2016/09/20

Romanos 1 — Explicação de Romanos

Romanos 1 — Explicação de Romanos

Romanos 1 — Explicação de Romanos


1.1 — Servo. No original, doulos do verbo deo (ligar, algemar, aprisionar). Paulo considerava-se algemado no serviço de Cristo. Bem pode ter aqui a ideia de escravo redimido (comprado) do poder de Satanás por Cristo, seu nova mestre e único com plenos direitos de posse sobre ele (cf. 1 Co 6.19 e Gl 1.15).
1.2 — Outrora, prometido. Indica a necessária relação entre o Velho e o Novo Testamentos. As Escrituras também são testemunhas da verdade do evangelho. Sagradas Escrituras -é a primeira vez que esta frase aparece na Bíblia.
1.3.4 — Com respeito a seu Filho... Jesus Cristo, nosso Senhor. Engloba um credo ou confissão que define o conteúdo do “evangelho de Deus”. 1) Nascimento da linhagem de Davi (há uma possível referência ao nascimento virginal nas palavras “segundo a carne”, 2) Declarado como Filho de Deus na ressurreição (assim como Ele era o filho de Deus em fraqueza e humildade durante Sua vida na terra foi exposto na ressurreição como o Filho de Deus em poder).
1.4 Há um contraste evidente entre “segundo a carne” (a completa identificação com os homens) e “segundo o espírito” como há entre corpo e espírito. É diferente da distinção feita por Paulo ao descrever a vida natural do homem sem Deus e a vida daquele que morreu em Cristo e ressuscitou para a nova vida no Espírito Santo (Rm 8.1-14).
1.5 Obediência por fé. Pela desobediência Adão foi separado da glória de Deus (Rm 3.23). Pela obediência baseada na fé em Cristo temos reconciliação. A palavra “fé” aqui não significa o evangelho ou doutrinas mas a própria crença em Cristo.
1.8 — Meu Deus. É uma expressão raramente usada. O v. 9 revela a fonte deste sentimento na íntima ligação do escravo amado com o seu Mestre.
1.9 — Paulo orou não somente em favor dos seu próprios filhos na fé mas também por crentes desconhecidos (cf. Cl 1.9).
1.12 Confortemos. A finalidade da carta, como também da visita que Paulo pensa em fazer, é dar-lhes um fundamento seguro. Porém, Paulo espera ser beneficiado juntamente com os irmãos de Roma. Deve haver sempre uma reciprocidade dentro da comunhão espiritual do Corpo de Cristo.
1.14 — Para os gregos todos os não-gregos eram bárbaros (At 28.4).
1.16 — Em 1 Co 1.24, Cristo é chamado o “poder de Deus”, indicando novamente que o evangelho é Cristo oferecido e recebido.
1.17 — De fé em fé. Pode ser traduzido, “Baseia-se na fé e apela para a fé”. Cf. 3.22 onde é salientado o fato que a salvação não somente vem através da fé como também é oferecida a todos os que crêem. No grego, “fé” e “crer” têm à mesma raiz. Justo. Significa a qualidade de ser justo no sentido de estar bem perante a lei. É um termo forense, que vem dos tribunais e não propriamente relacionado com a moralidade em si.
1.18 Esta passagem demonstra a culpabilidade do homem fundada na sua pertinaz rejeição da luz fornecida e não em desobediência vinda da ignorância.
• N. Hom. 1.18-32 A Culpabilidade do Homem: 1) A provisão de Deus na manifestação de Si mesmo: a) na Sua criação e b) no Seu poder na verdade. 2) A reação humana: a) impediram a verdade; b) não glorificaram a Deus; c) não deram graças a Deus; d) preferiram a idolatria. 3) A condenação de Deus: três vezes “Deus os entregou” (v. 24, 26, 28).
1.18 Impiedade. Significa falta de reverência ou temor de Deus. É uma palavra religiosa enquanto a palavra perversão parece referir-se à corrupção moral.
1.20 Claramente se reconhecem... sendo percebidos. Ambos os verbos descrevem como, ao contemplar as obras de Deus, o homem pode captar bastante de Sua natureza para preveni-lo do erro de identificar qualquer das coisas da criação com o Criador, assim podendo evitar a contaminação da idolatria no Seu culto.
1.24 Deus entregou. É a manifestação da retribuição divina neste mundo. Os perdidos gozam eternamente da liberdade horrível que demandaram e assim ficam escravizados por si mesmos. Cf. vv. 26, 28 e At 7.42. São removidas as restrições divinas que preservam o homem das piores coisas.
1.28 Inconvenientes. Vem da palavra kathekon que era um termo técnico dos estóicos significando aquilo que era conduta digna e conveniente. Cf. Ef 5.4.
1.32 — Este, é um quadro negro, mas real, do que era o paganismo naquela época.




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