2015/11/13

Estudo sobre Jó 23

Estudo sobre Jó 23



Estudo sobre Jó 23.1
         Jó responde a Elifaz (Jó 23.1-24.25)
1.    JÓ ABRE O SEU CORAÇÃO (Jó 23.1-17). Ele não é um rebelde contra Deus; não se queixa pelo simples prazer de se queixar. Esforçou-se, na verdade, por conter os seus gritos de protesto, mas foi a miséria que lhos arrancou. A violência da minha praga mais se agrava do que o meu gemido (2). Lit. “a minha mão pesa sobre o meu gemido”, isto é, “eu procuro dominar-me”. Se se revolta, é contra o que parece ser a arbitrariedade da ira divina. Assim, nos versículos 3-7 Jó exprime um apaixonado desejo de encontrar o Deus da graça. Esse Deus procederia compreensivelmente para com ele e faria justiça à sua causa; não o paralisaria de terror exibindo o Seu terrível poder. O grito que se desprende destes versículos provém de um homem que busca ansiosamente a Deus; ninguém, a não ser Jesus, lhe pode responder porque é nEle que Deus toma a iniciativa de vir ao encontro do homem. Cf. Jó 14.9. Os versículos 8-12 exprimem a frustração do seu desejo de encontrar a Deus. Resultam infrutíferos os mais incansáveis esforços para promover o encontro por que ele anseia; e todavia Deus tem ao seu alcance os meios para conhecer a integridade do seu coração. Ele sabe o meu caminho (10). Lit., “o caminho que está em mim”. De acordo com outra versão, “Ele sabe como eu vivo”. Prove-me e sairei como o ouro (10); não se veja, nestas palavras, uma referência ao ouro que resiste, intacto, ao purificante fogo do sofrimento; tão pouco se veja uma arrogante alusão, da parte de Jó, à absoluta perfeição da sua natureza. Estas palavras são antes uma resposta às insinuações dos amigos. Eles afirmavam que Jó estava a sofrer o castigo de impurezas ocultas, pecados que havia conseguido esconder dos homens. De acordo com a sua opinião Deus estava, por meio dos sofrimentos que lhe enviava, a revelar a sua iniquidade.

Estudo sobre Jó 23.13
Nos vers. 13-17 o desejo de encontrar a Deus parece um tanto obscurecido. Jó descobre-se a subir, fatigantemente, o monte da predestinação “com os seus altos e gelados cumes”. O seu sofrimento foi determinado por um férreo e divino decreto. O sentido exato do versículo 17 não nos parece claro. Eis a interpretação de certo comentador: “o meu abatimento não nasce das trevas nem de mim, nelas imerso”. Se adotarmos esta versão, o versículo significará que, para Jó, o mais obscuro problema não era a escuridão da calamidade que o rodeava nem a escuridão que o invadira a ele próprio, mas antes a sensação de que Deus agia arbitrariamente.


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