2015/12/08

Milagre da Transformação da Água em Vinho

Milagre da Transformação da Água em Vinho
Milagre da Transformação da Água em Vinho

O milagre da transformação da água em vinho serve de fachada para o evangelho de João: Ver João 2:12 ss. “De certa feita, em um grupo de ministros do evangelho, para minha surpresa descobri que eu era o único, dentre eles, que pregava acerca dos milagres, por que os outros sentiam ser tática adversa e psicologia deficiente escolher por assunto um tema que tende a fazer alguns dos ouvintes tropeçarem, ficando assim fechadas as suas mentes para qualquer coisa edificada sobre o que poderiam considerar como fundamento inseguro. No que diz respeito aos milagres de cura, tal atitude, naturalmente, é inteiramente antiquada. É J.A. Hadfield, com a sua imensa experiência, que nos diz secamente: ‘Houve tempo em que as pessoas diziam que milagres não acontecem; e a implicação disso era que as narrativas sobre milagres, existentes nos evangelhos, são inverídicas. Atualmente, porém, praticamente todos os milagres de cura do Novo Testamento têm sido reproduzidos...por muitas e muitas vezes’. (Psychology and the Church, Nova Iorque: The MacMillan Co., 1925, pág. 190). Muitas coisas, próprias dos evangelhos, que anteriormente serviam de motivo de zombaria, por vozes confiantes e zombeteiras, agora são aceitas como auto-evidentemente verazes, e, de algum a maneira, a maravilha das realizações de Cristo aparentemente vem sendo reproduzida, em muitos lugares, o que ele antecipou, há dois mil anos.

Até a ciência está fazendo descobertas confirmativas. “É de modo um tanto semelhante que o episódio do casamento em Caná serve de fachada para o Evangelho de João, sumariando num a narrativa gráfica o que viria a seguir: como nosso Senhor solucionava as dificuldades do povo; quão incrivelmente ele sofria por causa de cada dificuldade; e, acima de tudo, como ele enriqueceu as coisas para nós. O que a água era para o vinho, o que a embaraçosa insuficiência era para o alívio que ele concedeu ao anfitrião da festa, assim também se compara qualquer outra vida com a plenitude, com o colorido, com a aventura, com a realização que ele proporciona... Porém, se essa é a lição principal, também muitos outros pensamentos se evidenciam e nos atraem, ao nos aproximarmos dela. Temos aqui o fato de que Cristo se achava presente; que eles mesmos desejavam que ele ali estivesse; que eles não temiam que ele se sentisse fora de seu elemento, ou não conseguisse adaptar-se, ou que deixasse os outros um tanto embaraçados, segundo teria ocorrido no caso de João Batista fazer-se presente, com o seu ascetismo. E podemos estar certos de que não houve qualquer silêncio embaraçoso naquela porção da mesma onde ele estava reclinado.

Pois Cristo não se conservava afastado da felicidade inocente dos homens, fato esse que muitos de nós, seus seguidores, temos esquecido, com resultados suficientemente trágicos, transformando a sua religião em algo muito mais austero do que ele jamais tencionou; e por essas caricaturas espantam os muitos daqueles que lhe pertencem por direito natural”. (Arthur John Gossip, em Jo. 2:12, IB).

II. Diversas interpretações (típicas) dos milagres. Diversas interpretações têm sido oferecidas para explicar, para eliminar mesmo, este milagre; e essas explanações também são comumente aplicadas a outras narrativas sobre milagres, nos evangelhos. Abaixo damos um sumário dessas explicações:

1. Explicações naturais (do baixo racionalismo). O que Jesus fez foi tão-somente uma brincadeira própria para uma festa de casamento. Ele trouxera grande quantidade de vinho para a festa, e misturou o vinho com a água das talhas. Outros da mesma escola dizem que se trato u de um presente de casamento, para surpreender os noivos.

