2016/03/27

João 17 — Explicação das Escrituras

João 17 — Explicação de João

João 17 — Explicação de João

 


João 17
17.1 A oração é sacerdotal porque Cristo intercede por Si e pelos discípulos. Três: partes: 1-5, Jesus ora por Si mesmo; 6-19, pede pelos discípulos; 20-26, suplica pelos futuros crentes. Glorifica. Por este imperativo de súplica Jesus roga baseado na Sua autoridade de conceder a vida eterna a todos os eleitos (2). Visa diretamente a Paixão. Hora. Ponto central no plano redentor de Deus.
17.2 Autoridade. Cf. 1 Co 8.6; Ef 1.10s, 20-22; Fp 2.9-11; Cl 1.17s; Hb 2.8; 1Pe 3.22, etc.
17.3 Que te conheçam a Ti. O verbo está no presente do subjuntivo para indicar conhecimento crescente. Deus. O único Deus é Aquele que é Pai e envia Jesus Cristo.
17.4 Glorifiquei na terra. Nota-se que Jesus roga do ponto de vista de quem já subiu ao céu (11) porque vencera no Espírito (16.33). Neste sentido a obra estava consumada antes do brado de 19.30.
17.6 Teu nome. Seria “Pai”, nome esse que os discípulos foram privilegiados de usar (Mt 6.9)? Os crentes pertenciam ao Pai pela eleição (6.44).
17.8 As palavras. São os ensinamentos de Jesus proferidos aqui na terra e preservados nos evangelhos.
17.9 Dispensa-se a petição pelo mundo porque já foi vencido por Cristo (16.33). Futuros crentes (20) não são do mundo.
17.10 O Filho glorifica a Pai na obediência até à morte. Os discípulos glorificam o seu Senhor da mesma forma.
17.11 Jesus se separou fisicamente dos discípulos na morte e na ascensão. O crente se santifica pelo batismo-morte (Rm 6.2-11) que o separa do mundo e o une a Cristo. Em conseqüência os crentes por meio de Cristo participam na unidade do Povo de Deus que é imprescindível, concedida por Deus e que reflete a unidade da Trindade (21). É indestrutível mas facilmente obscurecida.
17.12 Filho da perdição. Era Judas, e também será assim chamado o anticristo (2 Ts 2.3).
17.13 Gozo completo. A herança do crente junto com todos os privilégios que Cristo compartilha.
• N. Hom. 17.15 Duas Petições de Cristo pelos Seus: 1) libertação do Maligno (cf. Mt 6.13J; 2) consagração (17). Estes foram os propósitos da expiação segundo Tt 2.14: redimir de toda iniqüidade e purificar um povo zeloso de boas obras.
17.17 Verdade... palavra. São títulos de Cristo em 14.6 e 1.1, 14.
17.19 Me santifico. Jesus é ao mesmo tempo Sacerdote e Sacrifício.
17.20 Jesus ora em favor dos futuros crentes. Cf. 10.16; 15.16.
17.22 Glória. A glória (gr doxa) de Cristo tem sua origem na união com o Pai (5). Jesus manifestou essa glória divina (notavelmente o amor) no mundo; operando milagres, transmitindo as palavras do Pai e finalmente, dando sua vida para expiar pecados (1.14, 17; 13.21s). Essa gloriosa união é compartilhada com a Igreja pelo Espírito e ela a demonstra na sua unidade (13.35).
17.23 O amor entre os crentes reflete a união perfeita entre o Filho e o Pai e assinala a obra salvadora sobrenatural de Deus.
17.24 Cristo roga ao Pai que os crentes possam compartilhar a alegria do céu. Ali perceberão o grande privilégio de terem sido amigos de Cristo.

17.25,26 Pai justo. Os atributos divinos de justiça e santidade separam o mundo de Deus (Hb 7.26). Conhecer a Deus pela experiência da fé real em Cristo (25b) traz junto a privilégio de clamar o nome divino, “Pai” (6n; Rm 8.15s; Gl 4.6) e sentir o amor divino.

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