2019/08/23

Apocalipse 3 — Explicação das Escrituras

Apocalipse — Explicação das Escrituras

Apocalipse 3 — Explicação de Apocalipse


Apocalipse 3

3.1 Sardes. A cidade orgulhava-se pelas indústrias dê lã e de tinturaria. O centro de culto a Cibele, deusa de religião de mistério, cuja imoralidade e degeneração eram notáveis. Morto. A igreja tinha o conceito de ser próspera espiritualmente por causa do início notável que a obra tivera, Mas Deus a analisa agora como espiritualmente fria e insensível.
3.3 Lembra-te. A igreja de Sardes precisava conservar uma viva lembrança de bênçãos anteriores (Cf. 2.5). Virei como ladrão. O simbolismo é de uma vinda súbita para julgar a igreja, quando menos se esperava. A figura aplica-se à segunda vinda de Cristo (16.15; Mt 24.43; Lc 12.34; 1 Ts 5.2; 2 Pe 3.10). Sardes já tinha sido capturada duas vezes porque os guardas confiaram demais na segurança dos penhascos ao derredor da cidade, dormindo sem preocupação.
3.4 Não contaminaram suas vestiduras. Poucos na igreja não mancharam sua fé, cristã pela contaminação do ambiente pagão.
3.5 Vestiduras brancas. Há contraste entre as roupas coloridas produzidas pelas indústrias locais, e a revestimento espiritual que Deus dará aos que, fiel e puramente, se mantêm livres da contaminação pagã. Livro do vida. O simbolismo foi (Êx 32.32) e o registro dos cidadãos do Império Romano (do qual um nome podia ser apagado). Quem possui a vida eterna, tem a graça da perseverança na terra (Mt 24.13; Hb 2.3).
3.7 Filadélfia. O nome significa “amor fraternal”. Tanto a igreja como a cidade eram pequenas. Igreja pequena, não significa que é esquecida por Deus. Chave de Davi. Cristo tem o direito de admitir ou excluir as pessoas do Reino de Deus. Os judeus reivindicavam que só Israel tinha o privilégio de entrar no Reino. O poder das chaves é a autoridade exclusiva de Jesus Cristo, o Messias davídico (5.5; 22.16; cf. Mt 16.18-19n).
3.8 Uma porta. O contexto indica que Cristo colocou diante do Seu povo uma porta de entrada para todos os privilégios do Seu reino e do serviço cristão, uma entrada que ninguém pode impedir (1 Co 16.9).
3.10 Hora do provação. Deve ser uma alusão às “dores messiânicas”, sofrimento e perseguição que cairão sobre o povo de Deus antes da vinda de Cristo (Cf. Dn 12.1, 2, 10-13; Mc 13.14; 2 Ts 2.1-12). A provação atingirá os crentes na perseguição do anticristo enquanto os pagãos, “os que habitam sobre a terra” sofrerão os julgamentos divinos (13.7-8; 8.1-9.19; 16.1-20)
3.12 Coluna. Este simbolismo talvez se entenda pelo costume de honrar um sacerdote pagão com o acréscimo de uma coluna ao templo local. O crente fiel tem a segurança de ser estabelecido eternamente no reino e na comunhão com Deus (cf. Sl 27.4).
3.14 Laodiceia. Uma das cidades mais ricas da Ásia Menor, que orgulhosamente recusou a ajuda de Roma quando foi destruída por um terremoto em 60 d.C. Distava 160 km de Éfeso, e 80 km de Filadélfia, no encontro de três estradas importantes. O princípio do criação de Deus. Princípio significa, aqui, “fonte”, “origem”, descrevendo assim a Cristo, tanto na Sua atuação na Criação original (Jo 1.14; Cl 1.15-18), como na Sua obra ao suscitar a Nova Criação (2 Co 5.17).
3.16 Vomitar-te. Perto de Laodiceia havia fontes de água mineral morna e emética, que o viajante sedento rejeitaria com nojo. Este é o desgosto que Cristo sente para com uma igreja espiritualmente morna. Qualquer outra condição espiritual seria mais promissora.
3.17 Estou rico. A igreja local da cidade rica já abraçara a acomodada atitude prevalecente da soberba das riquezas. Imaginava que possuía grandes riquezas espirituais e virtudes cristãs. As riquezas materiais produzem uma conformidade fatal com os padrões morais mundanos (cf. Os 12.8; Lc 1.53).
3.18 Ouro refinado pelo fogo. Simboliza à verdadeira riqueza celestial, sem máculas nem tristezas (Mt 6.19-20; Lc 12.21). O versículo é uma mensagem para mostrar , atitude de Cristo ao encarar os jactanciosos de Laodiceia: “Seu centro bancário, seu colírio, sua lã preta não servirão para dar a riqueza, visão e decência espirituais”. Estes eram os produtos locais.
3.20 Estou à porta. O contexto não sugere uma referência à segunda vinda e ao banquete messiânico; são boas-vindas à vivência de Cristo no seu meio. Seu culto, portanto, era uma fraude vazia. Se qualquer indivíduo, porém, quer abrir a porta do seu íntimo e ouvir a chamada de Cristo, então Cristo entrará para dirigir sua vida e lhe oferecer Sua convivência. Assim fica claro que é Cristo quem salva, não a Sua igreja; mostra que uma igreja pode existir como casca, mantendo seu culto formal, todavia faltando o coração que é a comunhão do Senhor.


Índice: Apocalipse 1 Apocalipse 2 Apocalipse 3 Apocalipse 4 Apocalipse 5 Apocalipse 6 Apocalipse 7 Apocalipse 8 Apocalipse 9 Apocalipse 10 Apocalipse 11 Apocalipse 12 Apocalipse 13 Apocalipse 14 Apocalipse 15 Apocalipse 16 Apocalipse 17 Apocalipse 18 Apocalipse 19 Apocalipse 20 Apocalipse 21 Apocalipse 22

Nenhum comentário:

Postar um comentário