2015/11/13

Estudo sobre Jó 27

Estudo sobre Jó 27




Estudo sobre Jó 27.1
Jó responde aos amigos (Jó 27.1-31.40)
Talvez possamos imaginar aqui uma pausa. Jó espera, em vão, por um discurso de Zofar; mas os amigos disseram já o que tinham a dizer. Seguem-se duas réplicas gerais aos amigos, introduzidas pelas mesmas palavras. E prosseguindo Jó em sua parábola (Jó 27.1; Jó 29.1).
JÓ REAFIRMA A SUA INOCÊNCIA (Jó 27.1-6). Jó repudia mais uma vez as insinuações ou acusações diretas dos amigos. As suas palavras são introduzidas pelo que certo comentador considera “a mais extraordinária forma de juramento das Escrituras”. Ele jura por um Deus que o privou do seu “direito”, palavra traduzida por causa no versículo 2. Fica-nos assim uma notável imagem do homem cuja fé o acompanha na tempestade, que ainda pode chamar seu a um Deus que ele é tentado a julgar que o abandona. Ele não pode duvidar da realidade de um Deus Todo-Poderoso nem do fato de que esse Deus governa o mundo; é o modo como Ele governa e em particular a aplicação desse governo a si próprio, que constitui, para ele, o maior dos enigmas. As angústias do momento presente não podem explicar-se pelo seu pecado.

Estudo sobre Jó 27
O FIM DOS ÍMPIOS (Jó 27.7-23). Esta passagem apresenta-nos certas dificuldades. É difícil compreender a relação existente entre a afirmação de inocência feita por Jó e esta descrição do fim dos ímpios. Os amigos haviam mantido que a iniquidade estava sempre na origem da adversidade e haviam, por isso, negado a inocência de Jó. A sua acusação era a consequência lógica do princípio que os informava. E eis que, sem uma palavra de aviso, Jó nos aparece como fervoroso adepto do mesmo credo. Em segundo lugar a passagem contradiz, declaradamente, tudo o que Jó dissera já sobre a prosperidade dos ímpios. Cf. Jó 21.22 e segs. Jó 24.1 e segs., e note-se o contraste entre Jó 27.14 e Jó 21.11. Em nenhuma outra parte do livro se encontram, nos discursos de Jó, versículos paralelos a estes. Por outro lado, a passagem soaria perfeitamente natural nos lábios dos amigos. Há duas alternativas. Podemos argumentar que Jó pode ter modificado a sua maneira de pensar. “Ele fortalece todos os argumentos dos amigos”, comenta alguém. No capítulo 26 encontramo -lo a rivalizar com Bildade na exaltação da grandeza de Deus sem renunciar a um credo mais elevado. Talvez com a presente passagem o autor quisesse apresentar-nos um Jó simpatizante com a verdade geral dos sentimentos dos seus amigos, mas recusando-se a aceitar a arbitrariedade e a estreiteza da sua aplicação dos mesmos. Por outro lado muitas autoridades bíblicas mantêm que a passagem se encontra aqui deslocada e atribuem-na a Zofar. Desse modo cada um dos amigos de Jó falaria três vezes.

Estudo sobre Jó 27.11
Concernente à mão de Deus (11). As palavras têm um acento estranho. Quem as profere empreende a tarefa de ensinar aqueles cujos discursos passados revelam o seu perfeito conhecimento da matéria. Como a traça (18). Leia-se, do acordo com a versão siríaca e a Septuaginta “como a aranha”. A cabana (18); habitação frágil edificada pelo guarda da vinha. Note-se a versão da Septuaginta para o versículo 19a: “Rico se deita, mas rico não voltará a deitar-se”. Seus olhos abre e ele não será (19b); os seus olhos, mal vislumbram a destruição que se aproxima, fecham-se para sempre. O bater de palmas (23) é um gesto de indignação. Ver por exemplo, Nm 24.10.

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