeta das misérias. A quem cabe o direito de concluir que os primeiros colhem os frutos da virtude e os segundos os do vício? Tal conclusão é puramente teórica, não baseada nos fatos, facilmente destruída pelo testemunho dos que possuem um largo conhecimento dos homens e da vida. Estes podem indicar casos em que a maldade e a impiedade parecem ser compensatórias. Dadas estas circunstâncias, que conforto pode ele esperar encontrar nas generalidades referidas pelos amigos baseadas em casos que convêm aos seus argumentos e que convenientemente ignoram aqueles que se lhes opõem? (34).
Leia-se o versículo 30 de acordo com a seguinte versão: “que o mau é preservado no dia da destruição e socorrido no dia do furor?” Os versículos 32 e 33 descrevem as honras que depois da morte são conferidas ao ímpio. A sua sepultura é cuidadosamente guardada; o sucesso que obteve na vida provoca a admiração e os seus caminhos são largamente imitados. E vigia no túmulo (32). Preferível, “e o seu túmulo será guardado”.


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