2016/03/27

João 18 — Explicação das Escrituras

João 18 — Explicação das Escrituras

João 18 — Explicação de João





João 18

18.1 Saiu. Talvez da cidade ou do cenáculo (14.31). Jardim. Mateus e Marcos nos informam que era o Getsêmani; Lucas o denomina de “Monte das Oliveiras”.
18.2,3 Vários grupos se unem no propósito de destruir a Jesus. 1) Judas, o discípulo traidor, 2) escolta de soldados romanos (talvez pagos); 3) principais, sacerdotes (i.e., saduceus); 4) fariseus; 5) policia do templo (“guardas”); 5) Pilatos e os soldados (19.1,2).
18.5.6 Todas as forças sob o príncipe deste mundo (12.31; 14.30) recuam e se prostram diante daquele que recebeu toda autoridade do Pai (17.2). Ele tem direito ao nome “Eu Sou” (5, 6, 8; cf. Êx 3.14; Jo 8.28n). Outra vez João observa que Jesus se entrega voluntariamente. Quando se certificou de que os discípulos ficariam em liberdade, Cristo se entregou (8b).
18.10 Malco. João conhecia o nome deste escravo (gr doulos) porque ele conhecia pessoalmente o sumo sacerdote (15).
18.12 Comandante (gr chiliarchos) com a escolta ali presente mostra a participação dos romanos. Manietaram-no (24). Só João menciona este pormenor. Isto nos lembra Isaque amarrado sobre o altar (Gn 22.9; cf. Rm 8.32).
18.14 Caifás foi apontado sumo sacerdote (24) pelo governador romano em 15 d.C. Provavelmente, não foi, aceito pelos judeus, permitindo Anás a continuar no poder (note-se que Anás é sumo sacerdote em v. 19).
18.15 Outro discípulo. Seria o discípulo amado (13.23n)?
18.17 Não sou. Notável entre os evangelhos é a maneira branda em que João descreve a negação tríplice de Pedro (17, 25, 26). Pedro aqui não jura nem amaldiçoa.
18.20 Falado francamente. Cf. 7.4 onde os irmãos de Jesus o desafiam para se manifestar ao mundo. O ministério culminante de Jesus foi sobre a cruz (12.32). Em oculto. Jesus não era subversivo.
18.21 Por que me interrogas? Era ilícito forçar o réu a se condenar a si mesmo.
18.22 Uma bofetada. Jesus sofre esta violência porque fez Anás parecer estúpido, não porque o insultou.
18.23 Dá testemunho do mal. Como se vê em 8.46, Jesus zela pela irrepreensibilidade de Sua pessoa. Nas epístolas pastorais nota-se que esta qualificação é essencial ao ministro (1 Tm 3.2, 7, 10; Tt 1.7).
18.24 Caifás. Cf. 11.49n; 18.14n.
18.26 Parente. João conheceu bem os elementos da casa do sumo sacerdote (10, 16). Alguém sugeriu que Zebedeu e seus filhos, Tiago e João, forneceram peixe salgado do mar da Galileia à casa de Anás e Caifás (16n).
18.27 Pedro o negou. A queda de Pedro, ocorrendo três vezes, mostra a inerente fraqueza da carne quando privada da assistência sobrenatural do Espírito (Gl 5.16).
18.28 Pretório. Residência de Pilatos, o governador romano. Em Fp 1.13 pode se referir à residência do imperador no Monte Palatino em Roma, ou do quartel geral em Éfeso. Não entraram. Para um judeu entrar numa casa pagã significava contaminação ritual, o que devia ser evitado a todo custo (cf. Mc 7.2-4).
18.30 Se... malfeitor. As autoridades judias não queriam qualquer investigação da parte dos romanos.
18.31,32 Segundo a vossa lei. Pilatos manda que os judeus julguem a Jesus, uma vez que o mal de que o acusavam era uma infração religiosa de que os romanos não podiam tomar conhecimento. Mas isso não satisfez os interesses dos judeus, que não descansariam até Cristo ser morto, As Escrituras predisseram que o modo de morte do Messias seria por cruz (3.14; 12.32). Se os judeus tivessem aplicado a pena capital, Jesus teria sido apedrejado como blasfemo (Lv 20.27; At 7.54-60).
18.33 És tu o rei dos judeus? Alguém informara a Pilatos nesta altura que Jesus era um pretendente ao trono de Israel (Lc 23.2, 3).
• N. Hom. 18.36 O Reino de Cristo: 1) Ainda que não seja reino político, tem ministros leais. 2) Não sendo do mundo, sua realidade celestial se demonstra na persuasão do amor, não nas armas. 3) O Rei é Cristo que reina pela força da verdade (cf. Sl 91.4; 93.1, 2, 5).
18.38 Que é a verdade? Pilatos levantou cinicamente a maior dúvida da filosofia. Pilatos indaga, “Que”; Jesus já declarara que Ele é a verdade (“quem”).
18.40 Barrabás. Cf. Mc 15.7n. 

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