2015/11/13

Estudo sobre Jó 33

Estudo sobre Jó 33


Estudo sobre Jó 33.1
Eliú denuncia a atitude de Jó em relação ao seu sofrimento (Jó 33.1-33)
Nos primeiros versículos deste capítulo Eliú declara-se, em primeiro lugar, absolutamente sincero -as palavras sair-lhe-ão diretamente do coração (3). Em segundo lugar, reconhece estar precisamente no mesmo plano que Jó, em inteira dependência de Deus (4,6). Adote-se para o versículo 6 a seguinte tradução: “sou, para Deus, o que tu és!” Jó queixara-se de que o espetáculo do poder divino o paralisava e apavorava (cf. Jó 9.34; Jó 13.21) impossibilitando-o de se justificar perante Deus tanto em pensamentos como por palavras. Mas no combate verbal a que Eliú o chamava, esse terror não pesaria sobre ele (7). Aquele que neste momento o atacava era um homem como ele.

Estudo sobre Jó 33.8
Nos vers. 8-13 Eliú repreende Jó pela afirmação da sua integridade e por acusar Deus de hostilidade para com ele. Tal acusação ao grande Deus, cuja grandeza transcende incomensuravelmente o poder ou a sabedoria do homem, é inteiramente infundada. Contudo Jó parece ter concluído que esse Deus assumiria o papel de contendor como qualquer homem numa insignificante querela! Mas Deus, que não fala como contendor, falará (como Deus poderoso que é) através do ministério da misericórdia. Todavia Jó negou esse mesmo fato. Note-se a seguinte tradução do vers. 13: “Porque o censuras tu de Ele não dar contas de nenhum dos Seus feitos?” Nos vers. 14-30 Eliú refere-se aos vários meios de que Deus-que é um Deus paciente-se serve para se manifestar ao homem. Em primeiro lugar, fala por sonhos e por visões através dos quais imprime o selo das suas instruções na mente humana (16) e afasta o homem de caminhos que, não fora a Sua intervenção, o conduziriam à morte e à destruição (17-18). Em segundo lugar, fala pelo sofrimento (19; cf. Hb 12.6 ). O sofrimento pode levar o homem a aborrecer o próprio pão que o alimenta (20), pode consumir-lhe a carne (21), pode arrastá-lo até às portas da morte onde o esperam os anjos da destruição (22); mas por esse mesmo sofrimento pode Deus falar à alma. O vers. 23 fala da intervenção de um anjo de misericórdia que arrebata aos anjos destruidores a sua presa explicando ao sofredor o significado do castigo e ensinando-o a suportá-lo com coragem. Um entre milhares (23); a expressão não comporta qualquer ideia de proeminência; traduz, pelo contrário, a existência de um incontável número de anjos ministradores de misericórdia sob as Suas ordens e prontos a executar a Sua vontade.

Estudo sobre Jó 33.24
Os vers. 24-30 falam-nos dos resultados que se seguem a uma atitude boa por parte do sofredor ante o misericordioso procedimento de Deus para com ele. Primeiro é o corpo que recupera a saúde (25). Depois é restaurada a saúde da alma com aquela alegria que inevitavelmente a acompanha (26). O homem vê então restituída a sua inocência perante Deus. Em terceiro lugar, a alegria íntima traduz -se num testemunho feliz: os outros saberão o que Deus fez à sua alma (27-28). Leia-se o vers. 27 de acordo com esta tradução: “ele canta perante os homens e diz: ‘pequei e perverti o direito mas não me foi retribuído segundo a minha iniquidade”. Cf. Sl 103.10. Mas Deus livrou a minha alma (28). Melhor, “Mas Deus redimiu a minha alma”. Em seguida Eliú desafia Jó a falar no caso de ele ter alguma coisa a dizer (31-33). “Fala, porque bem desejaria ver-te justificado” (outra versão de 32b). Mas se os seus lábios não podem proferir palavras de sabedoria, então que seja Jó a escutá-lo.



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