2016/01/06

Pentateuco — Conteúdo do Antigo Testamento

Pentateuco — Conteúdo do Antigo Testamento

Pentateuco — Conteúdo do Antigo Testamento



A seguir, apresentar o conteúdo literário do Antigo Testamento, iniciando com o Pentateuco:

a. Gênesis.  Ali aparecem, pela primeira vez, os títulos descritivos de Deus: El, Adonai e Yahweh. Esse é o verdadeiro Deus, o Criador. Nele todas as coisas têm a sua origem. O homem foi criado por Deus e caiu no pecado. O perdão foi prometido, e teve início o tema messiânico da redenção, logo após a queda. Deus enviou o juízo do dilúvio, um a das grandes catástrofes que se abateu sobre o mundo, dentre muitas outras que não estão registradas nas páginas da Bíblia, mas cujo fim assinalou um novo começo para a humanidade, com os descendentes dos três filhos de Noé: Sem, Cão e Jafé. Abraão foi chamado de descendente de Sem. Com os descendentes de Abraão, Deus formou a nação de Israel, um dos veículos da redenção. Os primeiros descendentes de Abraão, isto é, Isaque, Jacó e seus doze filhos, são chamados de «os patriarcas». Todavia, os descendentes de Abraão terminaram escravizados no Egito. Ali, José foi a grande luz da espiritualidade, tendo salvo a sua gente da inanição.

b. Êxodo.  Moisés, descendente de Abraão através de Levi, foi preparado para libertar o povo de Israel da servidão egípcia. Após o êxodo, Moisés foi usado por Deus para produzir uma nova expressão espiritual de grande magnitude: a lei mosaica. Israel apostatou, mas retornou ao Senhor. O sábado foi ordenado, e o tabernáculo e suas form as próprias de adoração foram instituídos.

c. Levítico. Esse livro descreve os muitos regulamentos cerimoniais que governam todos os aspectos da vida religiosa e civil dos israelitas. Ali aparecem seis tipos de sacrifícios cruentos, os quais retratam diversos aspectos da expiação. Também preceitua-se ali sobre animais limpos e imundos, sobre a santidade cerimonial em todos os níveis da vida, sobre a celebração do sábado, da páscoa, dos pães asmos, do Pentecoste, da festa das Trombetas e da festa dos Tabernáculos. O vigésimo sexto capítulo desse livro prediz o cativeiro assírio e o babilônico, mas sobretudo este último, porque fala no retorno, embora sem designá-lo especificamente por nome.

d. Números.  Temos ali as jornadas de Israel desde o monte Sinai até às fronteiras de Canaã, em Cades-Barneia. Temos ali o relato dos castigos motivados pela incredulidade; os quarenta anos de vagueação pelo deserto; a chegada às planícies de Moabe; os encontros com Balaque e Balaão; o recenseamento no começo do relato, e outro no fim (ver Levítico 26), quando então havia seiscentos mil homens em armas; o estabelecimento dos levitas como uma casta sacerdotal; os espias enviados a Canaã; as queixas e rebeldias contra Moisés; a conquista da Transjordânia; e, finalmente, como os israelitas em Moabe, foram induzidos a cair em idolatria.

e. Deuteronômio.  Temos ali as instruções finais dadas por Moisés; a reiteração da lei (de onde vem o nome do livro = “segundo livro da lei”); diversas novas provisões, para quando Israel se estabelecesse em Canaã; a leitura pública do Pacto; a invocação de testemunhas para que qualquer causa tivesse validade; cópias da lei que tiveram de ser guardadas na arca da aliança; e as admoestações finais a Israel, para que fosse leal ao pacto. 

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