2015/12/15

Adultério no Contexto Bíblico e Social

Adultério no Contexto Bíblico e Social
Adultério no Contexto Bíblico e Social  

Jesus transferiu a questão do adultério ao campo dos pensamentos e emoções. O homem que deseja um a mulher já se tornou culpado (Mat. 5:28). Portanto, a moralidade estrita envolve as intenções, as palavras e os pensamentos do indivíduo, e não apenas os seus atos. E assim , todos os homens e mulheres caem sob a condenação, no espírito do sétimo mandamento, e ninguém pode jactar-se de sua santidade quanto a esse preceito.

Uso metafórico. A idolatria e a infidelidade a Deus, sob qualquer forma, é adultério espiritual (Jer. 3). Paulo dá a isso um colorido cristão, pois o homem pode cometer adultério contra Cristo (I Cor. 6:9-20). O Espírito residente no crente faz de seu corpo um templo. Assim, qualquer polução do corpo é uma forma de infidelidade contra o Espirito ali residente, uma execração desse templo. Visto que o Espírito habita no crente, e entre os crentes como um a coletividade, quando um membro peca, todos os demais membros são envolvidos quanto ao resultado d isso (I Cor. 5:6; 12:27; Efé. 5:28-31). A união sexual não envolve somente o que o indivíduo faz — afeta a substância daquilo que ele é (I Cor. 6:16). Todos os pecados sexuais são proibidos no Novo Testamento, e não apenas o adultério (I Cor. 6:9; Gáí. 5:19).

Em outras sociedades, antigas e modernas. O código babilônico de Hamurabi (128) mostra-nos que pelo menos alguns povos antigos, além dos hebreus, encaravam desaprovadoramente o adultério. Nas sociedades grega e romana o adultério era tratado com severidade, posto que nem sempre de forma coerente. Na sociedade grega, um homem não podia ser divorciado de sua esposa, som ente por esse motivo. O sexo antes do casamento era geralmente tolerado, não sendo reputado um erro grave. Nos ritos de fertilidade entre os egípcios, babilônios, gregos e romanos praticamente não havia regras, e parece que se isso fosse feito como parte de crenças e práticas religiosas, muitas coisas que não eram permissíveis na vida diária comum seriam permitidas. Essas práticas, por via de Canaã, penetraram na vida israelita (Amós 2:7 ss; Miq. 1:7; I Reis 14:24). O homossexualismo com frequência fazia parte dos cultos antigos. As religiões de todos os povos consideram que os atos sexuais praticados entre pessoas não casadas são errados, exceto nas sociedades onde a poligamia continua sendo praticada.

A maioria dos países europeus, bem como os Estados Unidos da América, permitem o divórcio em razão de adultério. Nesse ultimo país, desde 1955, o adultério não está incluído no código criminal, embora continue sendo motivo com um para o divórcio. Ali ninguém é preso por causa de um romance com uma mulher que não seja sua esposa. A lei do amor. O adultério pode ser perdoado por meio de arrependimento. Disse Jesus: “Nem eu tão pouco te condeno; vai, e não peques mais” (João 8:11) 

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