2. Explicações místicas.  A narrativa não deveria ser aceita como um acontecimento histórico, mas antes, como uma espécie de poema religioso,  como lenda inconscientemente (ou conscientemente) produzida, e que foi honestamente acreditada pela igreja cristã primitiva. A base desse milagre se encontraria na narrativa do A .T ., que conta como as águas amargosas se tornaram potáveis (ver Êxo. 15:23 e II Reis 2:19). Ou a origem do mesmo poderia ser encontrada na literatura antiga dos gregos e romanos, como o caso da história de Dionísio, o deus grego do vinho e da inspiração. Uma narrativa similar a essa (transformação de água em vinho) se encontra nos escritos de Plínio (História Natural 11,231; XXXI.16). Essa opinião pode ter sido até mesmo sugerida pela interpretação alegórica do V.T. criada por Filo. Por exemplo, em sua obra, Interpretações Alegóricas (III. 26.82), ele apresenta o Logos a ordenar a Melquisedeque que dê vinho, em vez de água, e ali o vinho serve de símbolo da “embriaguez divina, mais sóbria que a própria sobriedade”.

3. Interpretações simbólicas. A narrativa não seria nem fictícia e nem histórica, mas conteria meros símbolos, tal como chegara o tempo para Jesus tirar os seus discípulos da “água” de João Batista para o vinho de seu reino superior; ou então, de modo geral, que o vinho é símbolo da superioridade da nova religião, em comparação com os princípios ensinados por João Batista, ou com as doutrinas do judaísmo do estilo antigo. (Ver João 1:26,33 e Efé. 5:18).

4. Interpretações históricas.  Existem muitas e variegadas interpretações e modificações:

a. Interpretação absoluta: Foi um milagre físico, uma intervenção divina na natureza, sem qualquer ajuda por parte de processos naturais. Foi um milagre sem quaisquer condições humanas de qualquer sorte.

b. Interpretação condicional: Foi uma transformação possibilitada por condições. Olshausen assevera ter havido uma aceleração dos processos naturais, o que, naturalmente, não faz sentido algum.

c.Modificação: Um a modificação dos acidentes, em que a água, como no caso de algum as águas minerais, assume sabores diversos.  Este último ponto de vista não permite qualquer transformação real na substância da água, mas, tão-somente, em como a percepção dos sentidos humanos a julgava.

d. Modificação substancial: A própria “substância” da água foi transformada, e' juntamente com isso, os seus “acidentes”, ou seja, aquelas qualidades sujeitas à percepção dos sentidos humanos, tais como cor, sabor, peso, aroma, etc. A posição da modificação substancial poderia ser alistada sob “interpretação histórica absoluta” ou sob “interpretação condicional”; neste último caso, o milagre teria ocorrido ajudado por algumas condições. Mas os comentadores não têm jamais apresentado quaisquer condições apropriadas e compreensíveis. As condições mais apropriadas, coerentes com os próprios ensinamentos de Jesus, seriam que ele, como homem, mediante o desenvolvimento dado pelo Espírito Santo, tornou-se um tipo de ser humano que, apesar de continuar sendo mortal, podia realizar essas maravilhas físicas. Essa ideia poderia incluir aquela ainda mais avançada, a saber, que outros homens, crentes em Cristo, mediante o mesmo processo de desenvolvimento espiritual, em seu caminho de transformação segundo a imagem de Cristo, podem realizar milagres similares, como expressão de seus seres espiritualizados em graus diversos.

III. Considere estes fatos: 1. O Senhor possui os recursos para solucionar as dificuldades do povo. 2. Suas soluções abarcam as duas esferas: a física (necessidades terrenas) e a espiritual (necessidades da alma). 3. Jesus fez o que o anfitrião não tinha recursos para fazer. Os homens são limitados, mesmo nas coisas desta vida, e mormente, no tocante a qualquer provisão para a vida no além. 4. Os feitos de Jesus proporcionaram uma solução definitiva e feliz. 5. A própria missão de Cristo tinha por intuito resolver aquilo que os homens, por si mesmos, não poderiam resolver. Considere a mensagem de textos como Rom. 5:1, Efé. 2:8, João 1:12 e Tito 3:5.

IV. Sumário e polêmica: 1. O ministério de Jesus foi o do Messias; portanto, de elevadíssima estatura. 2. Portanto, apesar de poderoso, o ministério de João foi secundário e preparatório apenas. 3. O antigo judaísmo estava ultrapassado, e doravante teria de buscar seu cumprimento no ministério do Messias. 4. A encarnação (que vide) do Logos trouxe um novo dia, o dia profético, o cumprimento das esperanças dos profetas. 5. O Messias com binava, em si mesmo, as naturezas divina e humana, e tinha o direito e o poder de revelar Deus aos homens. Ver os artigos sobre a Humanidade de Cristo,  e sobre sua divindade. 


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