2016/03/27

João 1 — Explicação das Escrituras

João 1 — Explicação de João

João 1 — Explicação de João


João 1

1.1 No princípio. Antes da criação (cf. Gn 1.1), Verbo (gr logos). Não denota o logos de Platão, que significava a Ideia universal e absoluta, nem de Filo, que identificava o logos com a sabedoria de Deus. Logos para João é uma pessoa, que comunica a realidade de Deus aos homens pela Sua encarnação e sacrifício na cruz. Logos. Servia o termo de ponte entre o mundo grego e judaico. Sendo Deus, o Logos é a perfeita expressão de Deus. A revelação no AT era perfeita mas incompleta; no NT é perfeita e completa (cf. 14.9; Hb 1.1, 2). O Verbo era Deus. A falta do artigo no original não quer dizer “um Deus” mas que o Verbo tinha a natureza divina. “O Filho está destacado na Trindade, mas a Trindade toda não é o Verbo”.
1.3 A atuação de Cristo na criação também se encontra em Cl 1.16, 17.
1.4 Vida estava nele. Pode referir-se à provisão do Espírito que pela morte de Cristo passaria a habitar nos crentes (7.37ss).
1.5 A luz. É identificada com a vida que Deus compartilha: é o contrário de trevas, existência sem Deus que equivale à morte eterna. A luz não pode ser vencida pelo mal, absolutamente (1 Jo 2.8).
1.6;7 Um homem. Foi João, o Batizador, quem primeiro apontou Jesus aos homens como luz, e foi através da fé desses homens que outros vieram a crer (cf. 5.35).
1.9 Verdadeira luz. Cristo e só Ele, vindo ao mundo ilumina a todo homem. Não há salvação das trevas, à parte, dEle (At 4.12).
1.10 Mesmo antes de Sua encarnação Cristo estava ativo na criação e na revelação de Deus por intermédio dos profetas e patriarcas.
1.11 Seu, e os seus. “Seu”, no grego, significa “sua casa”; “Seus” significa Seu povo. Mesmo rejeitado pela maioria de Israel, Cristo se oferece a todos entre os quais alguns O recebem.
1.12 Filhos de Deus. Ninguém nasce de Deus pelo primeiro nascimento (o carnal). A filiação se limita aos que crêem e recebem a Cristo.
1.13 Do sangue (gr ex haimatõn “dos sangues”. O plural indica que o nascimento concedido por Deus não vem por descendência humana nem através de descendência privilegiada (cf. 3.4, 6; 6.44).
1.14 O Verbo se fez carne. O eterno Filho, o Verbo de Deus, se encarnou como homem, (cf. Rm 8.3). Esta_verdade essencial nega terminantemente a heresia gnóstica que afirmava que a encarnação não foi real (cf. 1 Jo 4.2, 3). Habitou, gr skenoõ ”tabernaculou”. Em Cristo vemos a realidade da glória divina, o zelo de Deus em se aproximar dos homens mesmo sendo pecadores. Graça. Favor de Deus não merecido. Verdade. A fidelidade de Deus.
1.16 Plenitude (gr plerõma, cf. Cl 1.19; 2.9, 10). E o Espírito Santo que habitou em Cristo e nos crentes, tornando-os “co-participantes da natureza divina” (2 Pe 1.4).
1.18 Deus unigênito. Esta é uma declaração clara da deidade de Jesus Cristo. No seio. Modo hebraico de indicar proximidade de amigos, ( 3.23, 25).
1.21 Elias. Ml 4.5 deu origem à esperança :do reaparecimento de Elias (cf. Mt 11.14, 18; 17.9-13).
1.22 A comissão enviada do Sinédrio não procurou; o nome, mas a pretensão de João, que se enquadra na profecia de Is 40.3.
1.25 O profeta. A comissão indaga se, João seria o cumprimento de Dt 18.18.
1.29 Cordeiro de Deus. I.e., providenciado por Deus (cf. Gn 22.8; Rm 8.32). Esta frase ganhou significado para o judeu, do cordeiro pascal (Êx 12. Nm 9), do Servo Sofredor que, como cordeiro, é levado ao matadouro (Is 53.7, 8, 12) e do sacrifício diário no templo.
1.30 Antes de mim. João declara a preexistência de Jesus Cristo.
1.31 A finalidade do batismo de João era de preparar um povo submisso ao vindouro Rei messiânico (1.49; At 19.4).
1.33 João batizou publicamente para confirmar o arrependimento. Jesus, o filho de Deus (v. 34), batizará em ou com o Espírito (3.3, 5).
1.35,37 Dois.. discípulos. Um era André (v. 40). O outro, segundo opinião corrente, teria sido o autor deste evangelho. Seguiram. Significa seguir literalmente. Os vv. 40ss referem-se ao discipulado.
1.38 Rabi. Ao designar Jesus como “meu mestre” os discípulos se oferecem como discípulos. Onde assistes (gr menõ “morar”). É palavra-chave do evangelho, (cf. 1.18; 14.2; 15.3, 4, etc.).
• N. Hom. 1.39 Passos para o discipulado: 1) Vir a Cristo (Mt 11.28-30); 2) Ver o Pai por Seu intermédio (Jo 14.9); 3) Estar com e nEle (Jo 15.2, 4-10).
1.41 Messias. Vocábulo aramaico que, como “Cristo”, significa “Rei ungido” (cf. 4.25; Dn 9.25, 26; Sl 2.7).
1.42 Cefas. Aramaico, “pedra”. Pedro recebeu um nome novo para acompanhar o caráter novo que Cristo lhe deu (Ap 2.17; 3.5).
1.45 Natanael. Significa “dom de Deus”. O outra nome dele era Bartolomeu “filho de Tolmai”. Moisés escreveu. Cf. Gn 3.15; 12.1-3; Dt 18.18. Filho de José. Não prova que o autor não sabia que Jesus era apenas filho na carne de Maria. Era uma designação pública e oficial.
1.47,48 Não há dolo. Em contraste com Jacó. Debaixo da figueira. Cf. Mq 4.4. As promessas dadas a Jacó em. Betel (Gn 28.10-22) se cumprem em Cristo que é maior que esse patriarca (cf. 4.12).
• N. Hom. 1.43-51 Como Testemunhar: 1) Dar a maior importância à pessoa de Cristo (36): 2) apelar aos amigos (41; 45); 3) convidar outros após sentir a emoção da descoberta pessoal (45); 4) não debater apenas com argumentos mas com desafio à investigação (46); 5) não perder tempo.

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